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Maio 2008
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Nesta
edição: |
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Em
honra da batata |
A Assembleia Geral das Nações
Unidas declarou 2008 o Ano
Internacional da Batata.
Para celebrar este produto estão previstas numerosas
iniciativas em vários países do mundo e
Joy Durston, do convivium Slow
Food de Central Victoria ,
conta-nos como se festeja na Austrália.
«O ano internacional
da batata! Mas porque raio se deveria celebrar o ano internacional
da batata? Todos conhecem a batata e sabem bem que há
apenas quatro variedades: a vermelha, a branca, a lavada
e a pelada!
Mas nós, que vivemos no meio das batatas (principal
produto da nossa região), sabemos que a história
não acaba aqui. Para além disso, aqui em
baixo, todos os pretextos são bons para festejar!
Por isso, em todo o Central Victoria, fizemos fóruns
agrícolas, encontros com chefes, grupos de produtores,
escolas e cultivadores; encontros secretos, encontros
para difundir os nossos boatos sobre as muitas variedades
de batatas que tínhamos visto, cultivado e comido,
onde a descrição de receitas deliciosas
nos fazia crescer água na boca, e encontros com
famílias que cultivam batatas há mais de
cinco gerações e até têm as
suas variedades.
Passou a palavra rapidamente: os alunos de uma escola
primária plantaram 17 variedades diferentes de
batata; Gary Thomas idealizou o projecto Spudhunter (caçadores
de batatas) com o qual convidou as crianças a escavar
e encontrar batatas escondidas, e a seguir tiveram que
as identificar provando-as e com a ajuda de um catálogo.
Uma cidade inteira convidou quase todos os seus habitantes
e homens de negócios a passar três dias a
cozinhar batatas, comê-las, visitar plantações
históricas e equipamentos para a apanha. Outra
cidade adoptou uma nova sinalética de bem-vindas:
uma batata enorme.
Um ano inteiro de festejos! Que sorte a nossa! E visto
que também somos cidadãos modernos, contamos
os nossos festejos no nosso blog».
Joy Durston
Líder do convivium Slow Food Central Victoria,
Austrália
admin@slowfoodcentralvictoria.org.au
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A
escola de cozinha
com Kiko Klub |
«Não gosto de peixe!»
«Não gostas de filetezinhos de peixe?»
«Claro que sim...»
«E de que são feitos?»
«Ah, pois é, de peixe!»
Começou assim o último encontro do Kiko
Klub, o clube de cozinha para crianças entre os
6 e os 12 anos lançado pelo convivium alemão
de Oldenburg .
Durante as aulas, com periodicidade trimestral, cozinham-se
frequentemente produtos da época (como morangos
no Verão e abóbora no Outono), outras vezes
tratam-se de encontros temáticos: as batatas, a
massa, etc.
O peixe, por exemplo, foi o protagonista da última
aula. As crianças aprenderam a cozinhar salmão
e descobriram alguns truques para reconhecer o peixe fresco:
olhos brilhantes, pele elástica, guelras vermelho
claro, cheiro a mar e não a peixe. Depois de ter
deixado as crianças inspeccionar o peixe em todas
as suas partes, o cozinheiro, Michael Ditzer, ensinou-os
a fazer os filetezinhos de peixe: cortaram em pedaços
os filetes de salmão previamente preparados e passaram-nos
por farinha, ovo e pão ralado antes de os fritar.
Como acompanhamento prepararam um divertido puré
de batata de três cores com cenouras, ervilhas e
beterraba, encerrando em beleza com tortinhas de chocolate.
Para o mês de Setembro está agendado um churrasco
na mata à base de caça e cogumelos.
Para mais informações contactar:
Klaus Ruwisch
Líder de convivium de Oldenburg
oldenburg@slowfood.de
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Primeira
edição
do Terra Madre Holanda |
A 17 e 18 de Maio, a cidade de Middelburg
Abbey recebe a edição inaugural do Terra
Madre Holanda, o encontro de artesãos e pequenos
produtores holandeses e flamingos organizado pelo Slow
Food Holanda e inspirado no evento do Terra Madre que
se realiza em Turim de dois em dois anos.
«Não obstante na Holanda não exista
uma cultura alimentar comparável com a italiana,
estamos a assistir a um aumento do número de consumidores
amantes dos produtos bons, limpos e justos. O Slow Food
Holanda pretende estimular essa tendência; é
este o motivo que nos levou a organizar o Terra Madre
Holanda no ano do evento internacional» declarou
Jan Wolf, presidente do Slow Food Holanda.
A característica peculiar do Terra Madre Holanda
é o simpósio, que dará a oportunidade
a fruticultores, produtores de queijo, criadores e pescadores
de debater e partilhar saberes e experiências.
Na Praça de produção agrícola
local e nos Teatros do Gosto, os produtores poderão
apresentar ao público as suas especialidades; a
Enoteca oferecerá degustações de
vinhos e cervejas locais e um programa de projecções
cinematográficas exibirá uma selecção
de filmes sob a insígnia da filosofia Slow Food.
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O
branco e o verde |
Já em 300 a.C. os egípcios tinham conhecimento
das qualidades afrodisíacas e das virtudes curativas
do espargo. O faraó Akhenaton e a sua mulher Nefertiti
chamaram ao espargo ambrosia (do grego comida dos deuses).
Graças à descoberta de métodos que
bloqueiam a produção de clorofila cobrindo
as pontas, hoje em dia, para além dos espargos
verdes existem também os espargos brancos. A apanha
deste legume (que dura de meados de Maio até finais
de Junho) é um processo difícil de mecanizar
que requer muito tempo e um trabalho intenso: o trabalhador
apanha o espargo escavando o terreno e cortando-o a cerca
de 25 cm debaixo do solo com uma faca especial.
O Slow Food Linz
dedica o dia 16 de Maio de 2008 ao ambrosia com uma excursão
ao centro da cidade de Alkoven às cultivações
do duque de Ledebur, para assistir à apanha de
espargos, descobrir as diferenças entre as várias
variedades, os métodos de sementeira e de apanha
deste legume. Para concluir em beleza a visita está
prevista uma prova de quatro pratos à base do legume.
Para mais informações sobre o evento
contactar:
Philipp Braun
Líder do convivium de Linz.
slowfood-linz@gmx.at
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Petrini
apoia a campanha anti transgénicos na Catalunha |
Carlo Petrini interveio a 11 de
Maio na décima quinta edição de
BioCultura,
a feira espanhola mais importante dedicada ao biológico,
que decorre na cidade de Barcelona. O Presidente da
Slow Food descreveu a filosofia associativa desde o
seu inicio até à actualidade, chamando
a atenção para a questão agro-alimentar,
em particular sobre os riscos relacionados com os transgénicos
e a perda de biodiversidade, e participou no encontro
“A stevia, a planta que as multinacionais
de edulcorantes pretendem ocultar”, juntamente
com Josep Pàmies, produtor biológico
e líder do Convivium Slow Food de Balaguer .
Nesta ocasião, a associação espanhola
apresentou o manifesto em defesa da stevia, planta originária
do Paraguai, com um poder adoçante 200 vezes
superior ao do açúcar e isenta de calorias.
Os seus extractos, utilizados durante séculos
pelos indígenas sul-americanos e curiosamente
muito difusos no Japão, podem-se comprar apenas
em herbanários nos Estados Unidos, enquanto que
na Europa, excepto em alguns países, não
é permitida a sua venda. A comercialização
da planta determinaria repercussões significativas
na indústria de adoçantes, dominada por
produtores de açúcar e de outros edulcorantes
sintéticos.
O próprio Pàmies, acompanhado por Petrini,
apresentou a campanh Som
lo que sembrem, a favor da proposta de lei da iniciativa
popular para uma Catalunha livre de transgénicos.
A Espanha, até à entrada da Roménia
na UE, era o único país no qual os transgénicos
podiam ser cultivados em grande escala.
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Um
sócio conta
o Master de Cerveja |
Emanuela Daros, sócia Slow
Food, conta-nos a sua experiência ao participar
no Master of Food sobre cerveja organizado pelo convivium
de Ciampino ,
Itália.
«No outro dia abri o frigorifico e vi duas
latas de Guinness: “talvez no domingo experimente
fazer um guisado com a Guinness”. Nunca me teria
ocorrido semelhante ideia até há um ano
atrás. Há 29 anos, uma viagem fantástica
à Irlanda fez-me descobrir os prazeres da cerveja.
Depois quando chegou o Slow Food e com a inscrição
na associação em 2007 descobri que existiam
alguns “Master” dedicados a tipologias específicas
de produtos.
Inscrevi-me no Master de Cerveja organizado em Ciampino,
e apresentado num pub muito simpático onde fui
recebida calorosamente pelo grupo do convivium local.
O docente, o especialista Leonardo Di Vincenzo, Mestre
Cervejeiro, foi uma agradável descoberta. Nos
quatro dias do curso foi fascinante ouvir a história,
as culturas, as tradições de um produto
tão incrivelmente variado e radicado em lugares
tão diferentes. O programa de estudo fez-nos
percorrer os primeiros passos de “provadores”
com cervejas delicadas, tanto de alta como de baixa
fermentação, e seguidamente provamos cervejas
muito distantes dos sabores a que estamos habituados
(ainda me lembro, um pouco chocada, da cerveja flamenga
de fermentação espontânea). Foi
muito interessante descobrir as várias combinações
gastronómicas, que existem cervejas de meditação,
que algumas tipologias são perfeitas como refresco
no Verão e que a Rauchbier acompanha muito bem
produtos defumados. Enfim, quatro dias de Master mudaram
a minha relação com esta bebida.
Não vejo a hora de conseguir frequentar outro
cursos para descobrir novos mundos!».
Emanuela Daros
emanuela_daros@libero.it
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Uma
aula de turismo sustentável na Roménia |
O programa
de actividades do convivium de Slow Food Turda
prevê este mês uma série de seminários
dirigidos aos habitantes das povoações
rurais, que falaram das potencialidades e das vantagens
de turismo sustentável para os produtores locais.
O objectivo destes encontros é dotar os participantes
de instrumentos e competências úteis para
desenvolver o sector turístico, através
da valorização e tutela de produtos e
práticas agrícolas tradicionais.
A iniciativa foi inaugurada no ano passado no Centro
Raitu para a democracia por uma série de seminários
abertos ao público mas destinados em primeiro
lugar aos estudantes do sector hoteleiro. Os cursos,
nos quais participaram mais de 100 estudantes, foram
leccionados por Rosemary Baron, vice-presidente da International
Association of Culinary Professionals e defensora convicta
da filosofia Slow Food, e por quatro estudantes da Oxford
Brooks University’s school of hospitality management.
Alguns dos temas abordados: de onde vem uma tradição
culinária e qual é o seu valor; a importância
da localidade e da sazonalidade; como conquistar o mercado
do turismo eno-gastronómico.
Per maggiori informazioni contattare:
Marta Pozsonyi
Coordenadora da iniciativa
martapozsonyi@turdafest.ro
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Para
te comer melhor: a nova colecção
da Slow Food Editore dedicada aos mais jovens |
Mais histórias de crianças com capuchinho
vermelho e cestos de comida? Lobos esfomeados? Não!
Para te comer melhor quer dizer, levar a comida
a sério: qual o fim de boca do capuchinho vermelho?
É preciso treino para o reconhecer, ter uma boca
grande não é suficiente…
Para te comer melhor é a nova colecção
ilustrada, em italiano, da Slow Food Editore idealizada
para propor a um público muito jovem os temas
defendidos pelo movimento e para transmitir às
crianças o prazer de conhecer e provar determinados
alimentos. O caracol decidiu dar o seu contributo no
vasto mundo da literatura infantil propondo uma série
de livros biodiversos. Cada volume não se baseia
apenas numa história que capte o interesse dos
leitores e nem sequer sobre uma lista atenta do que
se deve comer e o que evitar como a peste; é
mais um diário para identificar a relação
entre a comida, as pessoas que a produzem e o seu território
de proveniência.
Os dois primeiro números da colecção
Para te comer melhor que estarão na Feira do
Livro, são:
- O chocolate. Diário de uma longa viagem,
de Sara Marconi e Francesco Mele, ilustrações
de Simone Frasca
- O queijo. Uma história verdadeira, aliás
duas, de Cinzia Ghigliano e Marco Tomatis
O chocolate, além do mais, recompensará
quem quiser aventurar-se não apenas com os sentidos
e papilas, mas também com lápis, pincel,
computador, máquinas fotográficas, tesouras
e cola: espaço para todas as obras no site
www.permangiartimeglio.it
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O
dom das abelhas |
A criação de abelhas apresenta várias
vantagens, relativamente à de outros animais:
as abelhas não necessitam de ser alimentadas
porque procuram alimento sozinhas durante todo o ano;
produzem também em regiões áridas
ou semi-áridas; se se usarem colmeias tradicionais,
todo o material necessário pode ser recuperado
no local; os apicultores não precisam ser proprietários
de terra; uma vez iniciada, a apicultura auto-financia-se.
Estas vantagens tornam a criação de abelhas
uma actividade simples de empreender, porque requer
poucos fundos, e à qual todos se podem dedicar
(também os jovens e as mulheres). O mel é
um produto rico em propriedades e pode aumentar os recursos
de uma comunidade, sem falar do papel fundamental desempenhado
pelas abelhas na protecção da biodiversidade.
Consciente do papel, muitas vezes crucial desta produção,
a Fundação Slow Food para a Biodiversidade
tem 5 Fortalezas de mel no mundo (no Brasil, Itália,
Polónia e duas na Etiópia) e no seio da
rede Terra Madre estão presentes 58 comunidades
de apicultores.
Na Etiópia, o primeiro objectivo da Fortaleza
de mel de Wenchi foi a formação dos apicultores
através da organização de trocas
com outros criadores de abelhas do país, mas
também de Itália. A Fundação,
com a consultoria de Diego Pagani (apicultor de Conapi),
ajudou os produtores a redigir um caderno de especificações
de produção. Diego Pagani, desenhador
famoso para além de apicultor, apaixonou-se tanto
pelo projecto que decidiu participar com os seus desenhos
na realização de um manual em banda desenhada
que ilustra as técnicas de produção
do mel: um manual feito de pequenos apicultores, para
pequenos apicultores.
A redacção dos textos é da responsabilidade
de Diego Pagani juntamente com Massimiliano Gotti, Técnico
Aspromiele e membro do Conselho de Administração
da AAPI.
Podem descarregar a versão italiana
ou inglesa
deste trabalho.
Tantos
compromissos do Slow Food
no Brasil
O Festival
Brasil Sabor, encerrou as portas no passado dia
11 de Maio, o evento organizado pelo ministério
do turismo e pela associação brasileira
de bares e restaurantes para valorizar e promover a
gastronomia brasileira. Entre 9 de Abril e 11 de Maio
o Centro de Convenções Ulisses Guimarães
em Brasília recebeu a terceira edição
do festival, durante a qual foram propostos mais de
2.000 pratos diferentes. Na inauguração,
no dia 8 de Abril, esteve presente também o convivium
Slow Food Brasília
que apresentou a filosofia do Slow Food e os seus princípios
de eco-gastronomia, oferecendo uma degustação
de pratos preparados pelos próprios associados.
Não faltaram as actividades para os mais pequenos.
O convivium organizou um laboratório no qual
participaram 30 crianças entre os 4 e os 8 anos.
As crianças fizeram um bolo com avelãs,
maçãs, bananas e doce de jabuticaba, tudo
produtos provenientes de uma comunidade do alimento
local. Para os habituar a educar nos sabores, as crianças
forma convidadas a cheirar e provar cada ingrediente
durante a preparação.
Ao mesmo tempo os convivia brasileiros participaram
na Bio
Brazil Fair 2008 de São Paulo, a feira dedicada
à agricultura orgânica.
Eyes
on the Planet...
ou seja, olhar no mundo em transformação
Amantes de fotografia e defensores de temas socio-ambientais
encontram-se em www.eyesontheplanet.org
para participar no concurso fotográfico internacional
Eyes on the Planet, que procura sensibilizar jovens
e opinião pública sobre as emergências
socio-ambientais mais actuais, testemunhando as grandes
alterações do nosso planeta. São
quatro as secções temáticas previstas:
environment, people,
climate e food (ambiente,
pessoas, clima e alimentação).
Eyes on the Planet destina-se às jovens promessas
do mundo da fotografia mas também a simples amadores,
italianos e estrangeiros, de idade compreendida entre
os 18 e os 35 anos, oferecendo-lhes uma oportunidade
concreta de visibilidade e formação. Os
melhores retratos serão exibidos numa exposição
fotográfica e oferecidos num leilão de
beneficência cujos lucros reverterão para
projectos que a Fundação Slow Food para
a Biodiversidade e o WWF estão a levar a cabo
na Amazónia, para apoiar o desenvolvimento de
economias locais de forma duradouro e sustentável.
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Novos
gastrónomos para a Unisg |
No passado dia 1 de Maio os estudantes norte americanos
realizaram dois encontros em Nova Iorque e Berkley (Califórnia)
sobre as perspectivas para os recém-licenciados
da Universidade de Ciências Gastronómicas.
Mais de 50 pessoas encheram o Murray’s Cheese
e The Ecology Center por ocasião da primeira
das reuniões organizadas nos Estados Unidos:
receberam informações sobre a oferta formativa
e os programas, informaram-se sobre as saídas
profissionais, sobre os procedimentos de inscrição,
e sobre a vida em Itália.
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Novos
convivia
Aqui ficam os convivia que entraram recentemente
na rede Slow Food:
Bio Argentina, Mendoza
– Argentina
Oberà, Misiones
– Argentina
San Martín de los Andes
– Argentina
Rio Negro
– Argentina
Côté de Beaupré
– Canada
Klang Valley
– Malásia
Alentejo
– Portugal
Brasov
– Roménia
Extremadura
– Espanha
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EDITORIAL
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Está-se a verificar no mundo aquilo que
poucos conseguiram prever: os produtos quotidianos,
os bens de primeira necessidade, estão
a assistir a um aumento contínuo de preços.
A estabilidade de muitos países mais pobres
está em risco (em 33 nações
já ocorreram distúrbios e revoltas
por causa do preço dos alimentos) e também
no Norte do mundo muitas famílias devem
encarar o aumento constante das despesas, no limite
do suportável pelo orçamento familiar
mensal.
Os produtos de marca industrial, conhecidos pela
sua acessibilidade mas produto de um sistema global
que criticámos sempre veementemente por
motivos ecológicos, relacionados com a
qualidade dos alimentos ou por causa da homologação
que difunde em prejuízo das diversidades
culturais e biológicas, revelou também
uma insustentabilidade económica. Acentuada
pelo aumento da procura de consumos “à
ocidental” em muitos países emergentes
como a China e a Índia, pela explosão
do fenómeno dos biocombustíveis
e da especulação cada vez mais agressiva
nos mercados financeiros.
De repente, os produtos que nós sempre
procurámos, o mais possível bons,
limpos e justos, tornaram-se até convenientes,
para além de mais saborosos, saudáveis
e ecológicos. Talvez isto nos ajude finalmente
a demonstrar como as nossas escolhas, alheias
ao sistema global baseado num liberalismo selvagem,
que tende à criação de economias
locais que formam uma rede entre elas, não
fazem parte de um comportamento elitista. Muitas
vezes gerou-se esse mal entendido: no estrangeiro
a nossa associação era percebida
como altamente selectiva, dedicada sobretudo aos
prazeres de pessoas mediamente ricas. Toda a complexidade
das nossas ideias arriscava-se a ver-se reduzida
ao simples capricho supérfluo de quem se
pode dar a esse luxo.
Agora a situação mudou, os cenários
futuros tornam-se mais sombrios e nunca, como
agora, foi tão evidente que será
necessário reprojectar o sistema de produção,
transformação, distribuição
e consumo de produtos no mundo. Acredito que com
o nosso trabalho, com as nossas escolhas, já
há algum tempo que indicámos um
percurso: alimentar-se consoante o território,
fazer escolhas o mais possível locais,
reduzir as fileiras alimentares, escolher a natureza
em detrimento do artificial.
Daqui ao Terra Madre e ao Salone del Gusto convido
todos os sócios a fazerem estas reflexões
– que podem seguir e aprofundar nos vários
meios de comunicação que a associação
disponibiliza – a procurar realizá-las
em concreto nos convivia e serem seus porta-voz,
que se até à pouco tempo parecia
destoar, hoje pode representar uma oportunidade
importante de crescimento também para o
próprio Slow Food, e para todos os diversos
sujeitos que consegue envolver no mundo.
Carlo Petrini
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Slow
Food
on Film |
Depois de 5 dias de sol,
filmes e um grandíssimo sucesso de
público, Slow
Food on Film – o festival internacional
de cinema e alimentos (7-11 maio, Bologna)
– anunciou os vencedores e as menções
especiais
BFF - BEST FOOD
FEATURE
The Golden
Snail
The Wind Blows Round
by Giorgio Diritti
Italy, 2005.
DOCS COMPETITION
The
Golden Snail
The price of sugar
by Bill Haney
USA, 2006.
Mentions:
Cry sea
by Cafi Mohamud and Luca Cusani
Italy, 2007.
Strawberry Fields
by Ayelet Heller
Israel, 2006.
DOCS COMPETITION
- Under 35'
The Golden Snail
Silent Snow
by Jan Van Der Berg
The Netherlands, 2007.
Mention:
The Poet of Grappa
by Stefano Scarafia
Italy, 2006.
SHORTS COMPETITION
The Golden
Snail
Along Came the Rain
by Alejandro Fernàndez Almendras
Chile, 2006.
Mentions:
Mammal
by Astrid Rieger
Germany, 2007.
Marie Spapen, protagonist
in
Alice, or Life in Black and White
di Sophie Schoukens
Belgium, 2006.
BEST TV SERIES
The Golden
Snailo
Cooking in the danger zone
by Mark Perkins, with Stefan Gates
UK, 2007.
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Terra
Madre é o encontro mundial das comunidades
do alimento, o maior evento cultural organizado
pela Slow Food que reúne mais de
5.000 pessoas provenientes de todo o mundo.
Durante o Terra Madre realiza-se uma extraordinária
partilha de informações, de
ideias e soluções entre os
delegados das comunidades do alimento, que
se revela o instrumento mais eficaz para
tutelar o seu trabalho e a biodiversidade
agro-alimentar. Para que seja possível
realizar este encontro é fundamental
o significativo contributo dado por todos
os nossos patrocinadores, todas as múltiplas
e variadas categorias de apoiantes que com
várias modalidades de contributo,
cada uma na forma que lhes for mais conveniente,
ajuda-nos a realizar este projecto ambicioso.
Também nesta edição
do Terra Madre precisamos da vossa ajuda
para permitir a participação
no evento de delegados provenientes de países
em vias de desenvolvimento.
Se quiser contribuir, contate:
Simona
Malatesta
tel. +39/0172/419 648
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Têm dito
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Penso
que a cultura gastronómica dos nossos
povos guiar-nos-á sabiamente no reconhecimento
de novas formas de interacção
social úteis para tornar este nosso
mundo um lugar mais feliz e melhor para todos,
sem limitações nem fronteiras. |
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Rodrigo
Gajardo Robles
Valparaíso, Chile
pelahez@gmail.com
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Queremos
participar de forma concreta nas actividades
do movimento e aproveitamos esta newsletter
para perguntar esclarecimentos nesse sentido.
Pensamos que podia ser interessante mostrar
a forma como os alimentos são produzidos
e sucessivamente confeccionados no seio da
nossa comunidade local que, com o desenvolvimento
vertiginoso do sector turístico, está
actualmente em risco de perder a sua identidade
e a soberania alimentar. |
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Daniel
Brenes
Punta del Diablo, Uruguay
buenosdias@posadarocamar.com.uy
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Enviem-nos
as vossas questões e os vossos comentários,
relatem-nos as vossas histórias e experiências:
serão transmitidas aqui.
communication
@slowfood.com |
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