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Setembro 2008
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Nesta
edição: |

ESPECIAL
MEMÓRIA
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A
recuperação da memória
Um associado
apaixonado pela Roménia |
Jim Turnbull, associado Sow Food
de Oxfordshire (UK), trabalhou vários anos na
Roménia. Considera este país um extraordinário
recipiente de biodiversidade, tradições,
saberes antigos e desconhecidos, com um grande potencial
que gostava de ajudar a desenvolver juntamente com a
Slow Food. Foi responsável pela abertura do primeiro
convivium na Roménia assim como da primeira Fortaleza,
as compotas das aldeias saxónicas em 2005. É
também cofundador do primeiro mercado de produtores
em Bucareste, que vai tornar-se um Mercado da Terra,
e está a trabalhar num segundo mercado de produtores
que abrirá este Outono em Brasov.
Ultimamente tem trabalhado com a Fundação
ADEPT (também contribuiu para a sua constituição)
e com o convivium Slow food Tarnava Mare para levar
para a aldeia o projecto internacional das "4 gerações".
O projecto foi idealizado por Sveva Gallmann no Quénia,
porque "em África as gerações
mais velhas de curandeiros não estão a
passar os seus conhecimentos às gerações
mais jovens - na escola, as crianças aprendem
que as artes antigas não são relevantes
para a vida moderna. Os anciãos, que não
sabem ler nem escrever, não são mais vistos
como mestres, ainda que a sua cultura derive de centenas
de anos de observação da natureza e convivência
harmoniosa com o ambiente".
As histórias das pessoas, da paisagem e da cultura
são reunidas e transmitidas antes que se percam
irremediavelmente, com técnicas de ensino interactivo,
incluindo o diálogo entre as gerações
com sessões de perguntas e respostas, demonstrações
práticas e dinâmicas de grupo, relatos,
cantos e passeios pela natureza. O projecto foi um grande
sucesso também na Roménia para ligar as
crianças ao seu património cultural. Anca
Calugar da Fundação ADEPT, foi importantíssima
neste sucesso: "Este projecto é dedicado
às pessoas e às suas histórias!
Têm muito para nos contar! Acerca da sua experiência
de vida, dos valores verdadeiros e simples que são
cada vez mais difíceis de manter por causa do
modo de vida actual... é por isso que é
tão importante registar o seu saber, encorajá-los
a partilhá-lo e também para nos conhecermos
melhor e assim transmitir o presente às próximas
gerações, para os fazer sentir orgulhosos
de quem são e das suas origens, porque são
estas coisas que nos tornam especiais. Trata-se de nossa
identidade!". O projecto concluiu-se com um espectáculo
teatral onde as crianças encenaram os seus novos
conhecimentos.
Para mais informações sobre :
A fundação ADEPT:
http://www.fundatia-adept.org/
Fortaleza Slow Food
das compostas saxónicas
o projecto 4 gerações:
http://www.gallmannkenya.org/
Article
in the National Geographic
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Brainfood:
Os alimentos da memória
Ideias para angariação
de fundos para o Terra Madre em Perth |
Em colaboração com o Mundaring Truffle Festival
que teve lugar no Darling Range a leste de Perth durante
o primeiro fim-de-semana de Agosto, o Convivium Slow Food
de Perth teve a oportunidade de comunicar o espírito
e a filosofia associativa e de lembrar muitas recordações
sobre os alimentos. Usando ingredientes e produtos das
comunidades do alimento locais, os delegados da passada
edição do Terra Madre, 15 entre associados
e amigos serviram voluntariamente pão fresco, tomates
secos e borrego no forno, enfatizando o significado da
pequena produção local e o prazer do convívio.
Junto ao posto de informações da Slow Food,
no mercado, no bar e na área para as provas cegas
destinadas às crianças, "o túnel
dos alimentos da memória" despertou a curiosidade
dos visitantes. Nos 60 metros de escuro fabricado, foram
expostos mais de 40 recordações de alimentos:
imagens, gostos, consistências e aromas, os mais
intensos que possamos imaginar, como "brincar na
serradura no chão de Trickeys o homem do talho,
em Hay Street, perto do hospital da princesa Margarida,
enquanto a mãe compra carne" como disse Trudy
Parker.
O fim-de-semana, divertido e intenso, permitiu ainda a
angariação de um montante discreto que contribuirá
para a participação dos delegados australianos
na próxima edição do Terra Madre.
Para mais informações:
http://slowfoodperth.org.au/category/brainfood/
Contacto:
info@slowfoodperth.org.au
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Produtos locais nas cantinas escolares de N’ganon
Um projecto realizado
na Costa do Marfim pelo convivium Chigata |
Na aldeia de N’ganon, a 70 Km de Korhogo, na Costa
do Marfim do Norte, continuam as actividades do projecto
de educação ao consumo local, promovido
e desenvolvido pelo convivium Chigata. O projecto envolve
todos os habitantes da aldeia – do chefe da aldeia
às mulheres, às crianças, a todos
os homens – e quem conhece um pouco África,
sabe que seria impossível de outra forma. Mas a
principal protagonista é a escola de N’ganon.
Para além de garantir pelo menos duas refeições
por dia na escola, o programa prevê o fornecimento
de pratos confeccionados à base de produtos locais,
equilibrados e saudáveis. As mulheres da aldeia
cultivam as matérias-primas, que em parte servem
para reabastecer a cantina escolar e ao consumo familiar
e outra parte são vendidos no mercado para apoiar
o projecto.
Após três meses a partir do lançamento
do projecto os sete hectares concedidos ao chefe da aldeia
foram arroteados, arados e cultivados, enquanto foram
seleccionadas as variedades de cereais e de legumes mais
adaptados às características do terreno.
Os primeiros produtos, tais como arroz, amendoins e feijões,
serão apanhados em Setembro, Outubro. Os alunos
da escola N’ganon, terão à disposição
a partir de Setembro, diariamente, os pratos tradicionais
da Costa do Marfim e poderão adquirir, comendo,
a consciência do grande valor dos produtos cultivados
em sua casa e da importância da sua cultura alimentar.
O projecto “Consommons Ivoirien, Equilibre et Sain
dans nos Cantines Scolaires” é coordenado
e apoiado pela Fundação Slow Food para a
Biodiversidade, graças a um contributo da Gund
Foundation.
Contacto:
chigatafsdd@yahoo.fr
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Sob
a insígnia do leite cru
Universidade
de Verão e dia nacional do Slow Food França |
Setembro é um mês rico em iniciativas ligadas
ao queijo para a Slow Food França.
Tem início o percurso com a terceira edição
da Université d'été, aberta a todos
os associados e organizada graças ao contributo
do Convivium Volca’niac. Mesas redondas, laboratórios
do gosto, visitas de produtores e refeições
conviviais: este é o programa na ordem do dia a
5, 6 e 7 de Setembro em Clermont-Ferrand, no centro da
grande região de Auvergne, famosa pelas suas produções
queijeiras.
Exactamente pela vocação da região,
esta edição da Universidade de Verão
é dedicada aos queijos e em especial à problemática
do leite cru. Este tema é abordado em vários
aspectos, com o contributo de técnicos, provadores
e a experiência de alguns produtores modelo.
A 27 de Setembro o tema do leite cru será desenvolvido
em todo o país pelos Convivium franceses, convidados
a organizar um evento seu local. Trata-se do segundo Dia
nacional da SF que visa a demonstrar a um público
numeroso que se pode comer bem e saudável todos
os dias. O Convivium Languedoc, só para dar um
exemplo, terá um stand de venda e promoção
da Fortaleza do Pélardon sec num mercado de produtores
de Montpellier.
Contacto:
lucia@slowfood.fr
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O
presente de casamento
A young couple
begins married life with a generous gesture |
Enrico e Marina, são associados
da Slow Food há algum tempo e contraíram
o matrimónio no passado dia 12 de Julho. Decidiram
partilhar este momento com os seus amigos no Bistrot
do mundo - Castello dell'Acciaiolo de Scandicci.
Enrico e Marina não pediram presentes, mas escreveram
uma bonita carta aos seus convidados, exprimindo o seu
desejo de "apoiar as comunidades de mulheres que,
no mundo, quotidianamente, com o seu valor, o seu trabalho
e a sua compreensão procuram dar às suas
famílias, muitas vezes em dificuldade, e às
comunidades às quais pertencem, um sentido de
normalidade", e a sua participação
no Terra Madre.
Explicaram que "a Slow Food criou uma rede de solidariedade
à qual aderem associados, instituições
públicas, cidades slow, restauradores e cidadãos
que com o seu apoio tornam possível organizar
o Terra Madre", e pediram a adesão com um
contributo "que será para nós o melhor
presente, porque será um motivo de felicidade
ter partilhado convosco também esta escolha".
As mulheres apoiadas são uma cooperativa de mulheres
berbere (Marrocos) que produzem óleo de Argão,
uma cooperativa de mulheres Imraguen (Mauritânia)
que produzem butarga de tainha e a comunidade das mulheres
palestinas (Jericó), produtoras de alimentos
tradicionais (cuscuz, pasta de tâmaras e mel).
A Enrico e Marina o agradecimento de todo o povo Slow.
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Bruxelas
em prova
Um fim-de-semana
repleto de prazeres eco-gastronómicos na
capital da Bélgica |
A primeira edição
do encontro em Bruxelas do povo Slow Food quis dar uma
nova imagem da cidade: uma realidade eco-gastronómica,
uma metrópole a visitar caminhando, um lugar
a descobrir capaz de despertar todos os seus sentidos.
Uma cidade a explorar e a provar. O convivium Karikol
local trabalhou arduamente com chefes, produtores de
produtos regionais e de vinho, lojas, horticultores
citadinos tanto profissionais como aficionados, para
os convencer a divulgar as suas experiências,
a sua paixão e sobretudo o seu saber.
Foram ainda propostas aos visitantes visitas a cervejarias
e padarias, degustações de gelados artesanais,
e nas lojas de chocolate belga, vinhos naturais e queijos
regionais, jantares nos restaurantes com menus sob a
insígnia da ecogastronomia, visitas a hortas
biológicas e jardins botânicos (como jardim
de Pomona) e ainda passeios para apanhar plantas
e flores silvestres com os devidos conselhos para a
sua utilização.
Ao mesmo tempo decorreu o Bruxelles-Champêtre
o dia do campo na cidade, com actividades nas árvores
e na aldeia dos alimentos sustentáveis, com mesas
redondas, exposições, um mercado de produtores
organizado pela Slow Food à disposição
do público que podia comprar o próprio
almoço e consumi-lo posteriormente no grande
piquenique colectivo na Place des Palais.
O encontro foi organizado pelo Convivium Karikol de
Bruxelas, com a colaboração do Centro
de Informação para uma economia positiva
(Poseco), o centro de investigação para
as associações de consumidores (Crioc)
e a rede de Bruxelas para a alimentação
sustentável (Rabad).
Para mais informações:
http://www.gouterbruxelles.be/spip.php?rubrique48
Contacto:
http://www.karikol.be/
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The Future of Food
Vandana Shiva
convida para uma conferência/debate |
“As alterações
climáticas e a crise alimentar forçam
a uma revisão das ideias dominantes relativas
à produção e ao consumo alimentar.
A agricultura industrial e globalizada tem contribuído
para a alteração climática da mesma
forma que tem contribuído para a crise a insegurança
alimentar. Mais de 40 países sofreram distúrbios
relacionados com a alimentação. Os preços
dos alimentos e do petróleo foram inseridos nos
indicadores de segurança de um país. No
entanto, os altos quadros das Nações Unidas
que se reuniram na cimeira da FAO em Junho de 2008 para
debater a crise alimentar e as alterações
climáticas, o Banco Mundial e as corporações
internacionais apresentaram a doença como a solução.
Pediram maiores níveis de fertilizantes, ainda
que o custo dos fertilizantes químicos tenha
triplicado desde que o preço do petróleo
aumentou e não obstante o facto da produção
de fertilizantes e a sua utilização ser
um dos maiores responsáveis pelo efeito de estufa
e pelas alterações do clima.
Consideramos importante e urgente fazer frente às
questões interligadas entre si: a climatérica,
a alimentar e a relativa aos Organismos Geneticamente
Modificados, seja para defender o direito dos povos
à saúde e à soberania alimentar,
seja o dos produtores a terem os meios justos de subsistência,
independência das industrias sementeiras e liberdade
de troca de sementes.
É por isso que Navdanya em conjunto com o Research
Foundation for Science, Technology and Ecology e Diverse
Women for Diversity convidam para a grande conferência
internacional que terá lugar nos dias 1 e 2 de
Outubro de 2008, sobre o tema "O futuro da alimentação:
alterações climáticas, Organismos
Geneticamente Modificados e segurança alimentar"
em Nova Deli.”
Contactos:
navdanya@gmail.com
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Tomatada
espanhola
Uma forma diferente
de celebrar o tomate |
O convivium Slow Food de Valência organiza durante
3 fins de semana consecutivos “Tomatada, uma
outra forma de celebrar o tomate” mostra e degustações
de variedades tradicionais de tomate, que juntam agricultura,
gastronomia, biodiversidade e cultura, que quer dar
a conhecer a diversidade das variedades tradicionais
existentes para potenciar o seu consumo. “O
tomate é o legume mais espalhado pelo mundo,
uma parte importante das nossas dietas. Mas será
que conhecemos todas as formas e dimensões,
cores, sabores e utilizações? As variedades
comerciais que consumimos normalmente substituíram
muitas outras variedades locais. Existem tomates grandes,
pequenos e muito pequenos; vermelhos, cor de laranja,
amarelos, rosa, roxos; ácidos, doces, salgados;
redondos, achatados, entre outras características.
Fazem parte do nosso património cultural, que
devemos preservar”, anuncia o convivium.
O evento terá lugar
em Castielfabib a 12-14, 19-21 e 26-28 de Setembro.
Para mais informações
contactar:
convivium@valencia.slowfood.es
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Sandra,
cozinheira-blogger e o arroz vermelho do Madagascar
Uma associada,
cozinheira, publica receitas com produtos das
Fortalezas |
Sandra é uma cozinheira, associada do convivium
Slow Food de Turim e entusiasta tanto do Salone del
Gusto como do Terra Madre. Não falta nunca às
iniciativas do convivium que promovem os temas do Terra
Madre e angariam fundos para a realização
do evento. Sandra decidiu dedicar o seu tempo a idealizar
e experimentar receitas utilizando os produtos das Fortalezas.
Uma vez afinadas e provadas por ela e por quem lhe está
próximo, publica as receitas no seu
blog, “um toque de gengibre”
Através da sua segunda criação,
“arroz vermelho de Andasibe, creme de courgette
e butarga (ovas salgadas de tainha)”, conta-nos
a história de Andasibe, “este arroz (Oryza
sativa) de cor vermelha esfumado, tendente ao bronze,
que em dialecto é chamado vary mena, é
indígena da ilha e deriva muito provavelmente
de um cruzamento entre variedades selvagens vermelhas
locais e as variedades brancas de nipónicas,
introduzidas pelos indonésios por volta do ano
Mil. Muito rico em vitaminas e de agradável sabor
a avelã, é a tipologia mais vendida no
mercado local (para os cidadãos malgaxes o arroz
cobre quase 70% das necessidades calóricas diárias):
está presente na sua dieta em 3 refeições
ao dia. Infelizmente actualmente o cultivo do vary mena
é cada vez mais limitado por causa do seu baixo
rendimento e dos preços baixos que tem no mercado.
A Fortaleza interveio comprando os equipamentos para
a debulha, a descasca e a embalagem, para permitir aos
agricultores malgaxes melhorar a qualidade do produto
final, obtendo finalmente um produto capaz de competir
com o arroz branco importado do Paquistão.”
Para mais informações:
the
recipe on the blog
O
arroz vermelho Andasibe
Contacto:
Sandra Salerno
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Youth
Food Nation
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São Francisco é um
destino dos mais procurados pelos jovens, mas nunca
como no último fim de semana de Agosto, quando
decorreu na cidade o Slow Food Nation. A primeira edição
do evento organizado pelo Slow Food USA teve uma grande
adesão dos alunos da Universidade de Ciências
Gastronómicas que estão a contribuir para
a organização do Youth Food Movement,
e dos representantes dos Convivium Slow Food activos
nos campus universitários. Para coordenar os
laboratórios e associar novos membros, planificar
piqueniques e outros momentos de convívio ou
ainda cozinhar javalis para cem pessoas num armazém,
os jovens estiveram sempre presentes. E este espírito
contagiou também os cidadãos: mais de
um aperitivo improvisado, no qual os jovens participantes
do Slow Food Nation integraram-se na mundanidade, parando
aqui e ali para um copo e dois dedos de conversa. O
convívio ao estilo californiano.
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Diz-me
que alimento é...
As crianças
alemãs concentram-se para uma competição
de provas cegas |
Reconhecer os alimentos vendados, tendo à disposição
apenas o tacto, o olfacto e o gosto, requer a máxima
concentração. Pelas mãos dos seus
pais, professores e associados, mais de 80 crianças
entre os 3 e os 15 anos aventuraram-se nesta proeza,
organizada pelo Convivium Slow Food de Aachen durante
a semana dedicada à educação alimentar
e do gosto na escola primária de Würselen
Broiweichen.
Curiosos e sem inibições, apalparam e
provaram bocados de pêra e maçã,
pedaços de gengibre, fatias de banana, citando
apenas alguns dos alimentos provados. Tiveram a oportunidade
de dar largas à sua imaginação
na descrição do que tinham nas mãos
ou na boca: "parece uma coisa velha" (damascos
secos), "como o pêlo" (as fibras do
gengibre), "Sei o que é, o meu porquinho
da Índia come sempre" (um tipo de nabo chamado
kohlrabi).
No final da competição seguiram-se os
prémios... mas foi impossível dizer quem
tinha ganho, entre tanta imaginação. Decidiu-se
tirar à sorte. Mas se tivermos em conta a diversão
e a experiência vivida, foram todos vencedores.
Para mais informações
www.slowfood.de
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Uma
horta escolar em Somerset
O convivium
inglês relata esta aventura |
Não foi uma experiência
fácil, mas o Convivium Slow Food de Somerset
activou na escola primária Olfield Park uma horta
escolar, a segunda no Reino Unido.
Inesperadamente, a segunda etapa do vademecum para organizar
um horta escolar "identificar uma escola interessada"
foi o momento mais difícil. "Demorámo-nos
bastante" disse Suzanne Wynn, líder do Convivium.
Finalmente foi identificada uma escola que queria ter
algumas actividades extra curriculares com uma horta,
que agora está aberta aos alunos de todas as
idades. Mas os problemas não acabaram aí:
não havia disponibilidade de água, o solo
era quase estéril e, o maior desafio, era necessário
programar as colheitas até ao final do ano lectivo.
Todos os problemas felizmente desapareceram quando as
primeiras plantas nasceram; a primeira colheita foi
um momento verdadeiramente excitante para todos os participantes.
"Penso que seja de vital importância fazer
as crianças provar o fruto do seu trabalho, ainda
que se tratem apenas de batatas cozinhadas e aromatizadas
com umas ervas (...) Aconselho vivamente todos os Convivium
que estão a pensar começar uma horta escolar
a não desistir. Valerá a pena".
Contacto:
Suzanne
Wynn
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Slow
Fisch
O evento alemão
dedicado à pesca nos mares do norte |
No seguimento das edições
passadas do Slow Fish em Génova, a fileira sobre
a pesca sustentável, muitos convivia do norte
da Alemanha questionaram-se "Mas porquê apenas
o Mar Mediterrâneo e não também
o Mar do Norte?"
Em breve: de 7 a 9 de Novembro decorrerá a primeira
edição do "Slow Fisch" na feira
de Brema. Os organizadores serão a entidade feira
Brema e o parceiro ideológico Slow Food Deutschland.
Muitos expositores do campo da pesca já reservaram
o seu stand, mas haverá também outras
tipologias expositivas, para contar e representar o
melhor da tradição alimentar desta área,
como a carne de borrego, as antigas variedades de batatas
e de enchidos.
Apresentações, conferências e obviamente
os Laboratórios do gosto acompanharão
o evento. Poderemos divertir-nos participando a descascar
camarões, e ainda se poderão descobrir
os "Granat", os mini-camarõezinhos
característicos do Mar do Norte, apanhados de
manhã. Também estarão presentes
convidados especiais de Génova.
Para todos os detalhes :
www.slow-fisch.de
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Sabores
da Hungria
Encontro de
todos os convivium húngaros |
Todos os Convivium húngaros
vão encontrar-se a 20 de Setembro, em Skansen,
um ecomuseu rural perto de Nyiregyhaza, a 200 km a leste
de Budapeste. O museu organiza “Taste of Hungary”
nesse fim-de-semana, onde muitos chefes irão
cozinhar nas caves e nos espaços abertos da área.
É o quarto encontro dos Convivium Slow Food na
Hungria, muitos deles originados pelas comunidades Terra
Madre, e decorrerá num antigo celeiro, juntamente
com exposições, apresentações,
provas e demonstrações gastronómicas.
Na semana seguinte os representantes da Slow Food na
Hungria visitarão o mercado de produtores de
Turda, organizado pelo Convivium local no âmbito
de um projecto de partilha e encontro.
Contacto:
Erdos Zoltán
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EDITORIAL
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Slow life, todos os dias
Ainda há quem pense que a Slow Food se ocupe
apenas de vinhos e comida excelente. Produções
desconhecidas para a maioria, pouco acessíveis
e muito caras. Esta ideia é redutiva e até
talvez enganadora, porque publicar as receitas da
tradição, falar amplamente de qualidade
e promover a cozinha regional significa falar da
comida de todos os dias. O quotidiano bom todo o
ano e acessível a todas as bolsas. É
a filosofia que está na base das comunidades
do alimento, da economia local e da identidade cultural
que a Slow Food tutela com os seus projectos educativos,
de defesa da biodiversidade e de promoção
das pequenas produções sustentáveis.
Tentei escrever
um decálogo no numero 35 da Slowfood
(a revista que chega aos associados italianos),
duas mãos cheias de boas práticas
que o associado Slow Food é aconselhado a
seguir, a enriquecer e a divulgar. Aqui fica um
resumo: consumir sempre que possível alimentos
frescos; respeitar a sazonalidade; preferir produções
locais; comer menos (sobretudo carne) e melhor;
reduzir os desperdícios; cozinhar os seus
alimentos; treinar os sentidos; procurar e cultivar
o prazer; aprender a conhecer os alimentos e quem
os produz; respeitar a terra.
Vou ainda mais longe, recordando que no Salone del
Gusto, está agendado um duplo encontro diário
sobre Comida quotidiana (Pav. 5, todos os dias às
11h30 e às 16h00) de 2 horas e meia com o
objectivo de incentivar a reflexão sobre
as compras quotidianas, sobre critérios de
escolha e sobre as consequências colectivas
dos actos individuais. Um percurso feito de simulações,
momentos de teatro e provas, conduzido por dietistas,
docentes Master of Food e gastrónomos licenciados
na Universidade de Ciências Gastronómicas.
As palestras,ministradas em italiano, podem-se reservar
on-line clicando aqui, e há um preço
com desconto para os associados.
Podemos comer melhor todos os dias, e ajudar quem
nos está próximo e ao planeta que
partilhamos. Tudo aquilo a que nos propomos não
faz sentido se o vivermos como uma guerra à
globalização. Encontra no entanto
total significado na ideia de devolver qualidade
(e felicidade) à vida da nossa comunidade,
para contribuir dessa forma para uma maior justiça
global.
Roberto Burdese
Presidente de Slow Food Italia
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Na edição de 2008 o Salone del
Gusto e Terra Madre estão mais “próximos”
que nunca.
Importante ocasião de encontro
entre o público do Salone del Gusto
e as comunidades do alimento são as
conferências organizadas no Lingotto,
dedicadas aos grandes temas do Terra Madre.
Segurança alimentar, alterações
climáticas, economia local, sementes
e biopirataria são alguns dos assuntos
que serão debatidos por importantes
oradores mas também por muitos dos
profissionais que são necessários
para que os alimentos de qualidade sejam produzidos,
transformados, distribuídos e consumidos,
para serem recurso económico, ambiental,
social e cultural.
Alguns encontros dedicam particular atenção
à biodiversidade, abordam algumas temáticas
mais actuais e aprofundando alguns projectos
da Fundação Slow Food para a
Biodiversidade.
Clique
aqui para descarregar o calendário
das conferências.
Clique
aqui se você quer participar das
cerimonias de início ou encerramento
de Terra madre ou também dos Laboratórios
da Terra.
No site do Salone del Gusto podem
encontrar todas as informações
do evento de Turim e inscreverem-se nos muitos
encontros do programa:
Laboratórios do Gosto:
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As famosas degustações
guiadas da Slow Food com a presença
de produtores e especialistas;
Teatro do Gosto, um anfiteatro
em cujo palco se alternam chefes italianos
e internacionais que confeccionam ao vivo
os seus pratos emblemáticos;
Master of Food, encontros
à descoberta de alguns produtos enogastronomicos:
chá, legumes, fruta, carne, especiarias,
destilados, café e muito mais;
Encontros com os autores e Laboratórios
da memória, encontros com
personagens do mundo do vinho e da gastronomia
que contam a sua historia e propõem
provas dos seus produtos emblemáticos;
Encontros à mesa,
20 jantares espalhados pela cidade e pelo
território piemontês efectuados
em antigas casas senhoriais e castelos;
O café da Slow Food,
a Slow Food Editore realiza encontros e apresentações
dos seus livros, uma viagem entre palavras,
produtos, vinhos e licores.
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Terra
Madre é o encontro mundial
das comunidades do alimento, o maior evento
cultural organizado pela Slow Food que reúne
mais de 5.000 pessoas provenientes de todo
o mundo. Durante o Terra Madre realiza-se
uma extraordinária partilha de informações,
de ideias e soluções entre os
delegados das comunidades do alimento, que
se revela o instrumento mais eficaz para tutelar
o seu trabalho e a biodiversidade agro-alimentar.
Para que seja possível realizar este
encontro é fundamental o significativo
contributo dado por todos os nossos patrocinadores,
todas as múltiplas e variadas categorias
de apoiantes que com várias modalidades
de contributo, cada uma na forma que lhes
for mais conveniente, ajuda-nos a realizar
este projecto ambicioso.
Também nesta edição do
Terra Madre precisamos da vossa ajuda para
permitir a participação no evento
de delegados provenientes de países
em vias de desenvolvimento.
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Têm dito
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Associei-me
ao Slow Food porque tem a ver com as minhas
convicções pessoais, e
como jovem professor estou particularmente
interessado na educação do gosto.
Participei no Edible School Yard workshop
no Terra Madre Irlanda, que contou
com as participações de Seed
Savers, Northern Ireland Slow Food, programas
de
hortas escolares de todo o país assim
como professores, produtores e pais. A
nossa maior convicção, que propusemos
aos ministros, é que as hortas escolares
deviam fazer parte do programa escolar a nível
nacional. |
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Michelle
Darmody
Slow Food Dublin City Centre co-líder
slowfooddublin@gmail.com
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Enviem-nos
as vossas questões e os vossos comentários,
relatem-nos as vossas histórias e experiências:
serão transmitidas aqui.
communication
@slowfood.com |
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