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Setembro 2008


Nesta edição:
 


Editorial,
de Roberto Burdese

Especial memória

   A recuperação da memória
   Na Transilvânia, as crianças coleccionam    as histórias dos anciãos


   Brain food: os alimentos da memória
   Ideias para angariação de fundos para o    Terra Madre em Perth

Produtos locais nas cantinas escolares de N’ganon
Um projecto realizado na Costa do Marfim pelo convivium Chigata

Sob a insígnia do leite cru
Universidade de Verão e dia nacional do Slow Food França

O presente de casamento
A young couple begins married life with a generous gesture

Bruxelas em prova
Um fim-de-semana repleto de prazeres eco-gastronómicos na capital da Bélgica


The Future of Food
Vandana Shiva convida para uma conferência/debate

Tomatada espanhola
Uma forma diferente de celebrar o tomate

Sandra, cozinheira-blogger e o arroz vermelho do Madagascar
Uma associada, cozinheira, publica receitas com produtos das Fortalezas

Youth Food Nation

Os jovens no Slow Food Nation

Diz-me que alimento é...
As crianças alemãs concentram-se para uma competição de provas cegas

Uma horta escolar em Somerset
O convivium inglês relata esta aventura

Slow Fisch
O evento alemão dedicado à pesca nos mares do norte

Sabores da Hungria
Encontro de todos os convivium húngaros

 
     





ESPECIAL MEMÓRIA

A recuperação da memória
Um associado apaixonado pela Roménia

Jim Turnbull, associado Sow Food de Oxfordshire (UK), trabalhou vários anos na Roménia. Considera este país um extraordinário recipiente de biodiversidade, tradições, saberes antigos e desconhecidos, com um grande potencial que gostava de ajudar a desenvolver juntamente com a Slow Food. Foi responsável pela abertura do primeiro convivium na Roménia assim como da primeira Fortaleza, as compotas das aldeias saxónicas em 2005. É também cofundador do primeiro mercado de produtores em Bucareste, que vai tornar-se um Mercado da Terra, e está a trabalhar num segundo mercado de produtores que abrirá este Outono em Brasov.
Ultimamente tem trabalhado com a Fundação ADEPT (também contribuiu para a sua constituição) e com o convivium Slow food Tarnava Mare para levar para a aldeia o projecto internacional das "4 gerações". O projecto foi idealizado por Sveva Gallmann no Quénia, porque "em África as gerações mais velhas de curandeiros não estão a passar os seus conhecimentos às gerações mais jovens - na escola, as crianças aprendem que as artes antigas não são relevantes para a vida moderna. Os anciãos, que não sabem ler nem escrever, não são mais vistos como mestres, ainda que a sua cultura derive de centenas de anos de observação da natureza e convivência harmoniosa com o ambiente".
As histórias das pessoas, da paisagem e da cultura são reunidas e transmitidas antes que se percam irremediavelmente, com técnicas de ensino interactivo, incluindo o diálogo entre as gerações com sessões de perguntas e respostas, demonstrações práticas e dinâmicas de grupo, relatos, cantos e passeios pela natureza. O projecto foi um grande sucesso também na Roménia para ligar as crianças ao seu património cultural. Anca Calugar da Fundação ADEPT, foi importantíssima neste sucesso: "Este projecto é dedicado às pessoas e às suas histórias! Têm muito para nos contar! Acerca da sua experiência de vida, dos valores verdadeiros e simples que são cada vez mais difíceis de manter por causa do modo de vida actual... é por isso que é tão importante registar o seu saber, encorajá-los a partilhá-lo e também para nos conhecermos melhor e assim transmitir o presente às próximas gerações, para os fazer sentir orgulhosos de quem são e das suas origens, porque são estas coisas que nos tornam especiais. Trata-se de nossa identidade!". O projecto concluiu-se com um espectáculo teatral onde as crianças encenaram os seus novos conhecimentos.

Para mais informações sobre :

A fundação ADEPT:

http://www.fundatia-adept.org/

Fortaleza Slow Food das compostas saxónicas

o projecto 4 gerações:

http://www.gallmannkenya.org/

Article in the National Geographic


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Brainfood: Os alimentos da memória
Ideias para angariação de fundos para o Terra Madre em Perth

Em colaboração com o Mundaring Truffle Festival que teve lugar no Darling Range a leste de Perth durante o primeiro fim-de-semana de Agosto, o Convivium Slow Food de Perth teve a oportunidade de comunicar o espírito e a filosofia associativa e de lembrar muitas recordações sobre os alimentos. Usando ingredientes e produtos das comunidades do alimento locais, os delegados da passada edição do Terra Madre, 15 entre associados e amigos serviram voluntariamente pão fresco, tomates secos e borrego no forno, enfatizando o significado da pequena produção local e o prazer do convívio.
Junto ao posto de informações da Slow Food, no mercado, no bar e na área para as provas cegas destinadas às crianças, "o túnel dos alimentos da memória" despertou a curiosidade dos visitantes. Nos 60 metros de escuro fabricado, foram expostos mais de 40 recordações de alimentos: imagens, gostos, consistências e aromas, os mais intensos que possamos imaginar, como "brincar na serradura no chão de Trickeys o homem do talho, em Hay Street, perto do hospital da princesa Margarida, enquanto a mãe compra carne" como disse Trudy Parker.
O fim-de-semana, divertido e intenso, permitiu ainda a angariação de um montante discreto que contribuirá para a participação dos delegados australianos na próxima edição do Terra Madre.

Para mais informações:
http://slowfoodperth.org.au/category/brainfood/
Contacto:
info@slowfoodperth.org.au



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Produtos locais nas cantinas escolares de N’ganon
Um projecto realizado na Costa do Marfim pelo convivium Chigata

Na aldeia de N’ganon, a 70 Km de Korhogo, na Costa do Marfim do Norte, continuam as actividades do projecto de educação ao consumo local, promovido e desenvolvido pelo convivium Chigata. O projecto envolve todos os habitantes da aldeia – do chefe da aldeia às mulheres, às crianças, a todos os homens – e quem conhece um pouco África, sabe que seria impossível de outra forma. Mas a principal protagonista é a escola de N’ganon.
Para além de garantir pelo menos duas refeições por dia na escola, o programa prevê o fornecimento de pratos confeccionados à base de produtos locais, equilibrados e saudáveis. As mulheres da aldeia cultivam as matérias-primas, que em parte servem para reabastecer a cantina escolar e ao consumo familiar e outra parte são vendidos no mercado para apoiar o projecto.
Após três meses a partir do lançamento do projecto os sete hectares concedidos ao chefe da aldeia foram arroteados, arados e cultivados, enquanto foram seleccionadas as variedades de cereais e de legumes mais adaptados às características do terreno. Os primeiros produtos, tais como arroz, amendoins e feijões, serão apanhados em Setembro, Outubro. Os alunos da escola N’ganon, terão à disposição a partir de Setembro, diariamente, os pratos tradicionais da Costa do Marfim e poderão adquirir, comendo, a consciência do grande valor dos produtos cultivados em sua casa e da importância da sua cultura alimentar.
O projecto “Consommons Ivoirien, Equilibre et Sain dans nos Cantines Scolaires” é coordenado e apoiado pela Fundação Slow Food para a Biodiversidade, graças a um contributo da Gund Foundation.

Contacto:
chigatafsdd@yahoo.fr


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Sob a insígnia do leite cru
Universidade de Verão e dia nacional do Slow Food França

Setembro é um mês rico em iniciativas ligadas ao queijo para a Slow Food França.
Tem início o percurso com a terceira edição da Université d'été, aberta a todos os associados e organizada graças ao contributo do Convivium Volca’niac. Mesas redondas, laboratórios do gosto, visitas de produtores e refeições conviviais: este é o programa na ordem do dia a 5, 6 e 7 de Setembro em Clermont-Ferrand, no centro da grande região de Auvergne, famosa pelas suas produções queijeiras.
Exactamente pela vocação da região, esta edição da Universidade de Verão é dedicada aos queijos e em especial à problemática do leite cru. Este tema é abordado em vários aspectos, com o contributo de técnicos, provadores e a experiência de alguns produtores modelo.
A 27 de Setembro o tema do leite cru será desenvolvido em todo o país pelos Convivium franceses, convidados a organizar um evento seu local. Trata-se do segundo Dia nacional da SF que visa a demonstrar a um público numeroso que se pode comer bem e saudável todos os dias. O Convivium Languedoc, só para dar um exemplo, terá um stand de venda e promoção da Fortaleza do Pélardon sec num mercado de produtores de Montpellier.

Contacto:
lucia@slowfood.fr


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O presente de casamento
A young couple begins married life with a generous gesture

Enrico e Marina, são associados da Slow Food há algum tempo e contraíram o matrimónio no passado dia 12 de Julho. Decidiram partilhar este momento com os seus amigos no Bistrot do mundo - Castello dell'Acciaiolo de Scandicci.
Enrico e Marina não pediram presentes, mas escreveram uma bonita carta aos seus convidados, exprimindo o seu desejo de "apoiar as comunidades de mulheres que, no mundo, quotidianamente, com o seu valor, o seu trabalho e a sua compreensão procuram dar às suas famílias, muitas vezes em dificuldade, e às comunidades às quais pertencem, um sentido de normalidade", e a sua participação no Terra Madre.
Explicaram que "a Slow Food criou uma rede de solidariedade à qual aderem associados, instituições públicas, cidades slow, restauradores e cidadãos que com o seu apoio tornam possível organizar o Terra Madre", e pediram a adesão com um contributo "que será para nós o melhor presente, porque será um motivo de felicidade ter partilhado convosco também esta escolha".
As mulheres apoiadas são uma cooperativa de mulheres berbere (Marrocos) que produzem óleo de Argão, uma cooperativa de mulheres Imraguen (Mauritânia) que produzem butarga de tainha e a comunidade das mulheres palestinas (Jericó), produtoras de alimentos tradicionais (cuscuz, pasta de tâmaras e mel).
A Enrico e Marina o agradecimento de todo o povo Slow.


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Bruxelas em prova
Um fim-de-semana repleto de prazeres eco-gastronómicos na capital da Bélgica

A primeira edição do encontro em Bruxelas do povo Slow Food quis dar uma nova imagem da cidade: uma realidade eco-gastronómica, uma metrópole a visitar caminhando, um lugar a descobrir capaz de despertar todos os seus sentidos. Uma cidade a explorar e a provar. O convivium Karikol local trabalhou arduamente com chefes, produtores de produtos regionais e de vinho, lojas, horticultores citadinos tanto profissionais como aficionados, para os convencer a divulgar as suas experiências, a sua paixão e sobretudo o seu saber.
Foram ainda propostas aos visitantes visitas a cervejarias e padarias, degustações de gelados artesanais, e nas lojas de chocolate belga, vinhos naturais e queijos regionais, jantares nos restaurantes com menus sob a insígnia da ecogastronomia, visitas a hortas biológicas e jardins botânicos (como jardim de Pomona) e ainda passeios para apanhar plantas e flores silvestres com os devidos conselhos para a sua utilização.
Ao mesmo tempo decorreu o Bruxelles-Champêtre o dia do campo na cidade, com actividades nas árvores e na aldeia dos alimentos sustentáveis, com mesas redondas, exposições, um mercado de produtores organizado pela Slow Food à disposição do público que podia comprar o próprio almoço e consumi-lo posteriormente no grande piquenique colectivo na Place des Palais.
O encontro foi organizado pelo Convivium Karikol de Bruxelas, com a colaboração do Centro de Informação para uma economia positiva (Poseco), o centro de investigação para as associações de consumidores (Crioc) e a rede de Bruxelas para a alimentação sustentável (Rabad).

Para mais informações:
http://www.gouterbruxelles.be/spip.php?rubrique48


Contacto:
http://www.karikol.be/


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The Future of Food
Vandana Shiva convida para uma conferência/debate

“As alterações climáticas e a crise alimentar forçam a uma revisão das ideias dominantes relativas à produção e ao consumo alimentar. A agricultura industrial e globalizada tem contribuído para a alteração climática da mesma forma que tem contribuído para a crise a insegurança alimentar. Mais de 40 países sofreram distúrbios relacionados com a alimentação. Os preços dos alimentos e do petróleo foram inseridos nos indicadores de segurança de um país. No entanto, os altos quadros das Nações Unidas que se reuniram na cimeira da FAO em Junho de 2008 para debater a crise alimentar e as alterações climáticas, o Banco Mundial e as corporações internacionais apresentaram a doença como a solução. Pediram maiores níveis de fertilizantes, ainda que o custo dos fertilizantes químicos tenha triplicado desde que o preço do petróleo aumentou e não obstante o facto da produção de fertilizantes e a sua utilização ser um dos maiores responsáveis pelo efeito de estufa e pelas alterações do clima.
Consideramos importante e urgente fazer frente às questões interligadas entre si: a climatérica, a alimentar e a relativa aos Organismos Geneticamente Modificados, seja para defender o direito dos povos à saúde e à soberania alimentar, seja o dos produtores a terem os meios justos de subsistência, independência das industrias sementeiras e liberdade de troca de sementes.
É por isso que Navdanya em conjunto com o Research Foundation for Science, Technology and Ecology e Diverse Women for Diversity convidam para a grande conferência internacional que terá lugar nos dias 1 e 2 de Outubro de 2008, sobre o tema "O futuro da alimentação: alterações climáticas, Organismos Geneticamente Modificados e segurança alimentar" em Nova Deli.”

Contactos:
navdanya@gmail.com


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Tomatada espanhola
Uma forma diferente de celebrar o tomate


O convivium Slow Food de Valência organiza durante 3 fins de semana consecutivos “Tomatada, uma outra forma de celebrar o tomate” mostra e degustações de variedades tradicionais de tomate, que juntam agricultura, gastronomia, biodiversidade e cultura, que quer dar a conhecer a diversidade das variedades tradicionais existentes para potenciar o seu consumo. “O tomate é o legume mais espalhado pelo mundo, uma parte importante das nossas dietas. Mas será que conhecemos todas as formas e dimensões, cores, sabores e utilizações? As variedades comerciais que consumimos normalmente substituíram muitas outras variedades locais. Existem tomates grandes, pequenos e muito pequenos; vermelhos, cor de laranja, amarelos, rosa, roxos; ácidos, doces, salgados; redondos, achatados, entre outras características. Fazem parte do nosso património cultural, que devemos preservar”, anuncia o convivium.

O evento terá lugar em Castielfabib a 12-14, 19-21 e 26-28 de Setembro.


Para mais informações contactar:
convivium@valencia.slowfood.es


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Sandra, cozinheira-blogger e o arroz vermelho do Madagascar
Uma associada, cozinheira, publica receitas com produtos das Fortalezas

Sandra é uma cozinheira, associada do convivium Slow Food de Turim e entusiasta tanto do Salone del Gusto como do Terra Madre. Não falta nunca às iniciativas do convivium que promovem os temas do Terra Madre e angariam fundos para a realização do evento. Sandra decidiu dedicar o seu tempo a idealizar e experimentar receitas utilizando os produtos das Fortalezas. Uma vez afinadas e provadas por ela e por quem lhe está próximo, publica as receitas no seu blog, “um toque de gengibre”
Através da sua segunda criação, “arroz vermelho de Andasibe, creme de courgette e butarga (ovas salgadas de tainha)”, conta-nos a história de Andasibe, “este arroz (Oryza sativa) de cor vermelha esfumado, tendente ao bronze, que em dialecto é chamado vary mena, é indígena da ilha e deriva muito provavelmente de um cruzamento entre variedades selvagens vermelhas locais e as variedades brancas de nipónicas, introduzidas pelos indonésios por volta do ano Mil. Muito rico em vitaminas e de agradável sabor a avelã, é a tipologia mais vendida no mercado local (para os cidadãos malgaxes o arroz cobre quase 70% das necessidades calóricas diárias): está presente na sua dieta em 3 refeições ao dia. Infelizmente actualmente o cultivo do vary mena é cada vez mais limitado por causa do seu baixo rendimento e dos preços baixos que tem no mercado. A Fortaleza interveio comprando os equipamentos para a debulha, a descasca e a embalagem, para permitir aos agricultores malgaxes melhorar a qualidade do produto final, obtendo finalmente um produto capaz de competir com o arroz branco importado do Paquistão.”

Para mais informações:
the recipe on the blog
O arroz vermelho Andasibe

Contacto:
Sandra Salerno



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Youth Food Nation

São Francisco é um destino dos mais procurados pelos jovens, mas nunca como no último fim de semana de Agosto, quando decorreu na cidade o Slow Food Nation. A primeira edição do evento organizado pelo Slow Food USA teve uma grande adesão dos alunos da Universidade de Ciências Gastronómicas que estão a contribuir para a organização do Youth Food Movement, e dos representantes dos Convivium Slow Food activos nos campus universitários. Para coordenar os laboratórios e associar novos membros, planificar piqueniques e outros momentos de convívio ou ainda cozinhar javalis para cem pessoas num armazém, os jovens estiveram sempre presentes. E este espírito contagiou também os cidadãos: mais de um aperitivo improvisado, no qual os jovens participantes do Slow Food Nation integraram-se na mundanidade, parando aqui e ali para um copo e dois dedos de conversa. O convívio ao estilo californiano.


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Diz-me que alimento é...
As crianças alemãs concentram-se para uma competição de provas cegas

Reconhecer os alimentos vendados, tendo à disposição apenas o tacto, o olfacto e o gosto, requer a máxima concentração. Pelas mãos dos seus pais, professores e associados, mais de 80 crianças entre os 3 e os 15 anos aventuraram-se nesta proeza, organizada pelo Convivium Slow Food de Aachen durante a semana dedicada à educação alimentar e do gosto na escola primária de Würselen Broiweichen.
Curiosos e sem inibições, apalparam e provaram bocados de pêra e maçã, pedaços de gengibre, fatias de banana, citando apenas alguns dos alimentos provados. Tiveram a oportunidade de dar largas à sua imaginação na descrição do que tinham nas mãos ou na boca: "parece uma coisa velha" (damascos secos), "como o pêlo" (as fibras do gengibre), "Sei o que é, o meu porquinho da Índia come sempre" (um tipo de nabo chamado kohlrabi).
No final da competição seguiram-se os prémios... mas foi impossível dizer quem tinha ganho, entre tanta imaginação. Decidiu-se tirar à sorte. Mas se tivermos em conta a diversão e a experiência vivida, foram todos vencedores.

Para mais informações www.slowfood.de


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Uma horta escolar em Somerset
O convivium inglês relata esta aventura

Não foi uma experiência fácil, mas o Convivium Slow Food de Somerset activou na escola primária Olfield Park uma horta escolar, a segunda no Reino Unido.
Inesperadamente, a segunda etapa do vademecum para organizar um horta escolar "identificar uma escola interessada" foi o momento mais difícil. "Demorámo-nos bastante" disse Suzanne Wynn, líder do Convivium. Finalmente foi identificada uma escola que queria ter algumas actividades extra curriculares com uma horta, que agora está aberta aos alunos de todas as idades. Mas os problemas não acabaram aí: não havia disponibilidade de água, o solo era quase estéril e, o maior desafio, era necessário programar as colheitas até ao final do ano lectivo.
Todos os problemas felizmente desapareceram quando as primeiras plantas nasceram; a primeira colheita foi um momento verdadeiramente excitante para todos os participantes. "Penso que seja de vital importância fazer as crianças provar o fruto do seu trabalho, ainda que se tratem apenas de batatas cozinhadas e aromatizadas com umas ervas (...) Aconselho vivamente todos os Convivium que estão a pensar começar uma horta escolar a não desistir. Valerá a pena".

Contacto:
Suzanne Wynn


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Slow Fisch
O evento alemão dedicado à pesca nos mares do norte

No seguimento das edições passadas do Slow Fish em Génova, a fileira sobre a pesca sustentável, muitos convivia do norte da Alemanha questionaram-se "Mas porquê apenas o Mar Mediterrâneo e não também o Mar do Norte?"
Em breve: de 7 a 9 de Novembro decorrerá a primeira edição do "Slow Fisch" na feira de Brema. Os organizadores serão a entidade feira Brema e o parceiro ideológico Slow Food Deutschland. Muitos expositores do campo da pesca já reservaram o seu stand, mas haverá também outras tipologias expositivas, para contar e representar o melhor da tradição alimentar desta área, como a carne de borrego, as antigas variedades de batatas e de enchidos.
Apresentações, conferências e obviamente os Laboratórios do gosto acompanharão o evento. Poderemos divertir-nos participando a descascar camarões, e ainda se poderão descobrir os "Granat", os mini-camarõezinhos característicos do Mar do Norte, apanhados de manhã. Também estarão presentes convidados especiais de Génova.

Para todos os detalhes :
www.slow-fisch.de


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Sabores da Hungria
Encontro de todos os convivium húngaros

Todos os Convivium húngaros vão encontrar-se a 20 de Setembro, em Skansen, um ecomuseu rural perto de Nyiregyhaza, a 200 km a leste de Budapeste. O museu organiza “Taste of Hungary” nesse fim-de-semana, onde muitos chefes irão cozinhar nas caves e nos espaços abertos da área. É o quarto encontro dos Convivium Slow Food na Hungria, muitos deles originados pelas comunidades Terra Madre, e decorrerá num antigo celeiro, juntamente com exposições, apresentações, provas e demonstrações gastronómicas.
Na semana seguinte os representantes da Slow Food na Hungria visitarão o mercado de produtores de Turda, organizado pelo Convivium local no âmbito de um projecto de partilha e encontro.

Contacto:
Erdos Zoltán


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  EDITORIAL
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Slow life, todos os dias

Ainda há quem pense que a Slow Food se ocupe apenas de vinhos e comida excelente. Produções desconhecidas para a maioria, pouco acessíveis e muito caras. Esta ideia é redutiva e até talvez enganadora, porque publicar as receitas da tradição, falar amplamente de qualidade e promover a cozinha regional significa falar da comida de todos os dias. O quotidiano bom todo o ano e acessível a todas as bolsas. É a filosofia que está na base das comunidades do alimento, da economia local e da identidade cultural que a Slow Food tutela com os seus projectos educativos, de defesa da biodiversidade e de promoção das pequenas produções sustentáveis. Tentei escrever um decálogo no numero 35 da Slowfood (a revista que chega aos associados italianos), duas mãos cheias de boas práticas que o associado Slow Food é aconselhado a seguir, a enriquecer e a divulgar. Aqui fica um resumo: consumir sempre que possível alimentos frescos; respeitar a sazonalidade; preferir produções locais; comer menos (sobretudo carne) e melhor; reduzir os desperdícios; cozinhar os seus alimentos; treinar os sentidos; procurar e cultivar o prazer; aprender a conhecer os alimentos e quem os produz; respeitar a terra.
Vou ainda mais longe, recordando que no Salone del Gusto, está agendado um duplo encontro diário sobre Comida quotidiana (Pav. 5, todos os dias às 11h30 e às 16h00) de 2 horas e meia com o objectivo de incentivar a reflexão sobre as compras quotidianas, sobre critérios de escolha e sobre as consequências colectivas dos actos individuais. Um percurso feito de simulações, momentos de teatro e provas, conduzido por dietistas, docentes Master of Food e gastrónomos licenciados na Universidade de Ciências Gastronómicas. As palestras,ministradas em italiano, podem-se reservar on-line clicando aqui, e há um preço com desconto para os associados.
Podemos comer melhor todos os dias, e ajudar quem nos está próximo e ao planeta que partilhamos. Tudo aquilo a que nos propomos não faz sentido se o vivermos como uma guerra à globalização. Encontra no entanto total significado na ideia de devolver qualidade (e felicidade) à vida da nossa comunidade, para contribuir dessa forma para uma maior justiça global.

Roberto Burdese
Presidente de Slow Food Italia



 




  Calendário
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Goûter Bruxelles
20 de Setembro
Bruxelas, Belgica

Journée Nationale Slow Food
27 de Setembro
França

Conferência “The Future of Food”
1-2 de Outubro
New Dehli, Índia

Salone del Gusto - Terra Madre
23-27 Outubro
Turim, Itália

Slow Fisch
Novembro 7-9
Bremen, Almania


 



 
Na edição de 2008 o Salone del Gusto e Terra Madre estão mais “próximos” que nunca.

Importante ocasião de encontro entre o público do Salone del Gusto e as comunidades do alimento são as conferências organizadas no Lingotto, dedicadas aos grandes temas do Terra Madre.
Segurança alimentar, alterações climáticas, economia local, sementes e biopirataria são alguns dos assuntos que serão debatidos por importantes oradores mas também por muitos dos profissionais que são necessários para que os alimentos de qualidade sejam produzidos, transformados, distribuídos e consumidos, para serem recurso económico, ambiental, social e cultural.
Alguns encontros dedicam particular atenção à biodiversidade, abordam algumas temáticas mais actuais e aprofundando alguns projectos da Fundação Slow Food para a Biodiversidade.

Clique aqui para descarregar o calendário das conferências.

Clique aqui se você quer participar das cerimonias de início ou encerramento de Terra madre ou também dos Laboratórios da Terra.

No site do Salone del Gusto podem encontrar todas as informações do evento de Turim e inscreverem-se nos muitos encontros do programa:
Laboratórios do Gosto:

 
  As famosas degustações guiadas da Slow Food com a presença de produtores e especialistas;
Teatro do Gosto, um anfiteatro em cujo palco se alternam chefes italianos e internacionais que confeccionam ao vivo os seus pratos emblemáticos;
Master of Food, encontros à descoberta de alguns produtos enogastronomicos: chá, legumes, fruta, carne, especiarias, destilados, café e muito mais;
Encontros com os autores e Laboratórios da memória, encontros com personagens do mundo do vinho e da gastronomia que contam a sua historia e propõem provas dos seus produtos emblemáticos;
Encontros à mesa, 20 jantares espalhados pela cidade e pelo território piemontês efectuados em antigas casas senhoriais e castelos;
O café da Slow Food, a Slow Food Editore realiza encontros e apresentações dos seus livros, uma viagem entre palavras, produtos, vinhos e licores.


 
 
  Terra Madre é o encontro mundial das comunidades do alimento, o maior evento cultural organizado pela Slow Food que reúne mais de 5.000 pessoas provenientes de todo o mundo. Durante o Terra Madre realiza-se uma extraordinária partilha de informações, de ideias e soluções entre os delegados das comunidades do alimento, que se revela o instrumento mais eficaz para tutelar o seu trabalho e a biodiversidade agro-alimentar. Para que seja possível realizar este encontro é fundamental o significativo contributo dado por todos os nossos patrocinadores, todas as múltiplas e variadas categorias de apoiantes que com várias modalidades de contributo, cada uma na forma que lhes for mais conveniente, ajuda-nos a realizar este projecto ambicioso.
Também nesta edição do Terra Madre precisamos da vossa ajuda para permitir a participação no evento de delegados provenientes de países em vias de desenvolvimento.
 
 
Ajude-nos
a realizar o
maior encontro
de agricultores
do mundo.

 





Têm dito


  Associei-me ao Slow Food porque tem a ver com as minhas convicções pessoais, e
como jovem professor estou particularmente interessado na educação do gosto.
Participei no Edible School Yard workshop no Terra Madre Irlanda, que contou
com as participações de Seed Savers, Northern Ireland Slow Food, programas de
hortas escolares de todo o país assim como professores, produtores e pais. A
nossa maior convicção, que propusemos aos ministros, é que as hortas escolares
deviam fazer parte do programa escolar a nível nacional.
 
     
  Michelle Darmody
Slow Food Dublin City Centre co-líder
slowfooddublin@gmail.com
 








       
Foto:
A Fortaleza do bacalhau da ilha de Sørøya
 




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  Este newletter foi realizada por o departamento Comunicação Slow Food Internacional
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Para todas as questões associativas contate o Centro de Assistência: centroservizi@slowfood.it
Se n‹o deseja receber o boletim, favor enviar um email a:communication@slowfood.com (objeto:unsuscribe)