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Outubro 2008
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Nesta
edição: |

A
EDUCAÇÃO DE ACORDO COM A SLOW FOOD
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Encontros
no Salone e no Terra Madre |
No Salone del Gusto, a Slow Food
oferece um programa rico em actividades educativas: na
zona central do stand – secção
Educa (pav. 2), propõe um jogo sensorial
Gosto errado? destinado às crianças e no
Café
literário vários eventos entre os quais
destacamos Comida e cinema (sábado à
tarde), a apresentação da Festa Nacional
das Hortas nos Convivia (sexta-feira, 11h30), e a apresentação
do livro "A pedagogia do caracol" de
G. Zavalloni (sábado à tarde).
O pavilhão
dedicado à educação é
o número 5. No seu interior poderão encontrar
a área Horta no convivium (sujeito
a reserva), destinados a turmas e articulada em 4 aulas:
Sementes – exercícios práticos de
plantio de sementes e plantas; Biodiversidade –
análise de variedades cultivadas de legumes comuns;
Sazonalidade – concurso da idealização
da melhor pizza quatro estações; Degustação
– provas comentadas de vários preparados
do legume outonal por excelência: a abóbora.
As aulas Master
of Food de manhã oferecerão os cursos
para os alunos das escolas secundárias e de tarde
os cursos para os adultos. Finalmente, os clássicos:
Laboratórios do Gosto e o Teatro
do Gosto.
Percorrendo a Strada Virtuosa chega-se ao espaço
Pensa
que cantina, realizado para apresentar e comunicar
a realidade da restauração colectiva actual
e aquela que a Slow Food e alguns parceiros qualificados
e sensíveis propõem para o futuro. Neste
espaço servem-se duas vezes ao dia refeições
com um serviço de cantina inspirado na filosofia
Slow Food e realizam-se mesas redondas com entrada livre
(todos os dias às 16h00). De seguida as temáticas
que serão abordadas:
- Quinta-feira 23: A Saúde no prato. A
importância da alimentação na cura
do doente
- Sexta-feira 24: Próximos e da época.
A organização das compras na gestão
de um serviço de restauração colectiva.
- Sábado 25: Também a cantina tem a
sua arte. Debate entre chefes e operadores da restauração
colectiva.
- Domingo 26: Uma cantina que nos põe todos
de acordo. O tema da educação alimentar
na idade escolar.
- Segunda-feira 27: Economia local e saúde
global: O diálogo social com base nas iniciativas,
a nível local e europeu, para a educação
alimentar, para a valorização das economias
locais e para a solução das problemáticas
ambientais.
Pensa...que Cantina, presente também
no Oval (25 de Outubro _ 10h00 _ Sala
E), será um dos dois Laboratórios
da Terra especificamente dirigidos aos delegados
do Terra Madre. O outro é As comunidades
da aprendizagem, (26 de Outubro _ 10h00 _ Sala
B) que oferecerá um momento de debate e apresentação
de projectos educativos internacionais.
Aos delegados do Terra Madre está reservado ainda
Às origens do gosto,
o percurso sensorial que quer fornecer um vocabulário
de base para a descrição das características
organolépticas dos produtos (sexta-feira 24 e sábado
25 10h00-17h00 _ domingo 26 10h00-16h00 _ balcão
do pavilhão Terra Madre).
O percurso é articulado em três fases:
Sala Vídeo: através do relato de
uma classe e algumas animações simpáticas,
um vídeo ilustra o funcionamento dos órgãos
dos sentidos e os exercícios para os treinar e
utilizar conscientemente.
Percurso Sensorial: seis etapas para começar
a treinar os sentidos (o gosto, a visão, o olfacto,
o tacto, a audição).
Sala Degustação: uma sala para
afinar as capacidades sensoriais.
No programa do Terra Madre é possível consultar
os horários e as salas destes encontros.
Além disso no Salone del Gusto
será possível assistir às conferências
A rede dos school garden (26
de Outubro _ 15h00 _ Sala Cittàslow) onde se falará
de experiências de educação alimentar,
sensorial e de hortas escolares de Itália e do
mundo.
Clique
aqui para visualizar o programa completo
das conferências do Terra Madre no Salone del Gusto.
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A Slow Food está actualmente
a trabalhar numa relação que
explora, em mais de 65 países, as
actividades promovidas no território
pelos convivium Slow Food, pelas Comunidades
do alimento do Terra Madre e por todos aqueles
que acreditam na possibilidade de comer
melhor e mudar o sistema agro-alimentar
actual. Aqui ficam alguns exemplos extraídos
da pesquisa.
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Exploração
de portas abertas
Os produtores
canadianos Elna e Doug recebem estudantes |
As explorações
Edgar, na província de Alberta (Canada) ,
são uma empresa de propriedade da família
Edgar há já seis gerações.
Actualmente são geridas por Elna e Doug, autores
de um programa educativo através do recebem nos
seus campos grupos de estudantes durante o período
da colheita (Maio e Junho). As visitas oferecem aos jovens
a possibilidade de entrar em contacto directo com vários
produtos e aspectos da exploração: o leite
e a carne, o cultivo de espargos, feijões e ervilhas.
Enquanto os acompanha pela exploração explicando-lhes
os ciclos de vida naturais e consumo sazonal de produtos,
Elna convida os jovens a tocar, provar e escolher pessoalmente.
O programa idealizado pelo casal Edgar visa colmatar o
vazio relativo à educação alimentar
dos programas escolares: muitas vezes os princípios
básicos ensinados por eles representam uma absoluta
novidade para os jovens, como o facto que os alimentos
não vêm só dos armazéns e dos
supermercados mas do campo.
«As crianças têm um extraordinário
poder de influenciar os comportamentos de compra e os
hábitos da sua família e podem tornar-se
defensores dos produtos frescos locais. Não é
raro vê-los regressar no fim-de-semana com os pais»
comenta Elna.
«Quando o autocarro da escola deixa a propriedade
levando as crianças e as seus gritos de alegria
somos invadidos por uma sensação de vazio,
imediatamente colmatado pelos preparativos da organização
da próxima visita» diz o Doug. «Regressamos
aos nossos compromissos plenos de satisfação
por nós, pela nossa terra e pelo futuro».
Contactos:
Doug y Elna Edgar
Produtores de legumes frescos da comunidade de Innisfail,
Canada.
elna@edgarfarms.com
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Comparação de ingredientes
Comparação
entre alimentos locais e de produção
industrial através de aulas práticas |
Na cidade de Beriosa, situada na região bielorrussa
de Brest ,
a Slow Food colabora com a escola local num programa de
Educação do Gosto. O projecto visa fazer
emergir as diferenças existentes entre os produtos
locais e aqueles realizados industrialmente e permite
aos jovens envolvidos entrar em contacto com produtores
e chefes da região. O método adoptado nos
laboratórios comparativos é simples e imediato:
os alunos fazem duas versões do mesmo prato usando
matérias-primas diferentes e no final fazem uma
análise sensorial dos resultados.
Até hoje foi criado um curso que prevê aulas
sobre diferentes produtos da região: peixe, queijo,
chouriço e frango. As aulas contam também
com intervenções de produtores locais. A
aula sobre frango, por exemplo, começou com a apresentação
de um pequeno agricultor dos métodos tradicionais
de criação e transformação
e com a comparação entre estes e os utilizados
pelos criadores de grande escala que usam métodos
intensivos de criação. Depois, seguindo
uma receita, os jovens cozinharam os dois tipos de carne
de frango e avaliaram os pratos obtidos através
de provas comentadas.
No final do primeiro encontro foi distribuído um
questionário aos pais e jovens para avaliar a resposta
dos alunos ao projecto e perceber como este possa modificar
os seus hábitos alimentares.
As respostas foram absolutamente positivas: uma rapariga,
por exemplo, diz que graças ao curso agora cozinha
regularmente peixe em casa com a mãe.
A escola secundária de Beriosa espera inserir definitivamente
estes cursos no plano de estudos dos próximos anos,
ampliando as temáticas já existentes e oferecendo
aos pais a possibilidade de participar e esperam servir
de exemplo para outras escolas na cidade.
Contactos:
Vistunova Lidziya
Líder do convivium Slow Food de Beriosa, Bielorrússia.
j.vistunova@slowfood.it
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Slow
Kid
Dez dias de educação
para os mais pequenos em Jacarta |
Gregory está convencido que se pode repetir às
pessoas até à exaustão que determinados
alimentos podem fazer mal, mas existe uma forma melhor
para alterar concretamente os seus hábitos.
Com a obesidade que se transforma numa verdadeira emergência
sanitária, o convivium Slow Food Lippo Karawaci
de Jacarta
decidiu fazer qualquer coisa de concreto para ensinar
aos jovens a diferença entre os alimentos tratados
e produtos cultivados de forma natural.
Em colaboração com uma universidade local,
o convivium organizou um festival gastronómico
de dez dias, feito de laboratórios do gosto e de
uma aldeia Slow Food. Foi dedicada uma área à
educação do gosto para os mais pequenos,
com laboratórios acolhidos em quatro tendas, cada
um dedicado a uma temática específica.
O primeiro tema abordado, Desenvolver os sentidos, explicou
aos jovens como distinguir produtos feitos com matérias-primas
de qualidade daqueles obtidos com matérias-primas
ordinárias. Durante outro laboratório as
crianças cheiraram seis recipientes diferentes
e foi-lhes pedido que adivinhassem que ingrediente continha
cada frasco. Na aula sobre leite falou-se da origem, dos
benefícios e dos diferentes tipos de leite, do
de produção industrial ao não pasteurizado
proveniente das explorações. Depois de terem
participado na ordenha de uma vaca, as crianças
provaram o leite cru fresco e compararam-no com vários
tipos de leite pasteurizado disponível nas lojas.
O laboratório sobre o consumo consciente demonstrou-se
um instrumento didáctico muito eficaz. Os jovens
comeram um bocado de banana enquanto no fundo passavam
notícias com um volume muito alto. Posteriormente
comeram em silêncio e foram convidados a concentrar-se,
a saborear o fruto, a prestar atenção à
sua cor, à forma e ao cheiro e a concentrar-se
no seu sabor. No final discutiram estas duas experiências
de consumo tão diferentes.
Contacto:
Gregory Ernoult
Líder do convivium de Lippo Karawaci, Indonésia.
gregerni@hotmail.com
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Jovens
ecologistas crescem
Um projecto
educativo pela democracia da terra na Índia |
Uma nova geração
indiana está a crescer não sabendo quase
nada sobre aquilo que come. As preocupações
pelas origens e a qualidade da comida ou a agricultura
sustentável não entram no discurso alimentar,
ainda que na Índia a antiga actividade e cultura
agrícola esteja a enfrentar graves problemas,
evidenciados brutalmente pelo número de agricultores
que todos os anos se suicida.
Os supermercados estão a afastar do mercado os
pequenos vendedores; os governantes querem tirar os
vendedores ambulantes das ruas; a recente reforma agrícola
tem apoiado o cultivo de produtos geneticamente modificados;
e os fast food estão a propagar-se.
Alarmado com este cenário, Rahul Antao do Slow
Food Mumbai ,
empenha-se em responsabilizar os jovens para melhorar
a situação. Em Março de 2007 começou
a colaborar com o The Young Ecologist Initiative, uma
iniciativa dos convivium Slow Food e da ONG indiana
Navdanya fundada por Vandana Shiva, vice-presidente
do Slow Food Internacional, que espera através
do Young Ecologist Initiative «dar voz aos jovens
quando se fala do seu futuro».
A estrutura educativa do programa assenta em quatro
fundamentos: actores, tema, recursos e objectivos. As
aulas utilizam métodos de ensino interactivos
como o brain-storming, trabalhos de grupo, jogos, debates
e o teatro juntamente com qualquer outra actividade
que ajude a aprender de forma diferente. Os temas das
aulas incluem: a terra (o solo, as sementes e as políticas
alimentares), o ar (alterações climáticas
e energia), a vida/nível de vida (consumismo
e sustentabilidade) e a água.
Actividades de turma e aulas são complementares
a aulas de culinária que utilizam sementes tradicionais
e verduras biológicas produzidas localmente.
Por vezes são os próprios jovens a cultivar
a verdura seguindo princípios orgânicos.
O projecto do jovem ecologista ajuda os professores
das escolas de todos os graus a fazer emergir de forma
eficaz nos jovens consciência, habilidade e participação
activa.
Contacto:
Maya Gobhurdhun
Fundação Navdanya
navdanya@gmail.com
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YOUTH
FOOD MOVEMENT
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A
integração na cozinha
Em Viena refugiados
e emigrantes tornam-se cozinheiros |
A jovem Jelka Perusich é
a coordenadora do projecto Wien Cooks, lançado
em Viena
no Verão de 2007 pelo convivium local.
Para fazer frente à exigência de favorecer
a integração de refugiados e emigrantes
na sociedade vienense, o convivium Slow Food decidiu
colaborar com a associação Connecting
People na criação de um projecto que permite
aos refugiados tornarem-se cozinheiros.
Alguns refugiados são jovens ou apenas adolescentes,
chegados sem família em busca de asilo; outros
são emigrantes que vivem na Áustria há
muitos anos. O que todos têm em comum é
a paixão pela cozinha assim como uma clara habilidade
artesanal. Preparam pratos típicos de países
diferentes e convidam os participantes a experimentar
as suas culturas, para além disso oferecem um
show de cozinha multicultural e catering profissional
para eventos e festas.
Jelka defende que a filosofia dos “chefes vienenses”
se baseia na convicção que cozinhar, comer
e partilhar as refeições é fundamental
em todas as culturas. «O património culinário
é essencial para a nossa identidade tal como
o musical, o literário, o artístico, o
linguístico ou o religioso. A recordação
sobrevive nos aromas e nos sabores da nossa infância
e permanece ligada a nós». Isto é
especialmente verdade para quem, com a deslocação
ou a emigração, perdeu as suas raízes
ou teve que deixar a sua terra. Cozinhando os seus pratos
típicos estas pessoas podem manter viva a sua
cultura e partilha-la com quem hoje faz parte da sua
nova pátria.
Os pratos são confeccionados utilizando os melhores
produtos locais, frescos, da época e biológicos.
Contacto:
Jelka Perusich
Associada do convivium Slow Food de Viena
jelka.perusich@slowfoodwien.at
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Entre o sagrado e o profano
A paixão
de Christian pelo queijo |
Christian é um jovem alemão
de 21 anos, aluno de teologia na Universidade de Leipzig
que decidiu produzir queijo com ácaros!!!
A sua cidade natal, Würchwit ,
situada na Saxónia-Anhalt, é o local onde
a tradição do queijo com ácaros
teve origem na época Medieval.
Na Primavera de 2006, Christian fundou a sua empresa.
A base do queijo com ácaros é uma coalhada
bem escoada, que pode ser de leite de cabra, ovelha
ou vaca. O queijo é curado em caixas de madeira
com ácaros especiais de queijo. São necessários
entre três a seis meses e um cuidado extremo com
o produto para que se concluir este difícil processo.
O queijo é produzido exclusivamente da Primavera
ao Outono, porque os ácaros não estão
activos durante o Inverno. O queijo atinge o seu melhor
nível de maturação quando apresenta
uma cor ambreada e uma consistência semi-dura
ou dura. Tem um sabor especial, com uma nota amarga.
O queijo com ácaros de Würchwitz faz parte
da Arca do Gosto da Slow Food e Christian é um
dos jovens delegados que poderemos encontrar no Terra
Madre 2008.
Contacto:
Christian Schmelzer
christianschmelzer@gmx.de
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Eat-In
Um protesto
contra a cultura do fast food |
Na primeira edição do Slow Food Nation
que decorreu no passado mês de Agosto em São
Francisco estreou uma iniciativa única, promovida
pelo Youth Food Movement: o Eat-In.
O primeiro Eat-In decorreu em São Francisco no
Dolores Park e viu reunir-se à volta de uma longa
mesa que dominava o parque, 250 estudantes e jovens
agricultores, chefes, artesãos e activistas provenientes
de todas as partes dos Estados Unidos. Em virtude do
enorme sucesso atingido em São Francisco o Manifesto
do Eat-In foi distribuído por ocasião
de eventos similares organizados em todo o mundo e circulará
também no Terra Madre: será distribuído
sábado à tarde por ocasião do evento
dedicado aos mais de 100 jovens delegados que se reunirão
em Turim.
Manifesto do Eat-In
O que é o um Eat-In?
Um Eat-In é um protesto contra a cultura do fast
food.
Um Eat-In é um apelo a alimentos bons, limpos
e justos.
Um Eat-In é uma declaração que
a alimentação representa a nossa linguagem
comum e um direito universal.
Um Eat-In é uma celebração daqueles
que cultivam, produzem, vendem e cozinham os nossos
alimentos.
Um Eat-In é uma chamada de atenção
para a geração que herda o nosso sistema
alimentar, para que saia do carro, desligue o seu computador
e se reúna à volta da mesa.
Como fazer um Eat-In
• Convide novos e velhos amigos a cozinhar na
sua cozinha. Convide outros amigos a cozinhar noutras
cozinhas. Sejam cinco ou 50 pessoas podem Eat-In (comer
em casa).
• Vão aos mercados de produtores e às
mercearias. Apertem a mão a quem vos alimenta.
• Ponham a mesa num parque, numa exploração,
em frente a uma Câmara Municipal ou no estacionamento
de um McDonald’s.
• Partilhem a refeição juntos.
Para mais informações e para aceder
ao arquivo fotográfico do Eat-In de São
Francisco, clique
aqui.
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EDITORIAL
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Folhagem, seiva, raízes
Toda a associação está prestes
a entrar no clima especial que culmina em Outubro,
com o Salone del Gusto e, desde há quatro
anos, o Terra Madre.
Faz-me lembrar a atmosfera daqueles dias de início
do Outono, quando a cada dois anos nos encontramos
“ao vivo”: nós associados e pessoas
que trabalham para a Slow Food, mas também
todos os simpatizantes que se qualificam como um
público cada vez mais preparado, os produtores
de todas as partes do mundo, os agricultores, os
pescadores, os nómadas e os artesãos
das comunidades do alimento.
O Lingotto e o Oval de Turim – onde se reúne
toda a variedade humanidade que vem ao nosso encontro,
para depois se espalhar pelo Piemonte durante quatro
dias – transformam-se num concentrado de sentimentos,
saberes, culturas, bons produtos, espírito
de convívio, festa e ideias excepcionais.
É a representação e a celebração
de tudo quanto é Slow Food e, para além
da felicidade que gera em quem acredita em nós
com convicção, será um evento
para viver com particular atenção,
sendo sempre precursor de novos estímulos,
abordagens e inspirações.
O Salone del Gusto deste ano estará ainda
mais integrado com o Terra Madre: cada vez mais
um grande evento único também fisicamente,
tal como previsto desde o início desta dupla
aventura, conflui num único grande projecto.
Trata-se de um evento mundial contendo toda a diversidade
e complexidade que anima o nosso movimento. A representação
gráfica que se escolheu para promover esta
edição usa uma metáfora que
eu gosto de usar: trata-se de uma árvore
estilizada, com os produtores das comunidades do
alimento e a sua cultura – logo o Terra Madre
– nas raízes, e nas folhas os produtores
do Salone del Gusto, a expor o fruto do seu saber.
Raízes bem plantadas na terra e muito compridas;
ramos que se estendem no ar, longe. A seiva daquela
árvore são as ideias da Slow Food,
partilhadas, em círculo, a suportar e nutrir
o todo.
Será também a primeira vez que um
evento desta dimensão tentará atingir
um objectivo ambicioso: o impacto zero no que diz
respeito às emissões de CO2 e à
produção de resíduos. Um projecto
articulado, que convido a aprofundar antes, depois
e durante do Salone, para que não haja quase
nenhum impacto destrutivo para o nosso planeta.
Este é outro sonho que, lentamente, se está
a realizar, uma outra forma de sermos coerentes
com aquilo que dizemos: são passos difíceis,
que acarretam muitos problemas e que talvez nas
primeiras tentativas serão imperfeitos, mas
é sem dúvida melhor que continuar
passivos ou limitarmo-nos a teorizarToda a associação
está prestes a entrar no clima especial que
culmina em Outubro, com o Salone del Gusto e, desde
há quatro anos, o Terra Madre.
Faz-me lembrar a atmosfera daqueles dias de início
do Outono, quando a cada dois anos nos encontramos
“ao vivo”: nós associados e pessoas
que trabalham para a Slow Food, mas também
todos os simpatizantes que se qualificam como um
público cada vez mais preparado, os produtores
de todas as partes do mundo, os agricultores, os
pescadores, os nómadas e os artesãos
das comunidades do alimento.
O Lingotto e o Oval de Turim – onde se reúne
toda a variedade humanidade que vem ao nosso encontro,
para depois se espalhar pelo Piemonte durante quatro
dias – transformam-se num concentrado de sentimentos,
saberes, culturas, bons produtos, espírito
de convívio, festa e ideias excepcionais.
É a representação e a celebração
de tudo quanto é Slow Food e, para além
da felicidade que gera em quem acredita em nós
com convicção, será um evento
para viver com particular atenção,
sendo sempre precursor de novos estímulos,
abordagens e inspirações.
O Salone del Gusto deste ano estará ainda
mais integrado com o Terra Madre: cada vez mais
um grande evento único também fisicamente,
tal como previsto desde o início desta dupla
aventura, conflui num único grande projecto.
Trata-se de um evento mundial contendo toda a diversidade
e complexidade que anima o nosso movimento. A representação
gráfica que se escolheu para promover esta
edição usa uma metáfora que
eu gosto de usar: trata-se de uma árvore
estilizada, com os produtores das comunidades do
alimento e a sua cultura – logo o Terra Madre
– nas raízes, e nas folhas os produtores
do Salone del Gusto, a expor o fruto do seu saber.
Raízes bem plantadas na terra e muito compridas;
ramos que se estendem no ar, longe. A seiva daquela
árvore são as ideias da Slow Food,
partilhadas, em círculo, a suportar e nutrir
o todo.
Será também a primeira vez que um
evento desta dimensão tentará atingir
um objectivo ambicioso: o impacto zero no que diz
respeito às emissões de CO2 e à
produção de resíduos. Um projecto
articulado, que convido a aprofundar antes, depois
e durante do Salone, para que não haja quase
nenhum impacto destrutivo para o nosso planeta.
Este é outro sonho que, lentamente, se está
a realizar, uma outra forma de sermos coerentes
com aquilo que dizemos: são passos difíceis,
que acarretam muitos problemas e que talvez nas
primeiras tentativas serão imperfeitos, mas
é sem dúvida melhor que continuar
passivos ou limitarmo-nos a teorizar.
Carlo Petrini
Extraído da SlowFood 36
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Salone
del
Gusto site
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Terra
Madre é o encontro mundial
das comunidades do alimento, o maior evento
cultural organizado pela Slow Food que reúne
mais de 5.000 pessoas provenientes de todo
o mundo. Durante o Terra Madre realiza-se
uma extraordinária partilha de informações,
de ideias e soluções entre os
delegados das comunidades do alimento, que
se revela o instrumento mais eficaz para tutelar
o seu trabalho e a biodiversidade agro-alimentar.
Para que seja possível realizar este
encontro é fundamental o significativo
contributo dado por todos os nossos patrocinadores,
todas as múltiplas e variadas categorias
de apoiantes que com várias modalidades
de contributo, cada uma na forma que lhes
for mais conveniente, ajuda-nos a realizar
este projecto ambicioso.
Também nesta edição do
Terra Madre precisamos da vossa ajuda para
permitir a participação no evento
de delegados provenientes de países
em vias de desenvolvimento.
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Têm dito
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Estou
muito feliz por ver todas estas pessoas reunidas
com um objectivo comum, em busca de novas
e melhores soluções para difundir
as produções alimentares sustentáveis
na Irlanda. Estou confiante que este seja
apenas o início de um futuro radioso
para a produção alimentar sustentável:
uma nova via a percorrer pelos nossos agricultores,
pescadores e produtores, mas também
algo capaz de enriquecer o nosso país. |
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Mary
McAleese
Presidente da Irlanda,
Terra Madre Irlanda 2008 |
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Por
ocasião do Terra Madre 2006 eu e a minha
mulher Iolanda acolhemos a Bernadette Monnè,
delegada proveniente do Burkina Faso.
Impressionados pelos relatos do seu país
ficámos com vontade de fazer algo para a
ajudar concretamente. Assim nasceu KARINA (KArité
em burkINA), um projecto com o objectivo de acompanhar
a transformação de um grupo de 200
mulheres de Ouagadougou numa pequena empresa capaz
de produzir e comercializar a nível nacional
e internacional a manteiga de Karitè e outros
produtos, continuando a utilizar técnicas
naturais e tradicionais. |
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Gianfranco
Molinar Min Beciet
gfmolinar@tiscalinet.it |
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Enviem-nos
as vossas questões e os vossos comentários,
relatem-nos as vossas histórias e experiências:
serão transmitidas aqui.
communication
@slowfood.com |
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