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Maio 2009
Imprima
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Nesta
edição: |
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Slow Food
em duas palavras
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Terra Madre
Terra Madre é uma rede constituída por todos
aqueles que querem preservar e promover métodos
de produção alimentar sustentáveis,
em harmonia com a natureza, a paisagem e a tradição.
Dedica especial atenção aos territórios,
às variedades vegetais e às espécies
animais que nos séculos se adaptaram aos vários
ambientes naturais. Dia após dia, a família
Terra Madre cresce, enriquece-se e organiza-se para tutelar
melhor os produtos e as culturas gastronómicas
locais. As comunidades do alimento de Terra Madre concretizam
o princípio de qualidade do Slow Food, baseada
em três conceitos: bom, limpo e justo.
Terra Madre é um projecto do Slow Food, fruto do
seu percurso de crescimento, concebido para proteger,
apoiar e dar voz aos pequenos produtores, mas também
para mudar o sistema que os prejudica, unindo as forças
de todos os que – com as suas escolhas quotidianas
– podem influenciar as políticas futuras:
consumidores, chefes e cozinheiros, escolas, centros de
investigação, organizações
não governamentais, associações e
jovens. Porque apenas multiplicando acções
locais com uma visão global, se poderá ter
um impacto significativo.
Para mais informações:
www.terramadre.org
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Da mesa à terra... |
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O
Dia Da Avó
Slow Food Irlanda
dá o exemplo
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Irlanda – Toda a gente festeja
o Dia da Mãe; e os avós? Nunca lhes foi
dedicado um dia, até agora… Assim, seguindo
a minha sugestão e da Alice Waters no último
encontro Terra Madre em Turim, no dia 25 de abril celebrou-se
o primeiro Dia da Avó do Slow Food, no qual as
crianças passaram um dia na cozinha com as suas
avós.
São dez os convivia irlandeses que aderiram à
iniciativa. Por exemplo, Slow Food de East Cork, juntamente
com The Irish Examiner (um jornal diário nacional,
adoptou e apoiou com entusiasmo a iniciativa), organizaram
um concurso no qual as crianças apresentaram a
receita preferida que adoram cozinhar com os avós.
Os vencedores foram da Ballymaloe Cookery School onde
as avós ensinaram os netos a confeccionar pratos.
Foi organizado ainda um concurso artístico entre
seis escolas locais no qual as crianças tinham
de desenhar ou pintar um quadro sob o tema “Cozinhar
com a avó”. A iniciativa teve enorme sucesso
e os desenhos evidenciaram a relação especial
e importante entre avós e netos.
Em Waterford um grupo de avós e netos participaram
no encontro organizado pelo Four Rivers Convivium: as
avós relembraram a sua infância e explicaram
as suas receitas, foi muito divertido.
Também a televisão nacional nos deu a oportunidade
de convidar os avós de todo o país a reunirem-se
com os seus netos para transmitir-lhes a sabedoria herdada,
fazer um bolo, pescar um peixe, plantar uma semente, tricotar,
cantar uma canção, assobiar, mas sobretudo
cozinhar.
Eu também sou avó de seis crianças
adoráveis. Juntos colhemos as primeiras batatas
novas, algumas cenouras e beterrabas pequenas como bolas
de pingue-pongue. Limpámos e cozinhámos
os legumes, assámos um pato, descascámos
umas maçãs para fazer o molho de maçã.
Depois sentámo-nos à mesa da cozinha onde
desfrutamos de um jantar delicioso em que as crianças
comeram tudo até à última migalha
e depois fizeram um desenho da apanha das batatas com
a avó; no final, escrevemos as receitas deste jantar
simples, e pensamos repeti-lo uma vez por mês.
Começámos esta iniciativa na Irlanda e estamos
certos que a ideia continuará a fazer adeptos e
que no próximo ano o Dia da Avó será
maior, melhor e verdadeiramente internacional..
Darina Allen
Conselheira Slow Food para a Irlanda
Info@slowfoodireland.com
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A
Universidade de Ciências Gastronómicas
em Cuba
Uma comunidade
do Terra Madre recebe 15 alunos |
Cuba - A
comunidade cubana “Proyecto Comunitario Conservación
de Alimentos” e a faculdade de Agrária da
Universidade La Habana (que também faz parte da
rede Terra Madre), no mês de março receberam
e organizaram a visita a Cuba de quinze alunos da Universidade
de Ciências Gastronómicas (Pollenzo, Itália).
O Proyecto Comunitario nasceu em 1996, num bairro na zona
oeste de Havana. O seu objectivo é introduzir e
divulgar técnicas sustentáveis, naturais,
adaptadas ao contexto local e que respeitam o ambiente.
Técnicas que favorecem um estilo de vida saudável
e a participação democrática das
comunidades locais.
Os voluntários que trabalham no projecto dedicam-se
sobretudo à produção, transformação,
conservação e consumo de alimentos, através
do cultivo de hortas familiares e comunitárias
de pequena e média dimensão, o uso de secadouros
solares e a produção de compotas. Nestas
hortas (biológicas) cultivam-se mais de 120 espécies
de plantas: vegetais, tubérculos, pequenos frutos
e ervas medicinais. Além disso, o Projecto procura
melhorar o nível da cultura alimentar local.
O trabalho realizado por esta comunidade do Terra Madre
tornou-se um ponto de referência para todo o movimento
de agricultura urbana de Cuba.
Os alunos da Universidade de Ciências Gastronómicas
– provenientes da Alemanha, Quénia, Suíça
e Itália – puderam trocar experiências
com produtores, professores e responsáveis pela
gastronomia local em cinco províncias do país:
de Pinar del Rio até Santiago de Cuba. O conhecimento
prático da gastronomia da ilha foi complementado
com a visita a lugares de interesse histórico,
social e cultural.
Para mais informações, visite o
site da comunidade Proyecto
comunitario
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Mercados
da Terra
Foi assinado em Beirute
um acordo entre o Líbano e a Toscana |
Libano - Em Hamra, no coração
de Beirute, entre edifícios de cimento e de vidro,
centros comerciais, marcas ocidentais (da Nike a Radio
Shack) e um trânsito oprimente, há uma ilha:
uma estrada com apenas algumas centenas de metros onde
todas as quintas-feiras de manhã, chegam os agricultores
dos arredores e expõem os seus produtos: o pão
árabe, o kechek (trigo partido, temperado com ervas
em azeite), o sumac (uma especiaria vermelha escura com
sabor a limão), o mwaraka (uma massa folhada muito
fina recheada de nozes, amêndoas e mel), o mel de
cedro, as ervas aromáticas, etc.
É o Mercado da Terra de Hamra, o orgulho do Slow
Food Beirute. Na terça-feira 28 de Abril, Hamra
recebeu os produtores de três Mercados da Terra
toscanos, chegados ao Líbano para apresentar os
seus produtos (azeites extra virgens, vinhos, queijo de
ovelha, ovas de peixe de Orbetello, etc.) mas sobretudo
para fazer um acordo internacional.
O acordo (entre os Mercados da Terra toscanos e libaneses
e entre Slow Food Toscana e Slow Food Beirute) foi assinado
oficialmente em 29 de Abril no Horeka (o evento mais importante
dedicado à alimentação do Meio Oriente).
Este evento contou com a presença do embaixador
da Itália em Beirute, do director do Instituto
Italiano para o Comércio Exterior, do Director
do Ministério da Agricultura libanês, de
representantes da Região Toscana e da Câmara
Municipal de Montevarchi (sede do primeiro Mercado da
Terra), da ONG Ucodep, da Cooperação Italiana
e da Fundação Slow Food para Biodiversidade.
O objectivo do acordo: colaboração contínua
e assistência mútua entre os Mercados da
Terra libaneses e toscanos, através da partilha
de experiências e iniciativas de promoção
comuns. A demonstração que os projectos
do Slow Food têm sempre fortes raízes locais
mas um horizonte e uma visão global.
Para mais informações :
www.mercatidellaterra.it
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O
caminho da pastelaria árabe
O convivium de
Saragoça explora as raízes dos doces
tradicionais da sua região
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Espanha - Durante
o mês de maio, 30 pessoas fizeram oito cursos, promovidos
pelo convivium de Saragoça, dedicados às
origens da pastelaria tradicional da região, isto
é a pastelaria árabe. Na época Medieval
- quando Saragoça se chamava Medina Albaida - o
mel, a farinha e a fruta seca eram ingredientes fundamentais
da sua pastelaria. Actualmente a cidade acolhe um dos
três exemplos de arquitectura hispano-muçulmana
mais importantes que restam no país: o palácio
da Aljafería. Não é portanto de estranhar
que a pastelaria do Magreb seja a mais parecida com a
pastelaria tradicional de Saragoça. Por este motivo,
o convivium pediu a Fátima Zerargui, proprietária
da pastelaria árabe “as três estrelas”
(situada na avenida Conde de Aranda, a mais multi cultural
da cidade) para ilustrar os fundamentos da pastelaria
tradicional de Saragoça, através de algumas
receitas árabes clássicas, como a massa
de amêndoa e nozes, os chifres de gazela e os brik
orientais. Os cursos previram também um ciclo de
música árabe.
Para mais informações,
contactar Jorge Hernandez, líder do convivium de
Saragoça : jhernandez@aragon.es
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Uma
refeição camponesa do início
do século XIX
O convivium
de Malta revela aos associados os sabores do passado
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Malta – Carmel Cassar é
um dos académicos que participou ao encontro Terra
Madre em Turim. Decidido a transmitir o saber tradicional
às novas gerações, juntamente com
um leitor do ITS (Institute for Tourism Studies) levou
consigo três estudantes de Malta. No regresso à
ilha, Carmel decidiu concretizar os seus ideais. E assim,
em conjunto com um pequeno grupo de pessoas igualmente
entusiastas, fundou o novo Convivium Slow Food de Malta.
Têm agora o prazer de anunciar a sua primeira iniciativa:
“Um almoço camponês dos anos 30 do
século XIX – a experiência”.
O menu escolhido para a ocasião pretende dar uma
idéia, e oferecer os sabores, das práticas
culinárias dos agricultores malteses na primeira
metade do século XIX. Um dos pratos preparados
propositadamente para o evento foi o pão maslin,
um tipo de pão rústico feito com uma mistura
de cereais que os agricultores malteses comiam regularmente.
A iniciativa pretende dar relevância à comida
que era maioritariamente produzida a nível local
pelos agricultores. O almoço foi organizado em
conjunto com o Centre of Cultural and Heritage Studies
(Institute of Tourism Studies). A pesquisa sobre os ingredientes
originais e a forma de preparação foram
desenvolvidas pelo próprio Carmel Cassar e por
Noel Buttigieg juntamente com outros associados do Slow
Food Malta e leitores do Institute of Tourism Studies,
o almoço foi preparado pelos aspirantes a chefes
do Institute sob a supervisão dos seus leitores,
alguns dos quais são também associados do
Slow Food.
Carmel Cassar
Líder do convivium do Slow Food Malta: carmel.cassar@um.edu.mt
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Vozes
do Terra Madre
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Notas
de viagem
Giuseppe Gajarin,
responsável por duas Fortalezas italianas,
relata-nos o seu encontro com a Fortaleza de Cabo
Verde |
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Cabo
Verde - Na edição
de 2007 de Cheese, conheci Giuseppe Quaranta,
professor da Universidade de Turim que
acompanha a Fortaleza do queijo de cabra
do Planalto de Bolona (Cabo Verde). Perguntou-me
se podia disponibilizar os meus conhecimentos
técnicos, especialmente no que
diz respeito ao uso de coalhada. Cabo
Verde estimulava-me a imaginação
e provocava-me um formigueiro, uma efervescência.
Desfolhei brochuras, vi fotografias, ouvi
o relato de amigos. Mas nada disto podia
descrever verdadeiramente o que iria ver.
De 3 a 10 de Março de 2008 tive
a oportunidade de “pôr as
mãos” nesta Fortaleza, este
arquipélago, as pessoas...... |
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Giuseppe
Gajarin
gaiarin.giampaolo@trentingrana.it
Clique
aqui
para
ler o resto da história de Giuseppe
no site do Terra Madre...
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Tradições
alimentares
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Sal
de cana do rio Nzoia
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Kenya - Em algumas
zonas do Quénia ocidental - historicamente excluídas
das principais rotas do sal – as comunidades locais
desenvolveram um método especial de extracção
de uma planta aquática.
Trata-se de uma cana fina, que cresce na água
entre setembro e março e que é cortada
pela base com uma foice quando está bem madura.
Depois da apanha, deixa-se a secar sob as rochas nas
margens do rio durante três ou quatro dias. São
então recolhidas e queimadas em lume muito brando,
sempre nas rochas. As cinzas resultantes são
misturadas com água quente e sucessivamente filtradas
para eliminar a areia ou outras impurezas. O líquido
é então vertido para um frigideira grande
onde se deixa ferver em lume forte. Quando estiver completamente
evaporado, no fundo deposita-se um puré acinzentado
e salgado, que é espalhado e enrolado em folhas
de bananeira. Nos maços de folhas seca-se o “sal”
colocando-o por baixo das cinzas quentes durante uma
noite.
Depois da chegada dos ingleses e a construção
das estradas que ligaram a zona ao lago Vittoria, foi
introduzido o sal marinho e o tradicional – cujo
processo de produção é longo e
complexo – foi-se abandonando aos poucos. É
ainda usado em alguns vilarejos, sobretudo de pessoas
diabéticas e com problemas de pressão.
Clique
aqui
para ler
o resto da história de Giuseppe no site do Terra
Madre.
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Para
alimentar a sua biblioteca
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Slow
Food on Film
Food, INC.
vence o caracol de ouro como melhor documentário
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Um filme-choque sobre a indústria
alimentar americana triunfa no Slow Food on Film: Food,
Inc. arrecadou o caracol de ouro e o prémio
de € 5.000, recebido pelo realizador Robert Kenner,
como melhor documentário longa-metragem da segunda
edição do Slow Food on Film. Segundo o
júri, “O filme dá um forte contributo
ao discurso sobre a desastrosa situação
alimentar do planeta. Relata a história de um
sistema internacional de produção alimentar
muito complexo de forma compreensível, informativa,
mas ao mesmo tempo espectacular”.
O prémio para o melhor documentário curta-metragem
(€ 2.000) foi para o húngaro Sándor
Mohi com o seu Imádság
(A oração), que relata cinco anos de vida
de um casal de agricultores idosos. Esta foi a motivação
do júri: “Pela profundidade humana que
o realizador soube capturar nos poucos gestos simples
e dolorosos dos seus protagonistas, fazendo-nos participar
nas suas vidas e, sobretudo, de uma relação
com a terra que nos parece mais do que nunca necessária”.
O concurso para o melhor curta-metragem de ficção
(€ 5.000) foi no entanto ganho por Thé
Noir do francês Serge Elissalde. “Pela
elegância estilística, a originalidade
do cunho e a capacidade de elaborar um relato fascinante
e de forte valor simbólico; não livre
de uma certa ironia e estreitamente representativo de
uma realidade dramaticamente actual”: assim os
júris expressaram a sua motivação.
A Food & Film Academy – ou seja o júri
internacional designado para escolher o melhor longa-metragem
de ficção – premiou ainda Almoço
de 15 de Agosto di Gianni Di Gregorio, enquanto
que o prémio para a melhor série televisiva
já tinha sido entregue no sábado a Report
de Milena Gabanelli.
Leia o artigo completo no site slowfood.com clique
aqui
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Alimento
para a mente
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Salmões
como frangos
Comer os tigres
do mar e criar os lobos do oceano |
Imaginem entrar na vossa mercearia em busca de qualquer
coisa para o jantar. Não têm nada de específico
em mente e irão preparar a refeição
com o que vos parecer mais fresco e apetitoso. Tendo
decidido começar pelas proteínas, começam
por se dirigir ao balcão do talho que está
bem abastecido de peças interessantes: ainda
há um lombo de leão do Serengeti, mas
as peças de lobo da floresta boreal canadiana
têm um aspecto verdadeiramente especial. Ou talvez
não fosse mal um ave de rapina nocturna assada,
mas só há corujas grandes e para dois
é demasiado. No final acaba por decidir pela
conveniência e leva um par de hambúrgueres
de urso polar.
Tudo isto parece surreal ou exagerado? Talvez, mas imaginem
dirigir-se ao balcão da peixaria em vez do talho…
Trecho de um artigo de John Volpe para a edição
italiana da Slowfood n° 39
Leia
aqui o artigo completo
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Campanhas
Slow Fish
Lembrem-se do Slow Fish
Challenge e enviem-nos as vossas receitas
com peixe local sustentável!
Para mais informações sobre
o Slow Fish Challenge, clique
aqui
The
End of the Line
Documentário
internacional vencedor do Sundance Festival
O alarme é global. Os cientistas
prevêem que continuando a pescar ao
ritmo actual o planeta ficará sem
peixe em 2048, com consequências catastróficas.
The End of the Line, baseado no livro de
Charles Clover, analisa os efeitos devastadores
que a pesca excessiva tem nos bancos de
peixe e na saúde dos nossos oceanos.
Baseando-se em Clover, o veterano do Sundance
Festival Ruper Murray (Unknown White Male)
atravessa o globo examinando as causas do
dilema e o que se pode fazer para o resolver.
A pesca industrial começou nos anos
50; hoje navios super-tecnológicos
sulcam os oceanos pescando com redes do
tamanho de campos de futebol. As espécies
marinhas não podem sobreviver ao
ritmo a que são actualmente retiradas
do mar. A juntar a isto há ainda
décadas de má ciência,
a ganância das grandes empresas, a
miopia dos governos, a procura crescente
dos consumidores e uma crise de dimensões
épicas. 90% dos grandes peixes dos
oceanos já desapareceram. Murray
mistura sequências fantásticas
filmadas debaixo de água e na superfície
do mar com testemunhos científicos
impressionantes, para fazer um quadro forte
e alarmante do estado do mar. Resumindo,
a força de End of the Line está
no facto de ir para além da retórica
catastrófica propondo soluções
concretas. Este filme, terrivelmente actual,
comunica uma mensagem: o tempo passa inexorável
e é urgente intervir.
Veja a recensão completa
do Sundance Festival:
http://endoftheline.com/
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O
futuro das sementes na Europa
Carta aberta pela biodiversidade agrícola
e pelos direitos colectivos dos agricultores
O órgão
directivo do tratado da FAO TIRFAA (Tratado
Internacional de Recursos Fitogenéticos
para Alimentação e Agricultura)
reunir-se-á em Tunes de 1 a 5 de
Junho. Nesta ocasião discutir-se-á
o uso sustentável da biodiversidade
agrícola e dos direitos dos agricultores:
os direitos de conservar, usar, trocar e
vender as sementes dos agricultores, de
preservar os conhecimentos tradicionais,
de participar nas decisões nacionais
e internacionais sobre a biodiversidade,
e assim por diante. Direitos que não
são respeitados na maioria dos países
europeus.
Fazemos um apelo às organizações
de agricultores e de consumidores, às
associações ambientalistas
e dos direitos civis e políticos,
para que assinem a carta aberta que será
enviada, entre 20 de Maio, aos governos
europeus, à comissão europeia
e à secretaria do Tratado.
A iniciativa é promovida por várias
organizações de conservação
de sementes europeias (Heritage Seed Libary
- Inglaterra, Interessengemeinschaft für
gentechnikfreie Saatgutarbeit – Alemanha
e Áustria, Protect the Future - Hungria;
Red de Semillas - Espanha, Réseau
Semences Paysannes - França, Rete
Semi Rurali – Itália).
Faça o download do texto
completo
das cartas
Para assinar a carta aberta, ,
clique
aqui.
Para mais informações
sobre o Tratado FAO, clicque
aqui.
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Apelo
à difusão do rosé!
Até agora, o
regulamento europeu relativo às práticas
enológicas (OCM) proibia a mistura
de vinhos brancos e tintos. Agora, com a
revisão destes textos a disposição
foi eliminada, permitindo misturar vinhos
brancos e tintos para obter um vinho de
cor rosada. Lembramos que o vinho "rosé"
se obtém através da pisa de
uvas especialmente habilidosa e rápida.
A pele da uva é o que dá a
cor ao vinho: quanto menos tempo estiver
no sumo, mais o rosé será
claro no final da vinificação.
Cabe a cada qual portanto, deixar exprimir
o seu "savoir-faire" e "terroir",
para fazer um vinho "rosé"
de qualidade. A autorização
de "fabrico", com os vinhos brancos
excedentes, dos vinhos que se assemelham
aos rosés, mas a custo inferior e
em qualquer época do ano, parece
uma manobra oportunista: a mistura destes
dois vinhos, tinto e branco que, no geral,
não se encontram, actualmente, em
uma boa situação económica,
permite atacar o mercado dos vinhos rosé
que, pelo contrário está em
crescimento. A venda destes vinhos de mistura,
que podem ser confundidos facilmente com
os rosé, poderia desestabilizar a
economia das regiões tradicionalmente
produtoras de vinhos rosé.
Actualmente o tema é vital,
e as regiões produtoras de rosé
organizaram-se para criar uma frente comum
através desta
petição, que também
podem assinar, para defender o rosé. |
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Depois de ter elaborado os manifestos sobre o futuro
da alimentação, das sementes e das
alterações climáticas, a comissão
internacional para o futuro da alimentação
e da agricultura criada em 2003 pelo Presidente
da Região Toscana Claudio Martini e de Vandana
Shiva - e da qual me orgulho de pertencer –
produziu em abril um novo manifesto sobre outro
tema muito importante: o futuro dos conhecimentos
tradicionais.
Sabemos perfeitamente como os conhecimentos tradicionais
e ancestrais das comunidades do alimento estão
em sério risco de extinção,
tal como a biodiversidade, os ecossistemas e as
culturas identitárias com as quais se foram
moldando ao longo dos séculos.
A sua importância é fundamental, porque
foram há muito relegadas para um âmbito
não-cientifico e secundário, quando
no entanto nos relatam uma relação
harmoniosa com a natureza, de produção
de alimentos sustentável, de exploração
dos recursos conscientes dos limites, para além
de práticas como o uso de energias renováveis
ou a reciclagem que, em tempos de crise, são
de grande actualidade. É por isso que estou
convencido que as comunidades do alimento serão
as protagonistas de uma terceira revolução
industrial, a de uma produção limpa,
e que têm ainda tanto para nos ensinar.
É preciso fazer com que entre estas e a ciência
oficial se possa instaurar um diálogo paritário
e respeitoso, que obtenham toda a dignidade que
merecem e que a sua sobrevivência seja garantida.
Ter memória significa também cuidar,
é o que as comunidades do alimento nos ensinam:
o manifesto sobre o futuro do conhecimento propõe
introduzir o novo conceito de soberania do conhecimento,
análogo ao da soberania alimentar, segundo
o qual as comunidades têm o direito inalienável
de praticar, ensinar e evoluir os seus conhecimentos
tradicionais, respeitando a própria identidade
e cultura, sem que ninguém possa interferir.
Também esta é uma fundamental conquista
de civilidade que as comunidades do alimento de
Terra Madre e a rede do Slow Food poderão
orgulhosamente mostrar ao mundo.
Carlo Petrini
Presidente da Slow Food
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| Venha
fazer parte de uma |
grande
comunidade internacional que defende a agricultura,
a pesca e a criação sustentável.
Celebre o prazer que os melhores alimentos do
mundo proporcionam em toda a sua variedade.
servicecentre
@slowfood.com
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Calendário
Terra
Madre Tanzania
29 Maio - 30 Maio 2009
Dar Es Salam, Tanzânia
Savoirs
et Saveurs de Montagne
13 Junho - 14 Junho 2009
Gap, França
Journées Gastronomiques
Nord Sud
18 Junho - 20 Junho 2009
Libreville, Gabão
Terra Madre Argentina
13 - 16 agosto 2009
Buenos Aires, Argentina
Cheese
18 Set 09 - 21 Set 09
Bra, Itália
Slow Food Nippon
23 Out 09 - 25 Out 09
Yokohmama, Japão
Terra Madre Áustria
28 Out 09 - 29 Out 09
Viena, Áustria
Slow
Fisch
6 Nov 09 - 8 Nov 09
Brema, Alemanha
EURO
GUSTO & Terra Madre dos Jovens Europeus
27 Nov 09 - 30 Nov 09
Tours, França
Vignerons d'Europe
5 Dez 09 - 8 Dez 09
Firenze, Italia
ALGUSTO
– Saber y Sabor
11 Dez 09 - 14 Dez 09
Bilbao, Espanha
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Slow Food e Terra
Madre
em números
Associados: 100.000
Convivia: 1.000
Países: 150
Fortalezas: 306
Produtos da Arca do Gosto: 813
Mercados da Terra: 9
Hortas Escolares: 300
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12 gestos propostos pelo Slow Food França
para comer slow
1. Aproveitem!
Arranjem tempo para saborear e escutar as vossas
sensações: esta é a melhor
forma de comer bem!
2. Levem as estações para
a mesa!
Em cada estação do ano reencontrem
o prazer de sabores que não provam há
um ano.
3. Pensem global, comam local!
Seleccionem os produtos dos agricultores e criadores
próximos das vossas casas: assim reforçarão
a economia local e contribuirão para fortalecer
os laços entre os habitantes do vosso território.
4. Comam qualquer coisa cultivada por
vocês…
…e cultivem alguma coisa que comam.
Esta é a melhor forma de entrar em contacto
com a natureza.
5. Conheçam pessoalmente agricultores,
criadores, artesãos e comerciantes especializados.
Comprem produtos de fileira curta (mercados de
produtores, grupos de compras) ou nas próprias
lojas dos artesãos (padarias, charcutarias,
queijarias) ou no comércio especializado
de qualidade.
6. Sejam curiosos!
Na loja, no restaurante, no café,
no supermercado, façam perguntas sobre
a qualidade dos produtos!
7. Sejam atentos ao escolher os produtos
de origem animal.
Quando comem carne, prefiram sempre
os animais que comem pasto (vitela, borrego) ou
criados em liberdade (suínos, aves)..
8. Façam uma alimentação
variada para defender a biodiversidade agrícola.
Provem variedades raras e insólitas de
batatas, cereais, frutas e legumes.
9. Comam produtos integrais e ao natural,
escolham produtos não transformados.
Os produtos já transformados,
prontos a comer, contêm muitos alimentos
modificados e gorduras de baixa qualidade nutritiva.
10. Cozinhem!
É a melhor forma de poupar e
de saber exactamente o que se come, é um
prazer quotidiano que concedeis a vos e a quem
vos é próximo.
11. Gastem melhor, gastem menos!
Comer melhor não significa forçosamente
gastar mais, não poupem na qualidade!
12. Tornem-se exploradores do gosto!
Eduquem as crianças e os vossos amigos
e conhecidos para o verdadeiro prazer de comer.
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