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Junho 2009
Imprima
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Nesta
edição: |
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Slow Food
em duas palavras
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Bom,
Limpo, Justo |
O enfoque Slow Food de produção agroalimentar
e gastronomia é baseado no conceito de qualidade
alimentar. Segundo o Slow Food, a qualidade alimentar
pode ser definida com base em três elementos fundamentais
e ligados entre si, sintetizados no lema bom, limpo e
justo:
o bom tem a ver com o gosto: é
bom aquilo que dá prazer aos sentidos;
o alimento limpo é produzido e
consumido respeitando o ecossistema, os animais, a biodiversidade
e a paisagem; um alimento sustentável, que tem
efeitos positivos sobre a nossa saúde;
o justo é um conceito ligado à
organização do trabalho e do mercado, que
devem garantir preços acessíveis ao consumidor
e condições de vida dignas para os produtores,
respeitando cultura e território.
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Da mesa à terra…
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Terra
Madre Tanzânia
O primeiro encontro
da rede nacional |
Tanzânia – Mais de 150 pessoas,
entre produtores, cozinheiros, acadêmicos, pesquisadores
e muitas outras envolvidas com agricultura orgânica
e comércio justo, provenientes da Tanzânia,
Quênia, Uganda, Madagascar e Somália, se
reuniram em Dar el Salaam, nos dias 29 e 30 de maio durante
o Terra Madre Tanzânia. Os delegados participaram
de seminários e conferências, compartilhando
suas experiências e discutindo soluções
a nível local para a sustentabilidade, a proteção
da biodiversidade e da soberania alimentar de cada região.
No segundo dia, foi realizada uma feira de produtores
em Slipway (bairro da capital situado na beira do mar)
onde os delegados puderam mostrar e vender seus produtos:
frutas, cogumelos, queijos, ervas e temperos orgânicos.
O Terra Madre Tanzânia mostrou um país rico
em biodiversidade, de ricas tradições gastronômicas
e extremamente ativo na questão da sustentabilidade,
com muitas idéias para o futuro. Um dos resultados
mais significativos foi o empenho de incrementar a atividade
da rede do Terra Madre a nível local, multiplicando
as ocasiões para compartilhar informações
e trabalhar em conjunto. Durante o encontro, 56 novos
sócios se inscreveram no Slow Food e nos meses
seguintes surgiram numerosos novos convivia em todo o
país.
O primeiro encontro regional das redes do Terra Madre
Tanzânia foi organizado pela ONG italiana CEFA,
pela Fundação Slow Food para a Biodiversidade
e como parte do projeto “Sustainable agriculture,
biodiversity protection and fairtrade, together against
poverty (ONG ED/2006/120-817)”, financiado pela
União Européia.
Para maiores informações sobre o
evento, clique aqui, no site
do Terra Madre.
Para ver uma galeria de imagens, acesse
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O
legado do Gujarat
Transmitir tradições
gastronômicas desta região norte-ocidental
da Índia através de filmes, transmissões
e publicações |
Índia – Jovens mulheres
da região do Gujarat estão iniciando um
projeto que documentará a cultura do alimento de
sua região através de filmes, transmissões
e publicações, recolhendo informações
das mulheres mais velhas – mães, avós,
sogras, tias, tias-avós – para garantir que
passem às novas gerações e às
futuras mães. O projeto fala dos alimentos e da
agricultura local através de três momentos-chave
das comunidades: os festas da colheita, como o Uttarayan
(festival das pipas) que acontece durante a colheita do
arroz, trigo e lentilha; as outras festas com suas respectivas
tradições gastronômicas, como o Diwali,
o “Festival das Luzes”, com duração
de cinco dias no mês de outubro; e os períodos
pré e pós-natal (gravidez, aleitamento,
etc.).
O projeto, fruto de uma colaboração entre
o Slow Food e a SEWA (Self Employed Women’s Association)
visa não apenas preservar a biodiversidade e a
cultura local através do registro de receitas e
alimentos, mas também valorizar o papel das mulheres.
A SEWA Video realizou um programa de formação
para que as mulheres aprendessem a usar ferramentas como
filme e vídeo, transmitindo, assim, competência,
idéias e perspectivas de trabalho para o futuro.
Para maiores informações, entre em contato
com:
Elena Aniere
e.aniere@slowfood.com
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10
hortas para 10 acampamentos de desabrigados
O Slow Food se
organiza na região do Abruzzo para ajudar
as vítimas do terremoto
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Itália
– O terremoto que devastou L’Aquila na noite
entre o dia cinco e seis de abril, viu desde os primeiros
momentos, o empenho do Slow Food e de sua rede de associados
no recolhimento de fundos destinados às áreas
atingidas. A Secretaria Nacional do Slow Food aceitou
a proposta de investir os fundos angariados na construção
de um mercado coberto em L’Aquila, devido a destruição
do mercado existente, e na criação de
uma aliança para a gestão do mercado segundo
o modelo dos Mercados da Terra com o envolvimento direto
dos produtores.
Além disso, foi iniciado
um projeto de criação de 10 hortas em
igual número de acampamentos. A finalidade desta
iniciativa é envolver idosos, jovens e crianças
dos acampamentos em uma atividade útil e gratificante,
tutelar a biodiversidade agrícola local, educar
para a sustentabilidade na agricultura e, não
menos importante, poder dispor de produtos frescos e
saudáveis “quilômetro zero”.
As hortas - já foi iniciada a preparação
do solo e a semeadura – são um símbolo
de renascimento e um instrumento para fortalecer as
ligações entre as pessoas. Os organizadores
da rede Slow Food de Hortas do Convivium e os técnicos
do Parco Gran Sasso e Monti della Laga recrutarão
para o trabalho aqueles que estiverem dispostos a cuidar
da horta dentro dos acampamentos. .
Para contribuir com o projeto, clique
aqui
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Uma
cervejaria especial
Como passar
de detento a mestre cervejeiro |
Itália - Quando as portas da prisão
se fecham, o tempo muda de dimensão, se torna uma
condenação. Às vezes, porém,
há uma possibilidade de redenção,
projetos que se traduzem em realidade e parecem colorir
de esperança a escuridão cinzenta dos muros
de concreto armado. No presídio de Saluzzo, no
Piemonte, foi inaugurada uma cervejaria artesanal. Um
pequeno laboratório muito especial, onde o objetivo
é a alta qualidade. Para realizá-lo, com
a colaboração indispensável da direção
carcerária, a cooperativa Pausa Cafè, graças
à competência adquirida pela experiência
de sucesso da torrefação de café
e cacau que há alguns anos funciona no presídio
de Vallette, em Turim.
Aprender uma profissão especial como mestre cervejeiro,
pode dar grande satisfação na prisão
e abrir horizontes de trabalho menos precários
quando em liberdade. Na micro-cervejaria trabalham quatro
detentos com pena inferior a dois anos. Pausa Cafè
vai ainda além, envolve toda a cadeia produtiva.
Porque as matérias primas – tapioca, amaranto,
quinoa, arroz basmati – vêm de projetos da
Fundação Slow Food para a Biodiversidade
no Sul do Mundo; cujos produtores recebem um preço
justo porque realizam a pesquisa de mais qualidade unida
à atenção à sustentabilidade
ambiental. Assim, o impacto benéfico do projeto
é redobrado e envolve até quem prova a cerveja,
tirando prazer.
Paola Nano
Responsável Imprensa do Slow Food
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Festival
da fruta e do suco
Um projeto de
educação voltado para crianças
em Uganda |
Uganda – Em abril de 2009, 164
crianças e 17 professores provenientes de 10 jardins
de infância e escolas primárias e de 5 escolas
de ensino médio do distrito de Mukono, em Uganda,
participaram de um “Festival da fruta e do suco”,
organizada pelo Slow Food Mukono e pelo projeto DISC.
Ao longo do dia, as crianças puderam conhecer os
numerosos frutos silvestres da região através
de uma série de provas e da preparação
de sucos frescos; também foram realizados seminários
sobre nutrição e sobre projetos de agricultura
sustentável. Participaram também representantes
do National Agricultural Advisory Services, da Uganda
Action for Nutrition e das prefeituras locais. Para alguns
estudantes, esta foi a oportunidade de provar pela primeira
vez na vida as frutas silvestres que os seus avós
costumavam colher.
O projeto DISC – Developing Innovations in School
Cultivation – foi inicado em 2006 por Mukiibi Edward,
líder do Slow Food Mukono, com o objetivo de criar
hortas nas escolas para produzir alimento bom, limpo e
justo para as crianças de Uganda, com o objetivo
mais amplo de melhorar a nutrição e mudar
a atitude dos estudantes em relação à
agricultura. “O envolvimento deles na produção
do alimento não influencia somente a sensibilidade
gustativa e os hábitos alimentares, mas pode também
levar a mudanças sociais. Construindo uma atitude
positiva em relação à agricultura,
podemos obter das crianças uma ajuda para reverter
a atual situação de carência alimentar”,
declarou Mukiibi.
Para maiores informações sobre o
projeto clique
aqui.
To view a gallery of images, click
here.
Edward Mukiibi
Project coordinator & Slow Food Mukano convivium
leader
ediemukiibi@gmail.com
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Um
curso sobre sustentabilidade
Em setembro,
a Università degli Studi di Scienze Gastronomiche
de Pollenzo inaugura a Scuola di Alti Studi su Politiche
Alimentari e Sostenibilità |
Itália - De sexta-feira, dia 11,
a domingo, 13 de setembro de 2009, três dias de
estudo sobre “Políticas Alimentares e Sustentabilidade”
na Università degli Studi di Scienze Gastronomiche
di Pollenzo abrirão o primeiro ano da Scuola di
Alti Studi su Politiche Alimentari e Sostenibilità,
uma escola de verão que terá a colaboração
de todos as universidades do Piemonte e da Secretaria
da Universidade e da Pesquisa da Região Piemonte.
O curso será ministrado por alguns entre os maiores
especialistas da área, como Eric Holt-Gimenez,
Luca Mercalli, Loretta Napoleoni, Clara Nicholls, Raj
Patel, Ezio Pelizzetti, Carlo Petrini, Vandana Shiva,
Nancy Turner, Richard Wilk, e será articulado em
oito áreas disciplinares: economia, direito, meio
ambiente, sistemas sociais, sistemas de produção,
conhecimentos tradicionais, evolução e co-evolução
e práticas políticas. Dirigido pelo professor
Andrea Pieroni, etnobotânico, o curso é baseado
na exigência de superar as limitações
impostas pelas políticas agrícolas para
encontrar respostas concretas à complexidade das
políticas alimentares. A abordagem interdisciplinar
é dirigida a quem trabalha tanto no setor privado
quanto no público.
O programa detalhado do encontro de setembro,
assim como as indicações e modalidades de
inscrição, estão
disponíveis em.
Para maiores informações, escreva para
convegni@unisg.it
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>
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O
Futuro das Sementes
O Tratado Internacional
sobre Recursos Genéticos Vegetais para
Alimentação e Agricultura da FAO
em debate |
Tunísia
– O Slow Food foi convidado a abrir, de 1° a
5 de junho, na Tunísia, a Terceira Sessão
do Órgão Gestor do Tratado Internacional
sobre Recursos Genéticos Vegetais para Alimentação
e Agricultura da FAO, a reunião de países
que ratificaram o tratado (121 países), da qual
participaram também representantes da sociedade
civil.
A sessão foi aberta com três intervenções
de representantes de governos e de três de organizações
selecionadas, entre as quais, o Slow Food, seguida de
dias de difíceis negociações . O
ponto crucial do tratado, hoje, é o seu financiamento.
A situação de impasse sobre este aspecto,
foi superada por uma tomada de posição européia
que forçou a posição inicial da França,
Alemanha e Suíça e das organizações
de agricultores e da sociedade civil, que concentraram
a atenção no papel e nos direitos dos agricultores.
No final, foi fixado o objetivo de 116 milhões
de dólares de julho de 2009 a dezembro de 2014,
que foi aceito por todos os países. A partir de
agora é preciso cuidar que todos os países
mantenham o acordo assinado. Na realidade, cada país
signatário deve aprovar uma legislação
sobre sementes e sobre os direitos dos agricultores, mas
pouquíssimos o fizeram até agora. Além
disso, os governos devem financiar atividades de tutela
da biodiversidade in situ e, portanto, devemos cobrar
que o apoio aos projetos não fique apenas no papel.
Para ler o texto da intervenção
do Slow Food, clique
aqui.
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Por
uma cadeia curta
A rede brasileira
multiplica as iniciativas |
Brasil - No final de maio, o Convivium
Piracicaba, no estado de São Paulo, organizou a
semana Slow Food para comemorar os seus dois anos de vida.
O programa previa uma série de eventos para promover
a cadeia curta e a valorização dos produtos
regionais. Os cozinheiros da rede prepararam um espaço
no mercado da cidade para executar suas receitas utilizando,
de forma inovadora, produtos orgânicos locais. Paralelamente,
foram realizadas outras atividades interessantes entre
as quais, um ciclo de conferências sobre cadeias
curtas, Oficinas de Educação do Gosto para
a descoberta de produtos locais e frutas da Mata Atlântica
e a exibição do filme “O mundo segundo
a Monsanto" de Marie-Monique Robin. Espetáculos
de dança, mostras fotográficas e leitura
de textos de artistas locais e franceses, por ocasião
do ano cultural da França no Brasil, fecharam o
programa do evento.
No fim de semana seguinte, em Antônio Prado, no
Rio Grande do Sul, foi realizado o primeiro seminário
sobre Mercados da Terra, o projeto de rede internacional
de mercados de produtores e de agricultores bons, limpos
e justos, organizado pela Fundação Slow
Food para a Biodiversidade. Participaram deste encontro
todos os fiduciari brasileiros e os consultores do Ministério
do Desenvolvimento Agrario (MDA).
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Vozes
do Terra Madre
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Eu
e o Slow Food
Madieng Seck,
jornalista, diretor da revista de agricultura
Du Mensuel Agri e Convivium líder do Slow
Food no Senegal nos conta sua história... |
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Senegal
- Quando, há sete anos,
descobri o Slow Food, eu já estava
muito envolvido no trabalho de informação
sobre agricultura e cultura rural no Senegal.
Da minha origem camponesa, eu mantive
a paixão pelos caminhos nos campos
e ao longo destes caminhos adorava acompanhar
os agricultores para escrever depois o
que contavam de sua atividade. Alguns
de meus colegas me chamavam de “o
jornalista da savana”devido a um
artigo escrito em 1997 sobre a nobreza
do trabalho do agricultor, trabalho hoje
negligenciado por muitos irmãos
africanos ocupados em bajular ministros
e chefes de estado e a discursar sobre
o desenvolvimento da África entre
os ornamentos dourados dos grandes palácios.
Trabalhando sem trégua com os pequenos
produtores, descobri um mundo diferente:
aquele do saber prático do agricultor,
pertinente e perspicaz. Um saber que eu
sempre quis valorizar, divulgar, ou mesmo
simplificar se fosse o caso, para apresentá-lo
a outros agricultores que, por sua vez,
conservam o conhecimento de técnicas
produtivas extraordinárias: como
livrar-se deste ou daquele predador, como
deixar a terra mais rica, como curar os
animais ou a si mesmo. Em poucas palavras,
como viver e sobreviver dentro de um universo
cada vez mais vinculado às biotecnologias,
à indústria agroalimentar
e a um produtivismo destrutivo...... |
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Madieng
Seck
syfia@orange.sn
Clique
aqui
para
ler o resto da história de Madieng
no site do Terra Madre...
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Tradições
alimentares
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Um
vinhedo, mais variedades
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Áustria –
Cultivos íngremes e, ao fundo, a cidade de Viena
e seu rio, o Danúbio. No meio dos vinhedos, pequenos
restaurantes com mesas de madeira onde se come carne
de porco, chucrute, knödel, se bebe vinho branco
gelado e se observa a cidade do alto. Um lugar único
no mundo. Setecentos hectares de vinhedos que circundam
a cidade e trezentas vinícolas: tudo isto no
Município de Viena. E neste lugar, uma tradição
também única: o Gemischter Satz, a vinha
mista. Uma técnica antiga que ainda caracteriza
pelo menos 50, 70 hectares: na prática, diversas
variedades (até vinte) num mesmo vinhedo. Nada
tem em comum com o método cuvée ou com
a uvagem: aqui a mistura é no próprio
vinhedo. Todas as uvas são brancas, mas tem funções
diversas: há uvas de base (como Pinot branco
e Grüner Veltiner), uvas que dão acidez
(como o Riesling renano) e uvas que dão aromaticidade
(como Muskateller e Traminer).
Até os anos 90, o vinho produzido era considerado
de pouco valor, um vinho leve para ser servido jovem.
Cada grupo de 20 produtores demonstrou que os Gemischter
Satz podem ser vinhos de grande personalidade. Quem
abriu o caminho foi Fritz Wieninger que administra seus
vinhedos “mistos”com a maestria de um diretor
de orquestra. Wieninger nos explica que é importante
misturar variedades tardias e precoces, entender qual
é o momento certo de colheita, dosar aromas exóticos
com frescor e acidez. Um equilíbrio complexo,
um jogo de mágica que requer a experiência
de uma grande vinicultor.
Para proteger e tornar conhecida esta tradição,
em 2007 nasceu uma Fortaleza: em dezembro, será
um dos protagonistas da manifestação florentina,
Vignerons.
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Para
alimentar a sua biblioteca
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Gente
do Terra Madre
Um olhar
sobre os quatro dias do Terra Madre 2008
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Realizado por Stefano Scarafia
e Paolo Casalis para o Slow Food, o vídeo Gente
do Terra Madre nos oferece um olhar sobre quatro dias
de paixão e cores do Terra Madre 2008, durante
os quais milhares de agricultores, produtores, chefs,
pesquisadores, jovens e músicos se reuniram em
Turim para promover a agricultura e a produção
alimentar sustentável. O vídeo dá
voz a um pesquisador indiano, a pescadores holandeses,
a um pecuarista escocês, a um chef brasileiro,
a uma agricultor maltês, a um escritor americano
e a muitos outros, que falam com paixão de seu
trabalho, da rede do Terra Madre e do futuro dos nossos
alimentos.
Para ver a primeira parte,
clique aqui.
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Volta
à terra
Um olhar
sobre os quatro dias do Terra Madre 2008
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No seu último livro Soil Not Oil - Environmental
Justice in an Age of Climate Crisis, a vicepresidente
do Slow Food Vandana Shiva faz a relação
entre os três problemas mais urgentes para a humanidade
– a fome no mundo, o esgotamento do petróleo
e a emergência climática – e explica
como qualquer tentativa de resolver um sem considerar
os outros está fadado ao fracasso. Shiva condena
os biocombustíveis e a agricultura industrial,
receita segura para um desastre ambiental e econômico,
contrapondo a eles os pequenos produtores independentes
cuja causa apoia. Livro forte e visionário, Soil
Not Oil invoca uma volta aos princípios saudáveis
da agricultura rural, e almeja um mundo baseado na auto-gestão,
nas comunidades e na justiça ambiental.
Vandana Shiva, Soil Not Oil - Environmental
Justice in an Age of Climate Crisis, South
End Press, Cambridge, Mass. 2008. (wwwsouthendpress.org)
Clique
aqui para ler um trecho do livro em inglês.
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O
mundo segundo a Monsanto
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Recomendamos também uma
bela entrevista publicada na seção Sloweek
do nosso site, de Monique Robin, jornalista francesa
autora do livro e filme O
mundo segundoa Monsanto.
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Novas
pesquisas
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O
alimento ogm representa graves riscos para a saúde
A American
Academy of Environmental Medicine se pronuncia
pela primeira vez |
A American Academy of Environmental Medicine (AAEM)
publicou um documento no qual afirma que «os alimentos
ogm representam sérios riscos para a saúde»
e é aconselhável evitar o seu consumo.
Os organismos geneticamente modificados entraram no
mercado há apenas treze anos e há estudos
acurados sobre seus efeitos nos seres humanos a longo
prazo. Os experimentos com animais mostraram resultados
preocupantes como alergias, disfunções
imunológicas, problemas de fertilidade, mortalidade
infantil, problemas de insulina e alterações
comportamentais.
Com base nestas informações, a AAEM pede
uma moratória sobre o alimento produzido com
ogm e convida os médicos a desaconselhar seus
pacientes a utilizarem alimentos derivados de organismos
geneticamente modificados.
Além disso, a academia quer promover uma campanha
para uma rotulagem clara. Os ogm mais cultivados são
soja, milho, colza, algodão e cana-de-açúcar,
mas muitos outros vegetais geneticamente modificados
começam a aparecer no mercado, como papaia, tomate,
batata, abobrinha...
Para
ler o documento da AAEM clique aqui.
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Fast
Food, Notas Baixas
Um estudo mostra
pela primeira vez uma ligação entre
consumo de fast food e rendimento escolar |
Uma nova pesquisa sobre o consumo de fast food e rendimento
escolar, envolvendo 5.500 estudantes entre 10 e 11 anos,
revelou que um elevado consumo de fast food pode ter
um impacto significativo nos estudantes. O estudo, desenvolvido
pela Vanderbilt University do Tennessee, é o
primeiro deste tipo que demonstra de maneira inequívoca
uma ligação entre alimento com alto teor
de gordura e açúcar e baixo rendimento
escolar. As notas dos que ingeriam quantidades elevadas
deste tipo de comida resultaram significativamente inferiores
às dos colegas em uma série de testes
escolares. Dois por cento dos estudantes analisados
(isto é, mais de 110 deles) declarou consumir
este tipo de comida quatro ou mais vezes ao dia.
Para saber mais, clique
aqui
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indice >
Campanhas
Slow
Fish
Pescado
sin Precio
Os chefs da Terra
Madre do norte da Espanha apresentam ao
mercado as suas receitas para o peixe sustentável
Espanha – Slow
Food Garraf e os chefs do Terra Madre da
Catalúnia, norte da Espanha, este
ano deram vida a dois “Slow Cook Jam
Session” sobre o tema do uso do pescado
sin precio (o peixe subestimado). No animado
cenário do mercado Boqueria de Barcelona,
os chefs apresentaram suas receitas a base
de espécies ictiológicas pouco
conhecidas, sustentáveis, alternativas
àquelas estão desaparecendo
devido à pesca excessiva, como atum,
peixe espada e merluza. As receitas serão
publicadas online no âmbito da Slow
Fish Challenge, uma campanha internacional
a favor da pesca sustentável. Farão
também parte de um livro sobre este
assunto, de autoria do chef Pep Noguè,
com publicação para 2010.
O
peixe justo
O convivium de Madri
adere ao Slow Fish Challenge
Espanha - O convivium
Carpe Diem de Madrid, que ostenta o segundo
mercado de peixe do mundo (depois do de
Tóquio), recentemente organizou um
jantar com produtos de pesca frescos. Os
protagonistas eram pescadores do mar de
Lira, que pescam artesanalmente em uma reserva
de pesca na Costa da Morte, na Galícia.
Sargo, polvo, mexilhões, caranguejo
aranha (produto da Arca do Gosto), tamboril,
trilha, besugo, pescada, garoupa, linguado
e pregado: é esta a pesca de quinta-feira,
que chega na cidade no dia seguinte para
ser preparado no sábado, graças
à improvisação do chef
Miguel López Castanier, e somente
depois de uma seleção de produtos
mais "sustentáveis" e de
bom preço. O cardápio, rico
e variado, incluía batatas, ovas
de sargo, mariscos, fígado de tamboril,
e peixe seco de Formentera, outro produto
da Arca do Gosto. O cardápio foi
concluído com a tradicional “caldeirada”,
prato a base de batatas cozidas a bordo
com o peixe do dia, que pode ter vários
nomes, dependendo da região, sendo
consumida em quase todos os barcos dos pescadores
espanhóis.
Não se esqueça mandar
informações de seus eventos
e suas receitas para o Slow Fish Challenge,
escrevendo para: communication@slowfood.it
Para saber mais sobre Slow Fish
Challenge, clique
aqui. |
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Terra Madre Day
Caros amigos,
Nos dias 13 e 14 de junho, quarenta conselheiros
do Slow Food Internacional, provenientes de vinte
estados diferentes, se encontraram na Toscana,
na empresa agrícola Alberese (no Parque
da Maremma) para discutir as futuras estratégias
da associação, principalmente no
que se refere aos jovens (e seu maior envolvimento)
e à relação entre Slow Food
e Terra Madre.
Terra Madre permitiu-nos ir além da dimensão
organolética e culinária e conceber
o alimento na sua dimensão política,
cultural; de socialização, de sentido
da vida; em certos aspectos até mesmo de
resposta às inquietudes e angústias
da vida cotidiana.
Assim, o Conselho Internacional decidiu organizar
o Terra Madre Day no mundo todo. A primeira edição
será no dia 10 de dezembro de 2009 –
vigésimo aniversário do nascimento
do Slow Food Internacional – e será
uma forma eficaz de comemorar a conexão
do Slow Food com a terra. A forma como será
realizado não é relevante: poderá
ser organizada alguma coisa em casa, poderão
ser promovidos eventos nas escolas, nas praças,
no campo.
O dado mais importante será a centralidade
do “comer local” e a afirmação
de alguns pontos-chave:
• o alimento é direito de todos
• cada povo deve poder decidir o que cultivar
e o que comer (soberania alimentar)
• a agricultura de pequena escala, das comunidades
locais, é o futuro
• a biodiversidade agrícola, alimentar
e cultural deve ser preservada
• deve existir uma forte correlação
entre agricultura e ambiente (a agricultura não
ser mais considerada um compartimento econômico,
produtor de matéria prima, submetido à
lei da oferta e da procura)
• o comércio deve ser justo, solidário
e sustentável, ou seja, de proximidade
No discurso da cerimônia de abertura do
Terra Madre 2008, Sam Levin, um jovem norte-americano,
afirmou: “A nossa geração
será aquela que se reconciliará
com a natureza”.
Uma idéia de cunho global expressa por
um jovem de apenas quinze anos, que se aproximou
destes temas não através de estudos
de sociologia, mas graças a uma atividade
muito simples: o cultivo de uma horta com os colegas
de escola.
Estes são
desafios de hoje! É isto que o Terra Madre
Day trará para a mesa e a vida de cada
um.
Carlo Petrini
Presidente da Slow Food
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| Venha
fazer parte de uma |
grande
comunidade internacional que defende a agricultura,
a pesca e a criação sustentável.
Celebre o prazer que os melhores alimentos do
mundo proporcionam em toda a sua variedade.
servicecentre
@slowfood.com
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Vídeo:
Gente do Terra Madre
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Foto:
alunos da Università di Scienze Gastronomiche
durante um curso em Taiwan |
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Calendário
Eat-In-
Alunos UNISGi
4 Julho
Turim, Itália
Terra Madre Argentina
13 Ago- 16 Ago 2009
Buenos Aires, Argentina
Cheese
18 Set 09 - 21 Set 09
Bra, Itália
Slow Food Nippon
23 Out 09 - 25 Out 09
Yokohmama, Japão
Terra
Madre Áustria
28 Out 09 - 29 Out 09
Viena, Áustria
Slow
Fisch
6 Nov 09 - 8 Nov 09
Brema, Alemanha
EURO
GUSTO & Terra Madre dos Jovens Europeus
27 Nov 09 - 30 Nov 09
Tours, França
Vignerons d'Europe
5 Dez 09 - 8 Dez 09
Firenze, Italia
ALGUSTO
– Saber y Sabor
11 Dez 09 - 14 Dez 09
Bilbao, Espanha
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A sétima
edição do evento que reúne
produtores artesanais e amantes do queijo do mundo
todo.
O evento bienal Cheese,
organizado pela Slow Food e pela cidade de Bra
volta este ano com sua sétima edição,
que se realizará de 18 a 21 de setembro
na cidade de Bra, no Piemonte. O evento, ponto
de referência internacional para os artesãos
do setor e para os fãs do queijo do mundo
inteiro, apresenta e explora uma extraordinária
variedade de queijos através de seminários,
debates, degustações, atividades
didáticas e mercados.
Em doze anos de história, Cheese mudou
a percepção dos consumidores do
mundo do queijo, botando em evidência a
grande variedade da produção artesanal
e a sua fragilidade diante da produção
industrial. Desde a primeira edição
(em 1997) Cheese promoveu o leite cru, enfatizando
a sua importância na relação
entre um produto, sua qualidade organolética
e a região.
Este ano, Cheese se concentrará em particular
na questão dos fermentos adicionados durante
o preparo dos queijos. Como hoje o leite é
submetido a rígidas normas de segurança
alimentar, é com freqüência
pobre em flora bacteriana autóctone e,
portanto, são adicionadas enzimas padrão
produzidas em laboratório. Este procedimento
constitui uma das mais difundidas e menos conhecidas
causas da padronização dos gostos
e provoca um progressivo achatamento das características
organolépticas.
O programa da Cheese 2009 está disponível
online
em inglês, italiano, alemão e francês.
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Slow Food e Terra
Madre
em números
Associados: 100.000
Convivia: 1.000
Países: 150
Fortalezas: 306
Produtos da Arca do Gosto: 813
Mercados da Terra: 9
Hortas Escolares: 300
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12 gestos propostos pelo Slow Food França
para comer slow
1. Aproveitem!
Arranjem tempo para saborear e escutar as vossas
sensações: esta é a melhor
forma de comer bem!
2. Levem as estações para
a mesa!
Em cada estação do ano reencontrem
o prazer de sabores que não provam há
um ano.
3. Pensem global, comam local!
Seleccionem os produtos dos agricultores e criadores
próximos das vossas casas: assim reforçarão
a economia local e contribuirão para fortalecer
os laços entre os habitantes do vosso território.
4. Comam qualquer coisa cultivada por
vocês…
…e cultivem alguma coisa que comam.
Esta é a melhor forma de entrar em contacto
com a natureza.
5. Conheçam pessoalmente agricultores,
criadores, artesãos e comerciantes especializados.
Comprem produtos de fileira curta (mercados de
produtores, grupos de compras) ou nas próprias
lojas dos artesãos (padarias, charcutarias,
queijarias) ou no comércio especializado
de qualidade.
6. Sejam curiosos!
Na loja, no restaurante, no café,
no supermercado, façam perguntas sobre
a qualidade dos produtos!
7. Sejam atentos ao escolher os produtos
de origem animal.
Quando comem carne, prefiram sempre
os animais que comem pasto (vitela, borrego) ou
criados em liberdade (suínos, aves)..
8. Façam uma alimentação
variada para defender a biodiversidade agrícola.
Provem variedades raras e insólitas de
batatas, cereais, frutas e legumes.
9. Comam produtos integrais e ao natural,
escolham produtos não transformados.
Os produtos já transformados,
prontos a comer, contêm muitos alimentos
modificados e gorduras de baixa qualidade nutritiva.
10. Cozinhem!
É a melhor forma de poupar e
de saber exactamente o que se come, é um
prazer quotidiano que concedeis a vos e a quem
vos é próximo.
11. Gastem melhor, gastem menos!
Comer melhor não significa forçosamente
gastar mais, não poupem na qualidade!
12. Tornem-se exploradores do gosto!
Eduquem as crianças e os vossos amigos
e conhecidos para o verdadeiro prazer de comer.
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O que é a Slow Food
e
Terra Madre para mim?...
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Tive
o privilégio de participar da edição
deste ano do Terra Madre e tive a sensação
de que o Terra Madre iniciou a idéia da defesa
da terra, do desenvolvimento sustentável
do gênero humano, à qual a grande maioria
dos pequenos produtores está estreitamente
ligada; tudo isto é de extrema importância.
O meu país é uma das grandes potências
que promovem o cultivo "verde", a produção
de cereais, o cultivo de frutas, a criação
de gado bovino, de cavalos, porcos e outros animais.
Farei todo o esforço necessário para
que estes conceitos se tornem patrimônio comum
de todos os meus colegas e também de meus
superiores. Para que mais produtores como eu se
empenhem na idéia da Terra Madre.
Obrigada!
Yin Jian
China |
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