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Julho & Agosto de 2009
Imprima
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Nesta
edição: |
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Slow Food
em duas palavras
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Convivia |
Os convivia são as sedes locais
do Slow Food. São grupos de associados que trabalham
para difundir a filosofia Slow Food e para traduzi-la
para a realidade. De acordo com as próprias inclinações
e a sua imaginação, cada convivium organiza
uma série de eventos que vão dos simples
jantares e degustações, onde os nossos
associados se reúnem para partilhar a alegria
quotidiana da comida, às visitas a produtores
e a explorações locais, a conferências
e debates, aos festivais cinematográficos, aos
cursos de educação do gosto para crianças
e adultos, à promoção dos Mercados
da Terra e das CSA (Community Supported Agriculture),
e a muitos outros eventos e projectos destinados a dar
a conhecer os produtos e produtores locais. Os convivium
criam redes entre todos aqueles que estão interessados
numa gastronomia baseada na idéia que comer é
um acto agrícola tanto quanto produzir é
um acto gastronómico.
Constituem a espinha dorsal do Slow Food e existem apenas
graças ao incasável trabalho dos nossos
associados, que lhe dedicam voluntariamente o seu tempo
e energia.
Actualmente contamos com mais de 100.000 associados,
em mais de 1.000 convivia distribuídos
por 150 países.
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Projeto do mês
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Mangeons
Local
Apoia um projecto
para reconstruir a cultura alimentar local no Senegal |
Senegal – O projecto Mangeons Local
nasceu em 2008 graças a uma colaboração
entre o convivium Lék Magnef Sénégal
e os chefes da rede Terra Madre. Juntos redigiram um programa
centrado na agricultura local e nas tradições
alimentares e começaram por distribui-lo em duas
escolas. No Senegal, a redução do consumo
de produtos locais levou ao enfraquecimento da economia
local, assim como a um aumento do nível de pobreza
e de problemas de saúde, e a uma perda de saberes
e de biodiversidade. Tudo isto deve-se em grande parte
ao rápido aumento das importações
alimentares e à crescente presença de fast
food em cidades como Dakar.
O programa dirige-se a alunos entre os 10 e os 12 anos,
e tem o objectivo de dar a conhecer as variedades botânicas
locais, as tradições culinárias senegalesas
e as comunidades do alimento da região. As aulas
em sala alternam-se com os exercícios práticos
na cozinha, nas próprias escolas ou num restaurante
de Dakar especializado em gastronomia tradicional senegalesa.
O objectivo para 2010 é ampliar o raio de acção
do projecto introduzindo-o numa terceira escola, num dos
subúrbios mais pobres de Dakar. Além disso,
para dar oportunidade aos alunos de ter uma experiência
directa dos métodos tradicionais de cultivo e transformação
dos produtos, serão introduzidas no programa hortas
escolares e visitas a produtores locais. Nas escolas organizar-se-ão
também festas abertas à comunidade, para
dar a conhecer as vantagens do consumo de produtos locais
também às famílias e a um público
mais alargado.
Visite a seção “Adote
um Projeto” do site do Slow Food para saber
mais sobre “Mangeons Local” e outros projetos
Slow Food.
Para fazer uma doação para apoiar o prosseguimento
deste projeto, clique
aqui. < Voltar
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Da terra à mesa …
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Terra
Madre Argentina
A rede argentina
encontra-se para definir uma estratégia nacional
comum |
Argentina – De 13 a 16 de Agosto,
Buenos Aires será o cenário da primeira
edição do Terra Madre Argentina. O evento,
organizado em colaboração com o evento Caminos
y Sabores do Grupo Clarín, será o espaço
de encontro para cerca de 100 delegados da rede nacional
Terra Madre: agricultores, pescadores, produtores de produtos
bons, limpos e justos, cozinheiros, estudantes, professores
universitários e, naturalmente, co-produtores.
Os delegados chegarão a Buenos Aires dos vários
pontos do país (de Tilcara a Ushuaia, de Misiones
a Mendoza) e do Uruguai, representando o seu território,
e participarão em vários seminários
para discutir temáticas de interesse comum e encontrar
soluções para os problemas quotidianos inerentes
à produção e ao consumo alimentar.
Terra Madre Argentina permitirá aos membros da
Slow Food na Argentina adoptar uma estratégia de
acção comum e de começar um projecto
concreto para uma produção alimentar sustentável.
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Universidade
de Verão na França
O Slow Food França
junta os associados para uma reflexão sobre
a restauração colectiva |
França – A quarta Université
d'été da Slow Food França decorreu
nos passados dia 4 e 5 de Julho em Tours. Aberta a todos
os associados e aos simpatizantes da associação,
foi inteiramente dedicada ao tema da elevada qualidade
alimentar na restauração colectiva.
Um modelo de cantina sustentável, que proponha
comida saudável e saborosa, numa atmosfera convivial,
é possível? Como agir concretamente, lado
a lado com os profissionais, para que os pratos inspirados
nas tradições culinárias locais sejam
propostos aos vários utentes da restauração
colectiva? É possível propor, a um preço
acessível para todos, produtos de grande qualidade,
ou seja alimentos saudáveis, locais e da época?
O objectivo dos dois dias foi dar respostas concretas
a estas perguntas (particularmente sentidas pelos actores
da cadeia que vai do aprovisionamento dos produtos ao
serviço das refeições).
Entre os especialistas intervieram Philippe Corbeau (sociólogo
de alimentação da Universidade de Tours)
e Fabio Sarmento da Silva (rede AlimenTerra). A preparação
das refeições esteve a cargo do chef André
Parra e Dominique Valadier, que se encarregaram de fornecer
refeições apetitosas, equilibradas e económicas,
ao perfeito estilo "cantina".
Para que o direito e a liberdade de aceder a uma alimentação
boa, limpa e justa sejam reconhecidos e efectivos para
todos: crianças, adultos, idosos, deficientes,
doentes e reclusos.
Para mais
informações, clique
aqui.
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Viagens
às origens do gosto
O Slow Food Internacional
lança o kit para a educação
do gosto
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O novo kit para a educação
sensorial da Slow Food, Às origens do gosto (apresentado
como projecto piloto no Terra Madre 2008), está
finalmente disponível. No vídeo de apresentação
os participantes familiarizam-se com os conceitos fundamentais
do gosto. Depois, o kit oferece uma série de jogos
interactivos articulados em seis secções:
gosto, vista, cheiro, tacto, audição e multisensorial.
Finalmente, propõe uma aula gravada que guia os
participantes através de uma degustação
de maçã e chocolate, para que possam exercitar
as suas capacidades multisensoriais.
De Uganda a Toronto, o kit pode ser usado pelos convivia
e pelas comunidades do alimento de todo o mundo nos eventos
públicos, na escola e pelos próprios produtores
para afinar a sua sensibilidade. Em Abril cerca de 200
crianças canadenses aventuraram-se neste mundo
sensorial, na apresentação do kit organizada
pelo Slow Food Toronto e pelo Slow Food Prince Edward
County, integrado no festival de xarope de ácer.
Na Áustria, o convivium de Linz apresentou o kit
no âmbito do festival citadino mais importante,
que tem lugar a 30 de Maio e 1 de Junho: mais de 200 entre
adultos e crianças completaram o percurso didáctico.
Em Junho o Slow Food UK e o convivium de Oxon, no âmbito
do Children’s Food Festival, organizaram um programa
didáctico com cinco “ilhas do gosto”
e relatos de agricultores e produtores locais. Em Uganda,
Slow Food Mukono começou a usar o programa com
as crianças envolvidas em 15 projectos de hortas
escolares geridas pelo convivium, e a primeira experiência,
com grupos de criança dos três aos seis anos,
correu muito bem: as crianças exploraram as suas
capacidades sensoriais com legumes e fruta que tinham
cultivado e colhido.
O percurso sensorial será em breve experimentado
no âmbito de projectos de educação
do gosto na Bielo-Rússia, Azerbaijão, Turquemenistão
e Ucrânia, e na América Latina.
O kit foi elaborado em sete línguas: o inglês,
italiano e russo estão já disponíveis;
o alemão, francês, espanhol e português
estarão prontos em breve.
Inclui um dvd contendo o vídeo; um guia dos exercícios
com receitas e gráficos; e o manual de educação
sensorial, Em que sentido.
Para mais informações ou para solicitar
o kit por favor contactar Slow
Food Education: education@slowfood.com
Para ver o vídeo “Às origens
do gosto” clique
aqui.
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Kai
sã, comunidades saudáveis
A conferência
sobre a sustentabilidade cultural e ambiental dos
produtos biológicos Maori na Nova Zelândia |
Nova Zelândia – Uma hui (reunião)
de três dias ocorreu no passado mês de Junho
em Ahipara, no norte da Nova Zelândia, para que
produtores, chefes, educadores e estudantes debatessem
o tema da produção biológica nas
comunidades Maori. O evento, no qual participaram representantes
da rede Terra Madre, apresentava um programa variado:
discussões sobre o sistema Maori de cultivo Hua
Parakore; festejos para os jovens agricultores que participaram
no Manawhenua Challenge; oportunidade para apreciar a
autêntica e tradicional kai (comida), e para aprender
receitas novas com as associadas Slow Food de longa data,
Alessandra Zecchini e Mariapia de Razza.
O que levou pessoas provenientes de todos os cantos do
país, de todas as idades e condições
a participar foi a “paixão pela kai (comida)
saudável”, como declarou Percy Tipene, delegado
do Terra Madre 2006, além de presidente da autoridade
Maori para o biológico Te Waka Kai Ora. “Os
sistemas alimentares indígenas são agora
reconhecidos a nível internacional pela sua sustentabilidade.
O padrão Maori Hua Parakore para o biológico
é a nossa resposta à crescente procura de
alimentos e remédios cultural e ecologicamente
responsáveis”.
O delegado do Terra Madre 2008 Rueben Taipari-Porter referiu
que a conferência reuniu pessoas estimulantes e
foi uma ocasião para criar redes, partilhar conhecimentos
e aprender técnicas novas. “Espero que os
muitos chefes e operadores do sector presentes transmitam
à nossa gente, e especialmente às nossas
crianças, aquilo que aprenderam sobre alimentação
saudável”.
Para mais informações:
Rueben Taipari-Porter
rporter@xtra.co.nz
www.huamaori.com
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Get
Up, Stand Up for Your Food
No Caribe
nascem novos convivium Slow Food… |
Da Jamaica a Cuba, o mês passado as comunidades
caribenhas festejaram o nascimento de vários convivia
Slow Food. Slow Food desembarcou na Jamaica com um festival
de manga na praia, para defender a biodiversidade, graças
ao trabalho das comunidades do alimento do Terra Madre
I-tal. Os membros do Slow Food Jamaica
estão programando uma série de eventos focados
no tema da educação alimentar e dos produtos
tradicionais, com o objectivo de difundir a consciência
do património de pratos e produtos típicos
e incutir nos jovens a paixão pela cultura alimentar
da sua terra.
O primeiro convivium de Cuba, nasceu este mês na
província de Havana, e decidiu trabalhar especialmente
com as gerações mais velhas, para conduzir
toda a comunidade para uma mudança. Slow
Food La Habana Germinal reunirá as receitas
tradicionais para transmitir o património culinário,
e está a dar início a uma troca de dois
sentidos na arte da conservação.
Em Porto Rico o segundo convivium do país, Slow
Food Boricua, foi inaugurado com um seminário
sobre apicultura sustentável nos trópicos
e sobre o problema do desaparecimento das colónias
de abelhas autóctones. Os objectivos do convivium
são promover a cultura biológica na ilha,
unir o interesse pela energia sustentável com o
da agricultura sustentável, criar cooperação
entre as várias associações de eco-agricultores,
e explorar a cultura alimentar e as oportunidades de melhorar
a comunicação entre os países da
América Latina.
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Vozes
do Terra Madre
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Duas
senhoras e um mercado
Israel - Shir
Halperin e Michal Ansky – chef e jornalista
de gastronomia – são as jovens mulheres
por detrás do Mercado da Terra de Tel Aviv.
Uniu-as a paixão pela história culinária
e começaram a trabalhar juntas para criar
o primeiro mercado de produtores de Israel, em
2007. Esta é a sua história... |
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“Começámos
a seguir o nosso sonho percorrendo as
zonas rurais nos arredores da cidade em
busca de pequenos agricultores e produtores
que continuassem a produzir produtos tradicionais
e de qualidade. Começámos
também a perguntar-nos como poderíamos
chegar a um público vasto, e decidimos
unir esforços com o Slow Food Tel
Aviv. Em Maio de 2008 estávamos
prontas para lançar o mercado de
produtores de Tel Aviv, que coincidiu
com a festa do havout, uma festividade
antiga ligada à colheita. Foi para
nós uma honra dar o passo seguinte
natural: juntar-nos, em Janeiro de 2009,
à rede de Mercados da Terra.
Para ser sincera, enquanto mulheres que
trabalham na indústria alimentar
tínhamos motivos muito pessoais
para nos dedicarmos a este projecto. Já
não suportávamos os legumes
desmaiados e sem gosto. Estávamos
fartas de aceitar uma produção
medíocre, sabendo que os produtos
israelitas de melhor qualidade eram exportados
para a Europa. Queríamos deixar
de sonhar com os mercados de produtores
que tínhamos visto na França,
Itália e nos Estados Unidos, e
criar uma alternativa para a nossa cidade.
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Clique
aqui para ler o resto da história
no site do Terra Madre...
No novo site Earthmarkets.net
encontram todas as informações,
em inglês, que dizem respeito aos
Mercados da Terra: a história, os
princípios sobre os quais assenta,
onde se encontram, etc.
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Tradições
alimentares
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Métodos
antigos de conservar fruta
Na Sicília,
melões pele de sapo e ameixas embrulhadas...
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Itália –
Quando a fruta não atravessava os oceanos de
avião todos os dias e eram as estações
a ditar a dieta quotidiana, os agricultores concebiam
formas engenhosas de conservá-la nos meses mais
frios. Algumas destas tradições sobreviveram.
No sul da Itália, por exemplo, existem dois métodos
de conservação muito antigos para os melões
e para as ameixas.
Na zona de Trapani cultiva-se o melão purceddu
de Alcamo, que pertence à família dos
ditos “melões pele de sapo”. Tem
uma forma oval, casca verde e rugosa e polpa branca
e sumarenta que se torna melhor e mais doce com o passar
do tempo, graças à concentração
de açucares. A técnica tradicional previa
apoiar os melões no chão de um local fresco
e ventilado, uns sobre os outros, e virá-los
regularmente. Os agricultores da Fortaleza melhoraram
a técnica: envolvem os melões em redes
e penduram-nos em estruturas de madeira, come se fossem
enchidos.
Se formos até Monreale, na serra à volta
de Palermo encontramos outra tradição
fascinante: as ameixas"embrulhadas", que em
tempos, no Outono, enchiam as bancas dos mercados de
Ballarò e de Vuccirìa. Actualmente, duas
famílias recomeçaram a produzir os frutos
(as doces ameixas brancas de Monreale) em embrulhos
compridos de papel de seda, um a um. Penduradas numa
zona fresca, as ameixas desidratam e mirram, conservando
o sabor e o aroma.
Fortaleza das ameixas brancas de Monreale
Marilù Monte
monte@susinebianche.com
Fortaleza do melão purceddu d’Alcamo
Nunzio Bastone
Nunzio.Bastone@donrizzo.bcc.its.
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Livros
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Cozinhar
com as palavras
Livros e
autores Slow Food premiados no Gourmand World
Cookbook Awards
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O Chocolate: Diário
de uma longa viagem, de Sara Marconi e
Francesco Mele, editado pela Editora Slow Food, este
ano foi premiado como melhor livro de cozinha para crianças
e famílias no Gourmand World Cookbook Awards
em Paris. No livro Marta, uma menina de nove anos, aprende
tudo sobre chocolate com o seu tio, que lhe mostra todo
o processo produtivo, da árvore à barra
de chocolate. O livro foi definido como “muito
importante e inovador” e o prémio foi atribuído
também em reconhecimento do “empenho do
Slow Food na transmissão do saber culinário
a pessoas de todas as idades”. Clique aqui para
saber mais sobre a Slow
Food Editore.
Man’oushé: Inside the Street
Corner Lebanese Bakery, de Barbara Abdeni
Masaad – sócia fundadora do Slow Food Beirute
e apoiante activa dos projectos da Fundação
Slow Food no Líbano – ganhou o prémio
especial do júri, em tributo à carreira
da autora e ao seu importante contributo para a cultura
gastronómica do Líbano. O livro relata
a viagem de Barbara pelo país à descoberta
dos snacks libaneses mais populares, o man’oushé,
anotando a grande variedade de receitas usadas para
preparar este produto de todos os dias e descrevendo
as pessoas que foi encontrando através de palavras
e imagens. Clique aqui para visitar o site da Barbara,
www.barbaramassaad.com.
O Blue Ribbon Cookbook da
associada do Slow Food Austrália Liz Harfull
ganhou o segundo prémio na categoria “melhor
livro de receitas fáceis”. No seu trabalho,
Liz concentrou-se particularmente nas comunidades rurais
e regionais, decidindo realizar um livro de receitas
sobre as centenas de cozinheiros amadores de talento
que todos os anos dedicam horas a fio à preparação
de pratos para as feiras rurais em toda a região
do Sul da Austrália. No livro constam histórias
de cozinheiros dos 3 aos 93 anos, e as suas receitas.
Podem também encontrar-se aqueles conselhos que
raramente se lêem nos livros mas que são
transmitidos oralmente de geração em geração.
O Gourmand World Cookbook Award
foi instituído para premiar quem “cozinha
com as palavras”, para ajudar os leitores a escolher
os melhores dentre os 26.000 livros de cozinha e vinho
publicados anualmente, e para ajudar editores e livreiros
a descobrir estas publicações.
Gourmand World
Cookbook Award
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Palavras
férteis
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A
cozinha de Ada
Quando o encontro
de culturas gera novas tradições
gastronómicas: as vicissitudes tortuosas
da convivência entre holandeses e habitantes
do Sri Lanka |
“A história do encontro entre as práticas
culinárias holandesas e as do Sri Lanka é
longa e atormentada. O primeiro contacto aconteceu em
1602, quando a primeira frota levantou ferro sob a insígnia
da Companhia holandesa das Índias Orientais chegou
ao Ceilão, assim denominado na época,
depois da habitual viagem de meses. O vice-almirante
Sebald de Weert e a sua tripulação tinham
superado os perigos do mar com uma dieta à base
de carne de novilho salgada e tudo o que tinham conseguido
angariar nas paragens em Table Bay, no Cabo da Boa Esperança,
e mais uma ou duas ilhas no Oceano Índico ocidental.
Tinham sido recebidos por favor por Dom João,
o rei de Sinhala convertido à pouco ao cristianismo.
Dom João tinha cortado com os portugueses, que
se haviam por isso entrincheirado no seu forte na costa
do Ceilão, e não via a hora de se unir
aos holandeses para caçar os inimigos. Em troca
da ajuda de De Weert, prometeu-lhe o forte português
e direitos comerciais exclusivos sobre as especiarias
altamente procuradas em que Ceilão era rica,
mas o vice-almirante holandês e a sua tripulação
tinham posto os olhos também no gado que pastava
nos campos à volta de Ceilão e que podia
abastecê-los de carne fresca depois de meses de
comida conservada...”
Clique
aqui para ler o artigo completo em inglês
no site Slow Food.
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Campanhas
Slow
Fish
A
festa do mar
Na Islândia
celebra-se a pesca tradicional e a cultura
gastronómica
Islândia –
Na Islândia, na primeira semana de
Junho celebra-se tradicionalmente o Dia
do Marinheiro: as tripulações
de frotas inteiras desembarcam em terra
e são homenageadas pelo importante
papel desenvolvido pela marinha para a economia
islandesa no curso da história. Este
ano o convivium Slow Food de Reiquiavique
foi convidado a participar na festa do mar
da sua cidade e decidiu colocar no centro
das atenções o tema da sustentabilidade
da pesca e dos processos de transformação
do peixe. Durante a festa, foi oferecida
ao público uma sopa de peixe à
base de peixe-gato e perca do oceano pescados
à linha por pequenos barcos de pesca.
Dentro do Museu marítimo, apresentaram-se
alguns produtos tradicionais como solha
seca típica do sudeste da ilha, o
marisco do norte, e o creme de truta de
um pequeno produtor. Um restaurante local
propôs ao público o bacalhau
defumado, um prato tradicional quase desaparecido
até há pouco tempo, que agora
voltou a ter popularidade graças
à recuperação de pequenas
empresas de defumação. Tiveram
lugar também breves seminários
sobre a nova cozinha nórdica, sobre
o projecto do novo mercado de peixe no centro
e sobre a educação sensorial,
para além de provas várias.
A participação do
Slow Food deu um grande contributo ao festival
e as suas iniciativas foram muito bem acolhidas
pelo público. Participaremos também
em 2010!
Dominique Plédel Jónsson
Responsável do convivium Slow
Food de Reiquiavique
Não se esqueça mandar
informações de seus eventos
e suas receitas para o Slow Fish Challenge,
escrevendo para: communication@slowfood.it
Para saber mais sobre Slow Fish Challenge,
clique
aqui.
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Terra
Madre Day
Slow Food está
a empenhar-se em lançar em todo o mundo
o Terra Madre Day, que acontecerá em 10
de Dezembro deste ano. Cada convivium,
cada comunidade, cada grupo de pessoas que se
reúnem e operam à volta das idéias
do Terra Madre e Slow Food, será chamado
a organizar um evento, ainda que pequeno, até
simbólico, no seu território. Se
todos soubermos aproveitar esta ocasião
com paixão e boa vontade conseguiremos
organizar um dos maiores eventos colectivos em
celebração da diversidade alimentar
jamais organizados no mundo. Arriscamo-nos a entrar
na história por isso, e o mais maravilhoso
é que bastará uma simples iniciativa
no seio da própria comunidade para concretizar
este feito grandioso. A revolução
global passa da dimensão local, da qual
as comunidades são os intérpretes
mais virtuosos e criativos. Para as comunidades
cada acto quotidiano é já um acto
revolucionário face aos desvios da agro-indústria
global. Quero desafiar-vos desde já a usar
esse recurso incrível, a vossa criatividade,
para tornar o dia 10 de Dezembro de 2009 num dia
memorável. Será como todas as vezes
que nos juntámos em Turim: nos dará
energia e orgulho renovados pelo que fazemos,
mas desta vez será em nossa casa.
Carlo Petrini
Presidente da Slow Food
Os nossos
filhos merecem comida a sério
Os associados Slow Food trabalham para
que, nas suas comunidades, os produtos e a agricultura
sejam bons, limpos e justos. Historicamente, este
trabalho tem sido feito a nível local,
apesar de acontecer em todo o mundo. Mas por vezes
trabalhar localmente não é suficiente.
Às vezes precisamos fazer política
a nível nacional e às vezes precisamos
fazer política a nível global. O
que significa falar com uma só voz. Nos
Estados Unidos, o Slow Food decidiu falar pela
primeira vez com uma só voz, e falar de
algo que é importante para todos nós:
como alimentamos os nossos filhos.
Em Junho o Slow Food USA lançou a campanha
Time for Lunch para comunicar aos nossos políticos
que está na hora de actualizar o programa
nacional de cantinas escolares. O objectivo é
levar para as escolas comida a sério, em
vez de comida plástica hiper-refinada,
e os associados estão apoiando assinando
a petição Time for Lunch, contactando
as administrações locais e organizando
Eat-In (ou potluck) para o nosso National Day
of Action, que acontecerá no Dia do Trabalhador,
em 7 de Setembro 2009.
Estamos entusiasmados que os nossos associados
nos estejam a apoiar de uma forma tão positiva.
Após apenas um mês de campanha, já
se organizaram 160 Eat-In em 43 estados. Participarão
nestas iniciativas mais de 85% dos nossos convivia.
O nosso National Day of Action lançará
a mensagem que queremos comida verdadeira para
os nossos filhos, e confirmará que a rede
do Slow Food USA constitui uma força de
mudança no âmbito do movimento na
defesa de uma alimentação sustentável..
.
Josh Viertel
Presidente do Slow Food
USA
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O Slow Food está
trabalhando para ajudar comunidades ao redor do
mundo a reconstruir os seus sistemas locais de produção
para que possam se alimentar melhor, proteger o
meio ambiente e manter a própria diversidade
cultural.
Ajude-nos a concretizar as soluções.
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| Venha
fazer parte de uma |
grande
comunidade internacional que defende a agricultura,
a pesca e a criação sustentável.
Celebre o prazer que os melhores alimentos do
mundo proporcionam em toda a sua variedade.
servicecentre
@slowfood.com
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Calendário
Terra Madre Argentina
13 Ago- 16 Ago 2009
Buenos Aires, Argentina
Cheese
18 Set 09 - 21 Set 09
Bra, Itália
Festival do Gosto de Ustikolina
De 24 a 25 de setembro de 2009
Gorazde, Bosnia Herzegovina
Slow Barossa
De 1 a 4 de outubro de 2009.
Barossa, Austrália
Slow
Food Nippon
23 Out 09 - 25 Out 09
Yokohmama, Japão
Terra
Madre Áustria
28 Out 09 - 29 Out 09
Viena, Áustria
Slow
Fisch
6 Nov 09 - 8 Nov 09
Brema, Alemanha
EURO
GUSTO & Terra Madre dos Jovens Europeus
27 Nov 09 - 30 Nov 09
Tours, França
Vignerons d'Europe
5 Dez 09 - 8 Dez 09
Firenze, Italia
ALGUSTO
– Saber y Sabor
11 Dez 09 - 14 Dez 09
Bilbao, Espanha
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A sétima
edição do evento que reúne
produtores artesanais e amantes do queijo do mundo
todo.
No Cheese,
poderão percorrer uma verdadeira estrada
de leite, atravessando fronteiras e parando em
vales desconhecidos para provar os seus melhores
sabores. Aqui ficam algumas etapas de paragem
obrigatória:
Laboratórios do gosto “Os queijos
australianos artesanais”
Conduzidos por Will Studd, o maior especialista
de produção artesanal da Austrália
e defensor do leite cru, irão descobrir
as pérolas que se escondem neste vasto
continente: dos queijos de cabra aromatizados
do estado de Victoria aos de vaca da Tasmânia,
verdadeiro paraíso para a produção
queijeira do país. Terão oportunidade
de provar o C2 da Bruny Island Cheese Co., exemplo
raro de queijo de leite cru que desafia as regras
impostas pelo governo sobre a produção
queijeira. A combinar com uma lista de vinhos
que varia do semillon da Hunter Valley ao syrah
e pinot noir de Victoria, até ao espumante
da Tasmânia.
Para reservar, clique
aqui
(gia in inglese, francese, tedesco)
Laboratório do gosto “As cabras de
territórios da Catalunha”
Os queijos de cabra da Catalunha são a
ponta do iceberg de uma produção
queijeira que está retomando a tradição
e o uso do leite cru depois de anos de predominância,
no consumo e na produção, de queijos
industriais. Dos Pirenéus a Garrotxa, até
à província de Lérida, poderão
provar seis queijos, combinando com compotas e
fruta seca e acompanhados por um cava (espumante)
de Alt Penedès, um vinho tinto de Conca
de Barberà e um amontillado de manzanilla,
única incursão na região
andaluza.
Para reservar, clique
aqui
.
O programa da Cheese 2009 está disponível
online
em inglês, italiano, alemão e francês.
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Slow Food e Terra
Madre
em números
Associados: 100.000
Convivia: 1.000
Países: 150
Fortalezas: 306
Produtos da Arca do Gosto: 813
Mercados da Terra: 9
Hortas Escolares: 300
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O que significa para mim a
Slow Food e o Terra Madre…
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‘Faço
parte deste movimento há cinco anos porque
acredito na importância da filosofia do bom,
limpo e justo nas nossas comunidades: basta ver
o que está a acontecer ao ambiente e ao sistema
alimentar para nos apercebermos como muitas vezes
óptimos produtos artesanais estejam a desaparecer
porque as gerações mais jovens não
os conhecem e não querem consumi-los. É
triste ver como os pequenos produtores sejam frequentemente
explorados por consumidores que não se apercebem
das dificuldades que a produção agrícola
engloba. Por isso, como líder de convivium
e responsável pela Fortaleza do café
das terras altas de Huehuetenango, organizo iniciativas
para promover os produtos e os produtores das nossas
comunidades, para estabelecer relações
sólidas entre eles e os consumidores, e para
que as gerações mais jovens não
se esqueçam das suas tradições
alimentares’.
Manrique López Castillo, líder
do convivium de Huehuetenango e responsável
pela Fortaleza do café das terras altas de
Huehuetenango (Guatemala) |
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