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Julho & Agosto de 2009

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Nesta edição:
 

Terra Madre Day de Carlo Petrini
Os nosso filhos merecem comida a sério de Josh Viertel


Slow Food em duas palavras

Convivia

Projeto do mês
Mangeons Local
Apoia um projecto para reconstruir a cultura alimentar local no Senegal


Da terra à mesa

Terra Madre Argentina
A rede argentina encontra-se para definir uma estratégia nacional comum

Universidade de Verão na França

O Slow Food França junta os associados para uma reflexão sobre a restauração colectiva

Viagens às origens do gosto
A Slow Food Internacional lança o kit para a educação do gosto

Kai sã, comunidades saudáveis
A conferência sobre a sustentabilidade cultural e ambiental dos produtos biológicos Maori na Nova Zelândia

Get Up, Stand Up for Your Food
No Caribe nascem novos convivium Slow Food…


Vozes do Terra Madre
Duas mulheres e um mercado
Shir e Michal, as jovens por detrás do Mercado da Terra de Tel Aviv.

Tradições alimentares
Métodos antigos de conservar fruta
Na Sicília, melões pele de sapo e ameixas embrulhadas

Livros

Cozinhar com as palavras
Livros e autores Slow Food premiados no Gourmand World Cookbook Awards

Palavras férteis
A cozinha de Ada
Quando o encontro de culturas gera novas tradições gastronómicas: as vicissitudes tortuosas da convivência entre holandeses e habitantes do Sri Lanka 

Campanhas
Slow Fish

Calendário
Cheeeese!

 
     




Slow Food
em duas palavras
 

Convivia


Os convivia são as sedes locais do Slow Food. São grupos de associados que trabalham para difundir a filosofia Slow Food e para traduzi-la para a realidade. De acordo com as próprias inclinações e a sua imaginação, cada convivium organiza uma série de eventos que vão dos simples jantares e degustações, onde os nossos associados se reúnem para partilhar a alegria quotidiana da comida, às visitas a produtores e a explorações locais, a conferências e debates, aos festivais cinematográficos, aos cursos de educação do gosto para crianças e adultos, à promoção dos Mercados da Terra e das CSA (Community Supported Agriculture), e a muitos outros eventos e projectos destinados a dar a conhecer os produtos e produtores locais. Os convivium criam redes entre todos aqueles que estão interessados numa gastronomia baseada na idéia que comer é um acto agrícola tanto quanto produzir é um acto gastronómico.
Constituem a espinha dorsal do Slow Food e existem apenas graças ao incasável trabalho dos nossos associados, que lhe dedicam voluntariamente o seu tempo e energia.
Actualmente contamos com mais de 100.000 associados, em mais de 1.000 convivia distribuídos por 150 países.

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Projeto do mês
 

Mangeons Local
Apoia um projecto para reconstruir a cultura alimentar local no Senegal

Senegal – O projecto Mangeons Local nasceu em 2008 graças a uma colaboração entre o convivium Lék Magnef Sénégal e os chefes da rede Terra Madre. Juntos redigiram um programa centrado na agricultura local e nas tradições alimentares e começaram por distribui-lo em duas escolas. No Senegal, a redução do consumo de produtos locais levou ao enfraquecimento da economia local, assim como a um aumento do nível de pobreza e de problemas de saúde, e a uma perda de saberes e de biodiversidade. Tudo isto deve-se em grande parte ao rápido aumento das importações alimentares e à crescente presença de fast food em cidades como Dakar.

O programa dirige-se a alunos entre os 10 e os 12 anos, e tem o objectivo de dar a conhecer as variedades botânicas locais, as tradições culinárias senegalesas e as comunidades do alimento da região. As aulas em sala alternam-se com os exercícios práticos na cozinha, nas próprias escolas ou num restaurante de Dakar especializado em gastronomia tradicional senegalesa.
O objectivo para 2010 é ampliar o raio de acção do projecto introduzindo-o numa terceira escola, num dos subúrbios mais pobres de Dakar. Além disso, para dar oportunidade aos alunos de ter uma experiência directa dos métodos tradicionais de cultivo e transformação dos produtos, serão introduzidas no programa hortas escolares e visitas a produtores locais. Nas escolas organizar-se-ão também festas abertas à comunidade, para dar a conhecer as vantagens do consumo de produtos locais também às famílias e a um público mais alargado.

Visite a seção “Adote um Projeto” do site do Slow Food para saber mais sobre “Mangeons Local” e outros projetos Slow Food.
Para fazer uma doação para apoiar o prosseguimento deste projeto, clique aqui.


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Da terra à mesa …
 

Terra Madre Argentina
A rede argentina encontra-se para definir uma estratégia nacional comum

Argentina – De 13 a 16 de Agosto, Buenos Aires será o cenário da primeira edição do Terra Madre Argentina. O evento, organizado em colaboração com o evento Caminos y Sabores do Grupo Clarín, será o espaço de encontro para cerca de 100 delegados da rede nacional Terra Madre: agricultores, pescadores, produtores de produtos bons, limpos e justos, cozinheiros, estudantes, professores universitários e, naturalmente, co-produtores.
Os delegados chegarão a Buenos Aires dos vários pontos do país (de Tilcara a Ushuaia, de Misiones a Mendoza) e do Uruguai, representando o seu território, e participarão em vários seminários para discutir temáticas de interesse comum e encontrar soluções para os problemas quotidianos inerentes à produção e ao consumo alimentar. Terra Madre Argentina permitirá aos membros da Slow Food na Argentina adoptar uma estratégia de acção comum e de começar um projecto concreto para uma produção alimentar sustentável.

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Universidade de Verão na França
O Slow Food França junta os associados para uma reflexão sobre a restauração colectiva

França – A quarta Université d'été da Slow Food França decorreu nos passados dia 4 e 5 de Julho em Tours. Aberta a todos os associados e aos simpatizantes da associação, foi inteiramente dedicada ao tema da elevada qualidade alimentar na restauração colectiva.
Um modelo de cantina sustentável, que proponha comida saudável e saborosa, numa atmosfera convivial, é possível? Como agir concretamente, lado a lado com os profissionais, para que os pratos inspirados nas tradições culinárias locais sejam propostos aos vários utentes da restauração colectiva? É possível propor, a um preço acessível para todos, produtos de grande qualidade, ou seja alimentos saudáveis, locais e da época?

O objectivo dos dois dias foi dar respostas concretas a estas perguntas (particularmente sentidas pelos actores da cadeia que vai do aprovisionamento dos produtos ao serviço das refeições).

Entre os especialistas intervieram Philippe Corbeau (sociólogo de alimentação da Universidade de Tours) e Fabio Sarmento da Silva (rede AlimenTerra). A preparação das refeições esteve a cargo do chef André Parra e Dominique Valadier, que se encarregaram de fornecer refeições apetitosas, equilibradas e económicas, ao perfeito estilo "cantina".

Para que o direito e a liberdade de aceder a uma alimentação boa, limpa e justa sejam reconhecidos e efectivos para todos: crianças, adultos, idosos, deficientes, doentes e reclusos.

Para mais informações, clique aqui.

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Viagens às origens do gosto
O Slow Food Internacional lança o kit para a educação do gosto   

O novo kit para a educação sensorial da Slow Food, Às origens do gosto (apresentado como projecto piloto no Terra Madre 2008), está finalmente disponível. No vídeo de apresentação os participantes familiarizam-se com os conceitos fundamentais do gosto. Depois, o kit oferece uma série de jogos interactivos articulados em seis secções: gosto, vista, cheiro, tacto, audição e multisensorial. Finalmente, propõe uma aula gravada que guia os participantes através de uma degustação de maçã e chocolate, para que possam exercitar as suas capacidades multisensoriais.

De Uganda a Toronto, o kit pode ser usado pelos convivia e pelas comunidades do alimento de todo o mundo nos eventos públicos, na escola e pelos próprios produtores para afinar a sua sensibilidade. Em Abril cerca de 200 crianças canadenses aventuraram-se neste mundo sensorial, na apresentação do kit organizada pelo Slow Food Toronto e pelo Slow Food Prince Edward County, integrado no festival de xarope de ácer. Na Áustria, o convivium de Linz apresentou o kit no âmbito do festival citadino mais importante, que tem lugar a 30 de Maio e 1 de Junho: mais de 200 entre adultos e crianças completaram o percurso didáctico. Em Junho o Slow Food UK e o convivium de Oxon, no âmbito do Children’s Food Festival, organizaram um programa didáctico com cinco “ilhas do gosto” e relatos de agricultores e produtores locais. Em Uganda, Slow Food Mukono começou a usar o programa com as crianças envolvidas em 15 projectos de hortas escolares geridas pelo convivium, e a primeira experiência, com grupos de criança dos três aos seis anos, correu muito bem: as crianças exploraram as suas capacidades sensoriais com legumes e fruta que tinham cultivado e colhido.

O percurso sensorial será em breve experimentado no âmbito de projectos de educação do gosto na Bielo-Rússia, Azerbaijão, Turquemenistão e Ucrânia, e na América Latina.

O kit foi elaborado em sete línguas: o inglês, italiano e russo estão já disponíveis; o alemão, francês, espanhol e português estarão prontos em breve.

Inclui um dvd contendo o vídeo; um guia dos exercícios com receitas e gráficos; e o manual de educação sensorial, Em que sentido.


Para mais informações ou para solicitar o kit por favor contactar
Slow Food Education: education@slowfood.com

Para ver o vídeo “Às origens do gosto” clique aqui.

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Kai sã, comunidades saudáveis
A conferência sobre a sustentabilidade cultural e ambiental dos produtos biológicos Maori na Nova Zelândia

Nova Zelândia – Uma hui (reunião) de três dias ocorreu no passado mês de Junho em Ahipara, no norte da Nova Zelândia, para que produtores, chefes, educadores e estudantes debatessem o tema da produção biológica nas comunidades Maori. O evento, no qual participaram representantes da rede Terra Madre, apresentava um programa variado: discussões sobre o sistema Maori de cultivo Hua Parakore; festejos para os jovens agricultores que participaram no Manawhenua Challenge; oportunidade para apreciar a autêntica e tradicional kai (comida), e para aprender receitas novas com as associadas Slow Food de longa data, Alessandra Zecchini e Mariapia de Razza.

O que levou pessoas provenientes de todos os cantos do país, de todas as idades e condições a participar foi a “paixão pela kai (comida) saudável”, como declarou Percy Tipene, delegado do Terra Madre 2006, além de presidente da autoridade Maori para o biológico Te Waka Kai Ora. “Os sistemas alimentares indígenas são agora reconhecidos a nível internacional pela sua sustentabilidade. O padrão Maori Hua Parakore para o biológico é a nossa resposta à crescente procura de alimentos e remédios cultural e ecologicamente responsáveis”.

O delegado do Terra Madre 2008 Rueben Taipari-Porter referiu que a conferência reuniu pessoas estimulantes e foi uma ocasião para criar redes, partilhar conhecimentos e aprender técnicas novas. “Espero que os muitos chefes e operadores do sector presentes transmitam à nossa gente, e especialmente às nossas crianças, aquilo que aprenderam sobre alimentação saudável”.

Para mais informações:

Rueben Taipari-Porter
rporter@xtra.co.nz
www.huamaori.com


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Get Up, Stand Up for Your Food
No Caribe nascem novos convivium Slow Food…

Da Jamaica a Cuba, o mês passado as comunidades caribenhas festejaram o nascimento de vários convivia Slow Food. Slow Food desembarcou na Jamaica com um festival de manga na praia, para defender a biodiversidade, graças ao trabalho das comunidades do alimento do Terra Madre I-tal. Os membros do Slow Food Jamaica estão programando uma série de eventos focados no tema da educação alimentar e dos produtos tradicionais, com o objectivo de difundir a consciência do património de pratos e produtos típicos e incutir nos jovens a paixão pela cultura alimentar da sua terra.

O primeiro convivium de Cuba, nasceu este mês na província de Havana, e decidiu trabalhar especialmente com as gerações mais velhas, para conduzir toda a comunidade para uma mudança. Slow Food La Habana Germinal reunirá as receitas tradicionais para transmitir o património culinário, e está a dar início a uma troca de dois sentidos na arte da conservação.

Em Porto Rico o segundo convivium do país, Slow Food Boricua, foi inaugurado com um seminário sobre apicultura sustentável nos trópicos e sobre o problema do desaparecimento das colónias de abelhas autóctones. Os objectivos do convivium são promover a cultura biológica na ilha, unir o interesse pela energia sustentável com o da agricultura sustentável, criar cooperação entre as várias associações de eco-agricultores, e explorar a cultura alimentar e as oportunidades de melhorar a comunicação entre os países da América Latina.


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Vozes do Terra Madre

Duas senhoras e um mercado
Israel - Shir Halperin e Michal Ansky – chef e jornalista de gastronomia – são as jovens mulheres por detrás do Mercado da Terra de Tel Aviv. Uniu-as a paixão pela história culinária e começaram a trabalhar juntas para criar o primeiro mercado de produtores de Israel, em 2007. Esta é a sua história...

 

“Começámos a seguir o nosso sonho percorrendo as zonas rurais nos arredores da cidade em busca de pequenos agricultores e produtores que continuassem a produzir produtos tradicionais e de qualidade. Começámos também a perguntar-nos como poderíamos chegar a um público vasto, e decidimos unir esforços com o Slow Food Tel Aviv. Em Maio de 2008 estávamos prontas para lançar o mercado de produtores de Tel Aviv, que coincidiu com a festa do havout, uma festividade antiga ligada à colheita. Foi para nós uma honra dar o passo seguinte natural: juntar-nos, em Janeiro de 2009, à rede de Mercados da Terra.

Para ser sincera, enquanto mulheres que trabalham na indústria alimentar tínhamos motivos muito pessoais para nos dedicarmos a este projecto. Já não suportávamos os legumes desmaiados e sem gosto. Estávamos fartas de aceitar uma produção medíocre, sabendo que os produtos israelitas de melhor qualidade eram exportados para a Europa. Queríamos deixar de sonhar com os mercados de produtores que tínhamos visto na França, Itália e nos Estados Unidos, e criar uma alternativa para a nossa cidade.

 
     
  Clique aqui para ler o resto da história no site do Terra Madre...

No novo site Earthmarkets.net encontram todas as informações, em inglês, que dizem respeito aos Mercados da Terra: a história, os princípios sobre os quais assenta, onde se encontram, etc.

 


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Tradições alimentares

Métodos antigos de conservar fruta 
Na Sicília, melões pele de sapo e ameixas embrulhadas... 

Itália – Quando a fruta não atravessava os oceanos de avião todos os dias e eram as estações a ditar a dieta quotidiana, os agricultores concebiam formas engenhosas de conservá-la nos meses mais frios. Algumas destas tradições sobreviveram. No sul da Itália, por exemplo, existem dois métodos de conservação muito antigos para os melões e para as ameixas.

Na zona de Trapani cultiva-se o melão purceddu de Alcamo, que pertence à família dos ditos “melões pele de sapo”. Tem uma forma oval, casca verde e rugosa e polpa branca e sumarenta que se torna melhor e mais doce com o passar do tempo, graças à concentração de açucares. A técnica tradicional previa apoiar os melões no chão de um local fresco e ventilado, uns sobre os outros, e virá-los regularmente. Os agricultores da Fortaleza melhoraram a técnica: envolvem os melões em redes e penduram-nos em estruturas de madeira, come se fossem enchidos.

Se formos até Monreale, na serra à volta de Palermo encontramos outra tradição fascinante: as ameixas"embrulhadas", que em tempos, no Outono, enchiam as bancas dos mercados de Ballarò e de Vuccirìa. Actualmente, duas famílias recomeçaram a produzir os frutos (as doces ameixas brancas de Monreale) em embrulhos compridos de papel de seda, um a um. Penduradas numa zona fresca, as ameixas desidratam e mirram, conservando o sabor e o aroma.

Fortaleza das ameixas brancas de Monreale
Marilù Monte
monte@susinebianche.com

Fortaleza do melão purceddu d’Alcamo
Nunzio Bastone
Nunzio.Bastone@donrizzo.bcc.its.



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Livros

Cozinhar com as palavras
Livros e autores Slow Food premiados no Gourmand World Cookbook Awards 


O Chocolate: Diário de uma longa viagem, de Sara Marconi e Francesco Mele, editado pela Editora Slow Food, este ano foi premiado como melhor livro de cozinha para crianças e famílias no Gourmand World Cookbook Awards em Paris. No livro Marta, uma menina de nove anos, aprende tudo sobre chocolate com o seu tio, que lhe mostra todo o processo produtivo, da árvore à barra de chocolate. O livro foi definido como “muito importante e inovador” e o prémio foi atribuído também em reconhecimento do “empenho do Slow Food na transmissão do saber culinário a pessoas de todas as idades”. Clique aqui para saber mais sobre a Slow Food Editore.

Man’oushé: Inside the Street Corner Lebanese Bakery, de Barbara Abdeni Masaad – sócia fundadora do Slow Food Beirute e apoiante activa dos projectos da Fundação Slow Food no Líbano – ganhou o prémio especial do júri, em tributo à carreira da autora e ao seu importante contributo para a cultura gastronómica do Líbano. O livro relata a viagem de Barbara pelo país à descoberta dos snacks libaneses mais populares, o man’oushé, anotando a grande variedade de receitas usadas para preparar este produto de todos os dias e descrevendo as pessoas que foi encontrando através de palavras e imagens. Clique aqui para visitar o site da Barbara, www.barbaramassaad.com.

O Blue Ribbon Cookbook da associada do Slow Food Austrália Liz Harfull ganhou o segundo prémio na categoria “melhor livro de receitas fáceis”. No seu trabalho, Liz concentrou-se particularmente nas comunidades rurais e regionais, decidindo realizar um livro de receitas sobre as centenas de cozinheiros amadores de talento que todos os anos dedicam horas a fio à preparação de pratos para as feiras rurais em toda a região do Sul da Austrália. No livro constam histórias de cozinheiros dos 3 aos 93 anos, e as suas receitas. Podem também encontrar-se aqueles conselhos que raramente se lêem nos livros mas que são transmitidos oralmente de geração em geração.

O Gourmand World Cookbook Award foi instituído para premiar quem “cozinha com as palavras”, para ajudar os leitores a escolher os melhores dentre os 26.000 livros de cozinha e vinho publicados anualmente, e para ajudar editores e livreiros a descobrir estas publicações.

Gourmand World Cookbook Award


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Palavras férteis

A cozinha de Ada
Quando o encontro de culturas gera novas tradições gastronómicas: as vicissitudes tortuosas da convivência entre holandeses e habitantes do Sri Lanka

“A história do encontro entre as práticas culinárias holandesas e as do Sri Lanka é longa e atormentada. O primeiro contacto aconteceu em 1602, quando a primeira frota levantou ferro sob a insígnia da Companhia holandesa das Índias Orientais chegou ao Ceilão, assim denominado na época, depois da habitual viagem de meses. O vice-almirante Sebald de Weert e a sua tripulação tinham superado os perigos do mar com uma dieta à base de carne de novilho salgada e tudo o que tinham conseguido angariar nas paragens em Table Bay, no Cabo da Boa Esperança, e mais uma ou duas ilhas no Oceano Índico ocidental. Tinham sido recebidos por favor por Dom João, o rei de Sinhala convertido à pouco ao cristianismo. Dom João tinha cortado com os portugueses, que se haviam por isso entrincheirado no seu forte na costa do Ceilão, e não via a hora de se unir aos holandeses para caçar os inimigos. Em troca da ajuda de De Weert, prometeu-lhe o forte português e direitos comerciais exclusivos sobre as especiarias altamente procuradas em que Ceilão era rica, mas o vice-almirante holandês e a sua tripulação tinham posto os olhos também no gado que pastava nos campos à volta de Ceilão e que podia abastecê-los de carne fresca depois de meses de comida conservada...”

Clique aqui para ler o artigo completo em inglês no site Slow Food.

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Campanhas

Slow Fish

A festa do mar
Na Islândia celebra-se a pesca tradicional e a cultura gastronómica

Islândia – Na Islândia, na primeira semana de Junho celebra-se tradicionalmente o Dia do Marinheiro: as tripulações de frotas inteiras desembarcam em terra e são homenageadas pelo importante papel desenvolvido pela marinha para a economia islandesa no curso da história. Este ano o convivium Slow Food de Reiquiavique foi convidado a participar na festa do mar da sua cidade e decidiu colocar no centro das atenções o tema da sustentabilidade da pesca e dos processos de transformação do peixe. Durante a festa, foi oferecida ao público uma sopa de peixe à base de peixe-gato e perca do oceano pescados à linha por pequenos barcos de pesca. Dentro do Museu marítimo, apresentaram-se alguns produtos tradicionais como solha seca típica do sudeste da ilha, o marisco do norte, e o creme de truta de um pequeno produtor. Um restaurante local propôs ao público o bacalhau defumado, um prato tradicional quase desaparecido até há pouco tempo, que agora voltou a ter popularidade graças à recuperação de pequenas empresas de defumação. Tiveram lugar também breves seminários sobre a nova cozinha nórdica, sobre o projecto do novo mercado de peixe no centro e sobre a educação sensorial, para além de provas várias.

A participação do Slow Food deu um grande contributo ao festival e as suas iniciativas foram muito bem acolhidas pelo público. Participaremos também em 2010!

Dominique Plédel Jónsson

Responsável do convivium Slow Food de Reiquiavique

Não se esqueça mandar informações de seus eventos e suas receitas para o Slow Fish Challenge, escrevendo para: communication@slowfood.it

Para saber mais sobre Slow Fish Challenge, clique aqui.



 

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Terra Madre Day

Slow Food está a empenhar-se em lançar em todo o mundo o Terra Madre Day, que acontecerá em 10 de Dezembro deste ano. Cada convivium, cada comunidade, cada grupo de pessoas que se reúnem e operam à volta das idéias do Terra Madre e Slow Food, será chamado a organizar um evento, ainda que pequeno, até simbólico, no seu território. Se todos soubermos aproveitar esta ocasião com paixão e boa vontade conseguiremos organizar um dos maiores eventos colectivos em celebração da diversidade alimentar jamais organizados no mundo. Arriscamo-nos a entrar na história por isso, e o mais maravilhoso é que bastará uma simples iniciativa no seio da própria comunidade para concretizar este feito grandioso. A revolução global passa da dimensão local, da qual as comunidades são os intérpretes mais virtuosos e criativos. Para as comunidades cada acto quotidiano é já um acto revolucionário face aos desvios da agro-indústria global. Quero desafiar-vos desde já a usar esse recurso incrível, a vossa criatividade, para tornar o dia 10 de Dezembro de 2009 num dia memorável. Será como todas as vezes que nos juntámos em Turim: nos dará energia e orgulho renovados pelo que fazemos, mas desta vez será em nossa casa.

Carlo Petrini
Presidente da Slow Food


Os nossos filhos merecem comida a sério

Os associados Slow Food trabalham para que, nas suas comunidades, os produtos e a agricultura sejam bons, limpos e justos. Historicamente, este trabalho tem sido feito a nível local, apesar de acontecer em todo o mundo. Mas por vezes trabalhar localmente não é suficiente. Às vezes precisamos fazer política a nível nacional e às vezes precisamos fazer política a nível global. O que significa falar com uma só voz. Nos Estados Unidos, o Slow Food decidiu falar pela primeira vez com uma só voz, e falar de algo que é importante para todos nós: como alimentamos os nossos filhos.

Em Junho o Slow Food USA lançou a campanha Time for Lunch para comunicar aos nossos políticos que está na hora de actualizar o programa nacional de cantinas escolares. O objectivo é levar para as escolas comida a sério, em vez de comida plástica hiper-refinada, e os associados estão apoiando assinando a petição Time for Lunch, contactando as administrações locais e organizando Eat-In (ou potluck) para o nosso National Day of Action, que acontecerá no Dia do Trabalhador, em 7 de Setembro 2009.

Estamos entusiasmados que os nossos associados nos estejam a apoiar de uma forma tão positiva. Após apenas um mês de campanha, já se organizaram 160 Eat-In em 43 estados. Participarão nestas iniciativas mais de 85% dos nossos convivia.

O nosso National Day of Action lançará a mensagem que queremos comida verdadeira para os nossos filhos, e confirmará que a rede do Slow Food USA constitui uma força de mudança no âmbito do movimento na defesa de uma alimentação sustentável.. .

Josh Viertel
Presidente do Slow Food USA

 



Venha fazer parte de uma

grande comunidade internacional que defende a agricultura, a pesca e a criação sustentável.
Celebre o prazer que os melhores alimentos do mundo proporcionam em toda a sua variedade.
servicecentre
@slowfood.com

 
       

Vídeo
:
"A Love Supreme"



Foto:
Fortaleza do queijo Oscypek
 


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Calendário

Terra Madre Argentina

13 Ago- 16 Ago 2009
Buenos Aires, Argentina


Cheese
18 Set 09 - 21 Set 09
Bra, Itália

Festival do Gosto de Ustikolina
De 24 a 25 de setembro de 2009
Gorazde, Bosnia Herzegovina

Slow Barossa
De 1 a 4 de outubro de 2009.
Barossa, Austrália

Slow Food Nippon
23 Out 09 - 25 Out 09
Yokohmama, Japão

Terra Madre Áustria
28 Out 09 - 29 Out 09
Viena, Áustria

Slow Fisch
6 Nov 09 - 8 Nov 09
Brema, Alemanha

EURO GUSTO & Terra Madre dos Jovens Europeus
27 Nov 09 - 30 Nov 09
Tours, França

Vignerons d'Europe
5 Dez 09 - 8 Dez 09
Firenze, Italia



ALGUSTO – Saber y Sabor
11 Dez 09 - 14 Dez 09
Bilbao, Espanha

 


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A sétima edição do evento que reúne produtores artesanais e amantes do queijo do mundo todo.

No Cheese, poderão percorrer uma verdadeira estrada de leite, atravessando fronteiras e parando em vales desconhecidos para provar os seus melhores sabores. Aqui ficam algumas etapas de paragem obrigatória:

Laboratórios do gosto “Os queijos australianos artesanais”
Conduzidos por Will Studd, o maior especialista de produção artesanal da Austrália e defensor do leite cru, irão descobrir as pérolas que se escondem neste vasto continente: dos queijos de cabra aromatizados do estado de Victoria aos de vaca da Tasmânia, verdadeiro paraíso para a produção queijeira do país. Terão oportunidade de provar o C2 da Bruny Island Cheese Co., exemplo raro de queijo de leite cru que desafia as regras impostas pelo governo sobre a produção queijeira. A combinar com uma lista de vinhos que varia do semillon da Hunter Valley ao syrah e pinot noir de Victoria, até ao espumante da Tasmânia.

Para reservar, clique aqui

(gia in inglese, francese, tedesco)
Laboratório do gosto “As cabras de territórios da Catalunha”
Os queijos de cabra da Catalunha são a ponta do iceberg de uma produção queijeira que está retomando a tradição e o uso do leite cru depois de anos de predominância, no consumo e na produção, de queijos industriais. Dos Pirenéus a Garrotxa, até à província de Lérida, poderão provar seis queijos, combinando com compotas e fruta seca e acompanhados por um cava (espumante) de Alt Penedès, um vinho tinto de Conca de Barberà e um amontillado de manzanilla, única incursão na região andaluza.

Para reservar, clique aqui
.

O programa da Cheese 2009 está disponível online em inglês, italiano, alemão e francês.


 


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Slow Food e Terra Madre
em números


Associados: 100.000
Convivia: 1.000
Países: 150
Fortalezas: 306
Produtos da Arca do Gosto: 813
Mercados da Terra: 9
Hortas Escolares: 300

 


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O que significa para mim a Slow Food e o Terra Madre…

  ‘Faço parte deste movimento há cinco anos porque acredito na importância da filosofia do bom, limpo e justo nas nossas comunidades: basta ver o que está a acontecer ao ambiente e ao sistema alimentar para nos apercebermos como muitas vezes óptimos produtos artesanais estejam a desaparecer porque as gerações mais jovens não os conhecem e não querem consumi-los. É triste ver como os pequenos produtores sejam frequentemente explorados por consumidores que não se apercebem das dificuldades que a produção agrícola engloba. Por isso, como líder de convivium e responsável pela Fortaleza do café das terras altas de Huehuetenango, organizo iniciativas para promover os produtos e os produtores das nossas comunidades, para estabelecer relações sólidas entre eles e os consumidores, e para que as gerações mais jovens não se esqueçam das suas tradições alimentares’.

Manrique López Castillo, líder do convivium de Huehuetenango e responsável pela Fortaleza do café das terras altas de Huehuetenango (Guatemala)
 
     
 
 
 
 
  Questa newsletterz è realizata dall'ufficio Comunicazione di Slow Food International
 Bess Mucke: b.mucke@slowfood.com -  Michèle Mesmain: m.mesmain@slowfood.com
Per tutte le questioni associative contattate il Centro Servizi: centroservizi@slowfood.it
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