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Março 2010
Imprima
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Nesta
edição: |
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Projeto do mês
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Emergência
Chile
Ajudamos os
productores das Fortalezas Slow Food afectados pelo
terremoto |
Chile – No dia 27 de fevereiro passado,
um terremoto devastador, de 8.8 graus de magnitude na
escala Richter, o sexto mais violento já registrado,
atingiu a região central e sul do Chile, afetando
pelo menos 200 mil casas, derrubando escolas e hospitais,
fábricas e escritórios. Muitos chilenos
perderam casa e trabalho.
O Slow Food está presente no Chile desde 2004 e
desde então são muitos os amigos que colaboram
conosco para a difusão do movimento e o desenvolvimento
de atividades ligadas à defesa da biodiversidade.
A nossa rede conta com mais de 200 associados, organizados
em 5 convivia, 5 Fortalezas, 10 Comunidades do Alimento
de Terra Madre, além de cozinheiros e professores
que têm nos acompanhado ao longo destes anos de
trabalho. A notícia do terremoto nos abalou profundamente,
assim como a situação na qual se encontram
o País e nossos amigos.
O abalo sísmico atingiu especialmente dois de nossos
projetos: a Fortaleza do peixe da Ilha de Robinson Crusoé
e a Fortaleza das galinhas dos ovos azuis.
Fortaleza do peixe da Ilha de Robinson Crusoé
Nos minutos sucessivos ao primeiro tremor, formou-se nas
águas do Oceano Pacífico uma série
de ondas de tsunami que atingiram o litoral do arquipélago
Juan Fernandez.
Foi exatamente aqui que, em 2005, o Slow Food tinha implantado
a Fortaleza para apoiar o precioso trabalho do Sindicato
dos pescadores do Arquipélago Juan Fernandez (STIPA)
para proteger um ecossistema marinho único no mundo,
preservando a pesca tradicional e ampliando a área
protegida ao redor da ilha.
Quando houve o terremoto, Slow Food e STIPA, graças
ao financiamento da Lighthouse Foundation, estavam começando
as obras de organização do restaurante dos
pescadores, de um laboratório de processamento
e da peixaria. O tsunami destruiu tudo: muitos pescadores
perderam suas casas, barcos, o equipamento para a pesca.
O restaurante e a peixaria que ficavam perto do cais de
San Juan Bautista foram arrastados, como também
tudo aquilo que ficava nas proximidades.
O nosso objetivo, então, era ajudar os pescadores
a se tornarem mais eficientes, autônomos e competitivos.
Hoje é fundamental ajudar os pescadores a retomar
as atividades de pesca para que tenham de novo uma fonte
de renda, respeitando um ecossistema que continua único.
Fortaleza das galinhas dos ovos azuis
A Fortaleza nasceu em 2005 para preservar uma raça
avícola autóctone. As criadoras da Fortaleza
vivem nas aldeias próximas de Concepción,
a cidade mais afetada pelo terremoto. Após os tremores,
muitas delas perderam a casa, as galinhas e têm
dificuldade de encontrar ração para os animais.
A situação também é muito
grave neste caso: é preciso colocar à disposição
das criadoras rações naturais e reprodutores
para reconstruir as criações dizimadas.
Só assim as mulheres poderão retomar suas
atividades.
Ajude-nos a fazer frente à emergência
no Chile, dando apoio aos pequenos produtores! Dê
a sua contribuição no site www.slowfood.com/donate/.
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Palavras chave do
Slow Food
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Educação
do gosto |
A educação do gosto
ajuda as pessoas a realizar escolhas diárias
responsáveis em matéria de alimentos,
permitindo que os consumidores se tornem parte ativa
do processo de mudança dos modelos de produção:
escolhendo alimentos bons, limpos e justos, os consumidores
se tornam de fato coprodutores. A educação
alimentar Slow Food visa despertar e treinar os sentidos,
melhorar os conhecimentos, partindo do pressuposto que
alimento significa cultura, convívio e prazer,
e que o ato de comer envolve valores, atitudes e emoções.
O Slow Food organiza projetos e cursos de educação
do gosto a todos os níveis e para todos: de crianças
a professores, de associados a todos aqueles que participam
dos eventos locais e internacionais.
Clique
aqui para maiores informações
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Da terra à mesa…
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Terra
Madre 2010
Culturas e idiomas
indígenas no quarto encontro mundial da rede |
A quarta edição do
encontro mundial da rede de Terra Madre se realizará
em Turim de 21 a 25 de outubro de 2010, contemporaneamente
ao Salone del Gusto.
O encontro irá reunir, durante cinco dias, comunidades
do alimento, cozinheiros, docentes, jovens e músicos
do mundo inteiro, pessoas empenhadas em promover uma produção
alimentar local, sustentável, em harmonia com o
planeta e que respeite os saberes transmitidos de geração
em geração.
Entre as novidades de 2010, o papel das diversidades culturais
e linguísticas, e a proteção das
etnias, dos idiomas autóctones, a valorização
da oralidade e da memória.
Por ocasião da inauguração do evento,
protagonistas serão algumas entre as mais significativas
comunidades indígenas do mundo (americanas, asiáticas,
africanas e europeias) e os discursos da cerimônia
de abertura serão pronunciados em seus idiomas.
O segundo dia do evento será dedicado aos oito
temas fundamentais para o futuro da agricultura e do planeta
(biodiversidade, energias renováveis, educação,
conhecimentos tradicionais...). Durante o terceiro dia
serão organizados encontros nacionais e regionais
das comunidades, e no quarto dia será possível
participar dos Laboratórios da Terra.
No encerramento oficial de Terra Madre, será apresentado
o documento programático de Terra Madre, com as
propostas da rede para um futuro sustentável. Durante
os dias do evento estarão presentes pontos de informação,
onde também será possível apresentar
os projetos ligados à educação do
gosto (hortas, projetos com as cantinas, etc...), à
biodiversidade (Fortalezas e Mercados da Terra) e para
organizar, na própria comunidade ou país,
o Terra Madre Day, cuja segunda edição está
prevista para o dia 10 de dezembro de 2010, no mundo inteiro.
Muitas atividades serão dedicadas à rede
dos jovens de Terra Madre.
Para informações e atualizações
sobre Terra Madre: www.terramadre.org
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Retratos
de produtores
Slow Food UK reúne
retratos de pequenos agricultores, produtores de
sidra, padeiros e produtores de queijos |
Reino Unido – “Começamos
o nosso projeto Retratos de produtores no extremo norte
do Reino Unido, em Inverness, para depois descer rumo
a Edimburgo e Glasgow, visitando fazendas e produtores
que trabalham segundo a filosofia Slow Food. Vi pela primeira
vez um rebanho de vacas das Highlands, aprendi a fazer
queijo, experimentei meu primeiro gole de uísque
escocês single malt. Experimentei o sabor de uma
alface e de um tomate de verdade, e serei eternamente
grato pela fascinante aula sobre as variedades e a história
da maçã. Chegando na Inglaterra, a minha
primeira aventura foi visitar uma fazenda da região
de Devon onde o gado pasta livremente. Em Somerset, a
responsável do convivium local compartilhou comigo
os seus conhecimentos sobre panificação
e alimentos de modo geral. Fui ainda para Lincolnshire,
onde vi perus pretos e brancos e conheci um fantástico
sistema de venda direta a domicílio de produtos
orgânicos locais, o chamado Veg Box Scheme, organizado
por uma família das Woodlands. padeiros e moleiros,
experimentei o Perry (sidra de pera) e visitei um centro
de conferências eco-compatível em Berkshire.
Os produtores foram extremamente acolhedores e me transmitiram
um grande amor pela terra e pelos alimentos. Espero que
gostem dos vídeos.”
Clover Lalehzar
cloverlalehzar@hotmail.com
Para assistir aos vídeo-retratos dos produtores
visitados durante o projeto, acesse Slow
Food UK
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Uma
maçã por dia
O ano da maçã
antiga nos Estados Unidos |
EUA – No passado, os americanos
cultivavam e comiam aproximadamente 15-16 mil variedades
de maçã; hoje, pelo contrário, a
Red Delicious representa sozinha 41% da produção
nacional e 90% das maçãs vendidas no comércio
reúne apenas 11 variedades. Cerca de nove a cada
dez variedades históricas correm o risco de desaparecer
para sempre dos pomares e das mesas dos Estados Unidos.
Por isto, a Renewing America's Food Traditions Alliance
(RAFT), uma associação que visa resgatar
as tradições alimentares americanas, decidiu
celebrar, em 2010, o “Ano da maçã
antiga”.
O grupo RAFT, formado por ativistas da área dos
alimentos, da agricultura, do meio ambiente e da gastronomia,
coordenado pelo Slow Food EUA, está trabalhando
para definir o primeiro programa nacional de proteção
e recuperação das variedades tradicionais
de maçã. A proposta é identificar,
em cada região, 90 espécies em risco de
extinção e promovê-las junto a cultivadores,
produtores de sidra, restaurantes e cozinhas, com o objetivo
de revitalizar a “cultura nacional da maçã”,
que já foi muito forte no passado. O projeto faz
parte das iniciativas RAFT para preservar e promover em
todo o país variedades agrícolas e raças
animais tradicionais, hoje abandonadas.
Clique
aqui para baixar o novo Manual e manifesto
das frutas esquecidas – As maçãs
publicado pela RAFT, por Gary Paul Nabhan, com uma introdução
de Ben Watson.
Para conhecer mais, leia este artigo no site do
Slow Food EUA: www.slowfoodusa.org
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Uma coletânea
'Slow' |
Austrália – Com a campanha
Picking slow fruit, o Slow Food Austrália propõe
que os associados reúnam imagens e informações
sobre as variedades históricas de frutas e nozes
e sobre antigos pomares, com o objetivo de criar um catálogo
nacional de variedades antigas. Quem estiver interessado
poderá tirar fotos de árvores e pomares
e preencher um questionário com todas as informações
que tenha ou que consiga sobre a planta/pomar, variedade
da fruta e sua sazonalidade. Foi organizado, como parte
do projeto, um concurso fotográfico que premiará
as melhores imagens de plantas e frutas de cada território.
Para maiores informações, escreva
para:
slow.fruit@slowfoodaustralia.com.au
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Os
detetives do rótulo
Uma lupa para
ler os rótulos dos alimentos na Turquia |
Turquia – Há
algum tempo, milhares de habitantes de Istambul levam
sempre consigo a carteira de “detetive do rótulo”,
graças a uma nova iniciativa do Slow Food Fikir
Sahibi Damaklar criada para facilitar a leitura da escrita
minúscula dos ingredientes nas embalagens de alimentos.
Os associados do convivium distribuíram aproximadamente
5 mil mini-lupas antes e depois de duas sessões
muito concorridas, do documentário Food Inc. no
International Independent Film Festival, junto com um
folheto sobre a escolha de alimentos “verdadeiros”.
Após a recente campanha para proibir os OGM da
Turquia, a líder do convivium, Defne Koryürek
declarou: “Nos demos conta de que não basta
sermos conscientes do problema dos OGM, também
é necessário conhecer toda a cadeia produtiva.
A maioria dos rótulos dos produtos alimentares
na Turquia é ilegível. Nós queríamos
que todos se dessem conta de que cada produto tem uma
lista de ingredientes, muitas vezes escondida nas embalagens
e que muitos destes ingredientes jamais seriam utilizados
numa cozinha normal.”
O convivium está trabalhando para conscientizar
as pessoas, inclusive os mais jovens, sobre o tema. Durante
uma das iniciativas as crianças aprendem a fazer
pão, depois visitam lojas à procura de pão
feito apenas com ingredientes naturais.
Para maiores informações:
Defne Koryürek
Slow Food Fikir Sahibi Damaklar
dkoryurek@gmail.com
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Celebrando
as conservas do bosque
As crianças
siberianas descobrem as receitas tradicionais para
os meses de inverno |
Rússia –
Na região montanhosa de Gornaya Shoria, no sul
da Sibéria, os habitantes das aldeias colhem frutas,
mais de 60 tipos de cogumelos, pinoli e outros produtos
dos bosques, preparando conservas para o longo inverno.
Trabalhando em grupos durante a colheita e o processamento
das frutas, as comunidades produzem tradicionalmente uma
grande variedade de conservas, diferentes a cada estação.
Mas hoje esta tradição está desaparecendo,
pois as famílias compram cada vez mais conservas
alimentares industriais.
Para reaproximar as crianças desta rica tradição,
celebrando os alimentos locais e tradicionais, a comunidade
de produtores de conservas de Shoria organizou no começo
deste ano um “Dia da conserva” na aldeia de
Kameshek. As crianças experimentaram várias
conservas, cantaram canções tradicionais
russas e participaram de jogos e competições
de degustação de conservas às cegas.
“Seguindo a onda do sucesso deste dia, a comunidade
espera repetir a iniciativa compartilhando os êxitos
com outras comunidades do mundo”, declarou a coordenadora
Elena Malyavko. “Temos certeza de que, assim como
o agricultor lança as sementes no campo, e vê
nascerem as mudas, educando as crianças sobre a
importância das tradições, podemos
contribuir para que as mantenham quando adultos. Além
disso, se entrarem em contato com as crianças envolvidas
em projetos parecidos em outros lugares do mundo, desenvolverão
tanto a consciência das peculiaridades de sua região,
como um interesse sincero para resolver problemas de porte
global”.
Todas as comunidades ou os convivia que organizam
iniciativas parecidas e desejam ligá-las ao projeto
com a Sibéria, poderão entrar em contato
com Elena.
Elena Malyavko
Comunidade do alimento dos produtores de
conservas de Shoria
ecolist@mail.ru
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Slow
Food na cantina
Crianças
ajudando na cantina escolar |
Dinamarca - No mês
de dezembro do ano passado, na escola de Klostervaegts,
um dos bairros com maior número de residentes estrangeiros
de Copenhague, foi lançado um projeto para introduzir
alimentos bons, limpos e justos na cantina escolar. O
projeto envolve aproximadamente 160 alunos (do total de
250 da escola) entre 6 e 14 anos e prevê que, se
revezando, as crianças de cada sala de aula participem
ativamente da preparação do almoço,
ajudando a cozinhar, servir e limpar a mesa e a cozinha
da escola. Desta forma, os alunos se envolvem em todas
as fases da preparação, aprendem a conhecer
a origem dos alimentos, evitando o desperdício
de matérias primas, todas orgânicas e locais.
Desde o principio, as reações foram muito
positivas: durante os primeiros dois meses a cantina foi
gratuita para todos, e desde o começo, muitos alunos,
em vez de voltar para casa na hora do almoço, ou
de comer rapidamente a merenda trazida de casa, escolheram
o serviço da cantina.
O problema fundamental é que quase nenhuma das
60 escolas de Copenhague tem uma cantina, mas Kolstervaegts
já se tornou um exemplo seguido por outras seis
escolas. O programa, coordenado pela jovem chef e associada
do convivium de Copenhague (Amalie Ørsted), faz
parte de um projeto mais amplo da Madhus (Food House)
de Copenhague, uma entidade financiada pela prefeitura,
com o objetivo de melhorar a qualidade da comida nas escolas,
conscientizando as novas gerações em relação
ao alimento.
Contatos:
Amalie Ørsted
malle61@hotmail.com
Katrine Klinken
katrine@klinken.dk
Convivium SF Copenhague
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Da
bacia à panela
Slow Food Hong
Kong educa sobre peixe sustentável |
Hong Kong - “Passear
nos mercados de peixe e frutos do mar de Hong Kong é
uma festa para os sentidos. Os vendedores, com seus aventais
impermeáveis e botas, de suas bancas cheias de
peixe recém pescado, chamam os clientes, que muitas
vezes são atingidos pelos espirros d'água
de uma trilha que ainda se agita . Embora grande parte
do peixe seja pescado localmente, tradicionalmente, a
sustentabilidade do peixe nunca foi uma prioridade. Por
isso, a proteção das águas tornou-se
um objetivo fundamental do convivium de Hong Kong. Em
2010, decidimos dedicar o nosso programa anual de atividades
e eventos à campanha Slow Fish. Começamos
com um jantar didático num dos cada vez mais numerosos
restaurantes de Hong Kong que servem peixe sustentável.
Os nossos associados apreciaram tanto receitas tradicionais
quanto modernas, escolhidas pelos chefs com a ajuda de
um guia de peixes sustentáveis locais, apresentado
durante o jantar.
Entre as atividades da nossa campanha, incluímos
visitas guiadas a estabelecimentos de aquacultura que
usam técnicas sustentáveis no marco de um
programa do WWF. Durante o dia, pais e filhos assistem
à pesca com métodos tradicionais, acompanhando
todo o percurso do peixe fresco, dos tanques de criação
até a mesa. A experiência é educativa
também para os pais, que aprendem a conhecer a
aquacultura orgânica em pequena escala e os graves
problemas ligados à criação ictíica
tradicional.”
Annabel Jackson
Responsável pelo convivium Slow Food de Hong
Kong
annabel.jackson@gmail.com
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Vozes do Terra Madre
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A
redescoberta dos alimentos tradicionais do Quênia
Emmy
Addisah Otwombe é uma nutricionista
empenhada na promoção de alimentos
saudáveis da tradição queniana.
Durante Terra Madre ela apresentou o seu trabalho
e suas motivações.. |
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Quênia
– A minha atividade abrange vinte
distritos na Província Oriental
do Quênia. Eu viajo pela região,
desempenhando a minha atividade de formação
sobre uma série de temas ligados
aos alimentos, especialmente criando hortas,
abordando questões de gênero
na agricultura e promovendo os alimentos
saudáveis da tradição
queniana.
Junto com os membros da comunidade e com
a ajuda de consultores agrícolas
externos, criamos receitas com alimentos
locais e tradicionais, encorajando seu
uso entre agricultores e comunidades,
além de hotéis e empresas
de catering. Já escrevi manuais
sobre o uso destes alimentos, dirigidos
a agricultores e administradores locais.
Também trabalho com a criação
das hortas com pessoas com HIV ou AIDS...
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Clique
aqui para ler o resto da história
de Emmy no site de Terra Madre.
Emmy Addisah Otwombe
addisah2004@yahoo.com
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Tradições
alimentares
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O
óleo de argan em vídeo
Um dvd para
produtores realizado em idioma Amazigh |
Marrocos - Usando
uma nova tecnologia para ajudar uma antiga tradição,
foi realizado e lançado no começo do ano
um dvd falado em Amazigh, o idioma mais difundido entre
os produtores de óleo de argan, para a formação
de cooperativas de mulheres envolvidas na produção
do óleo. Realizado pela fundadora da Fortaleza
do óleo de argan, Zoubida Charrouf, em colaboração
com a associação Ibn
Al Baytar, o dvd faz parte de um projeto didático
mais amplo para a alfabetização das cooperativas
de mulheres marroquinas.
O dvd, produzido com a colaboração de
muitos artistas Amazigh de toda a região, contém
informações sobre as técnicas de
produção, problemáticas ambientais,
a importância da denominação geográfica
protegida, marketing e a promoção do produtos.
Também visa preservar as árvores de argan
e promover o uso das técnicas tradicionais entre
os produtores de óleo.
A Fundação Slow Food para a Biodiversidade
publicará em breve mais um dvd, em idioma Amazigh
sobre a degustação do óleo de argan.
Estas iniciativas fazem parte do projeto da Fortaleza
do óleo de argan, com o apoio da Região
Piemonte.
Para maiores informações:
Zoubida Charrouf
zcharrouf@menara.ma
Clique
aqui para maiores informações sobre
a Fortaleza do óleo de argan.
Uma receita do livro de
receitas marroquinas “L'oro dell'arganeraie:
33 ricette marocchine a base di argan”
Chermoula
Choumicha Acharki
2 dentes de alho
Salsa
4 colheres de sopa de coentro, uma colher de chá
de cominho
Uma colher de chá de páprica
8 colheres de sopa de óleo de argan, 4 colheres
de sopa de vinagre
Uma colher de chá de sal, uma pitada de pimenta
do reino
Tempo de preparação: quinze minutos
Pique bem os dentes de alho, o coentro e a salsa. Coloque
numa tigela. Acrescente o óleo de argan, o vinagre,
sal e o resto dos ingredientes (cominho, páprica,
pimenta do reino). Misture bem.
A chermoula é um molho típico marroquino
servido principalmente com peixe grelhado. Também
pode acompanhar outros pratos graças aos aromas
e sabores bem equilibrados. A preparação
é rápida e o molho pode ser conservado
na geladeira por até duas semanas.
L'oro
dell'arganeraie: 33 ricette marocchine a base di argan
foi realizado pela Fundação Slow Food
para a Biodiversidade graças ao apoio da Região
Piemonte.
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Alimento
para a mente
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A
luta contra os OGM
Do México
a Bruxelas, o Slow Food protesta contra a introdução
dos cultivos OGM |
Bélgica –
A recente decisão de aprovar a produção
em larga escala de uma variedade de batata geneticamente
modificada na União Europeia, a primeira decisão
do gênero em 12 anos, suscitou protestos da parte
de ambientalistas, consumidores e produtores, com o
Slow Food entre as organizações que se
declararam contrárias à decisão.
A batata, desenvolvida pela BASF, com um teor mais elevado
de amido, foi aprovada pelo comissário UE para
a saúde e a proteção dos consumidores
John Dalli, e seria cultivada principalmente na Alemanha,
autorizada a ser usada como forragem. “É
muito grave – comentou Carlo Petrini, presidente
do Slow Food Internacional – que o primeiro gesto
deste comissário tenha sido romper uma indiscutível
moratória introduzida para proteger a saúde.
Isto demonstra como as decisões sobre estas questões
são afetadas pelos interesses econômicos
das multinacionais, sem considerar os riscos, ainda
desconhecidos, para a saúde pública.”
Clique
aqui para ler as Dez razões para
se opor aos OGM, por Carlo Petrini.
O grupo Avvaz.org lançou uma petição
online para recolher um milhão de adesões
pedindo que os OGM sejam proibidos até a realização
de uma pesquisa independente sobre seus riscos.
Os cidadãos da União Europeia podem clicar
aqui para assinar.
México – A decisão
da UE seguiu outra decisão parecida, pela qual,
no mês passado, o governo mexicano deu autorização
às empresas privadas para a primeira plantação
legal de milho OGM, depois de uma luta de dez anos.
Os opositores temem que os genes modificados possam
difundir-se, contaminando geneticamente as variedades
autóctones. O convivium Slow Food de Tehuacán
Mixteca Popoloca lançou uma campanha para proteger
as variedades tradicionais de milho, com a intenção
de mostrar às famílias e às organizações
dos agricultores a riqueza da biodiversidade de seu
país, para que a comunidade mexicana se sinta
orgulhosa do próprio patrimônio cultural
e trabalhe para sua valorização. Além
disto, outro objetivo é conscientizar o governo
e os legisladores sobre o dramático impacto que
esta decisão terá sobre a vida dos agricultores
mexicanos.
Clique
aqui para ler todo o artigo.
Índia – Num momento significativo
para a luta global contra os OGM, na Índia foi
apresentada uma proposta de lei que, se aprovada, poderia
levar para a cadeia os cidadãos que criticam
os OGM. A lei, apresentada pelo Ministério de
Ciência e Tecnologia, prevê a prisão,
por um mínimo de seis meses, para qualquer cidadão
indiano que questionar a segurança de alimentos
e medicamentos OGM. A proposta foi atacada por inúmeros
ativistas pelos direitos civis. “É uma
lei ridícula, absolutamente draconiana, contrária
à Constituição indiana, que garante
o direito fundamental de liberdade de expressão”,
declarou o advogado do Supremo Tribunal Prashant Bhushan.
A proposta chega num momento em que o país está
enfrentando um debate acirrado sobre a introdução
na Índia do primeiro alimento OGM - a berinjela
brinjal modificada – provisoriamente bloqueada
pelo Ministro do Meio Ambiente Jairam Ramesh, à
espera de testes adicionais.
Clique
aqui para ler todo o artigo.
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Livros
e filmes
Dia 22 março,
o dia mundial da água organizado pelas Nações
Unidas, chamou a atenção da comunidade
internacional sobre a importância da água
potável e promoveu uma gestão sustentável
dos recursos hídricos. Por ocasião deste
dia comemorativo, rico de iniciativas, selecionamos
uma série de livros e filmes com um olhar atento
sobre a complexidade das problemáticas acerca
deste recurso fundamental.
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Ouro
azul: a guerra mundial pelas águas |
Blue Gold é o título
de um livro e de um filme poderosos, que documentam
o crescimento e a rápida expansão de um
tipo de empresa, que foi possível graças
aos recentes acordos comerciais internacionais: a privatização
e a comercialização da água. Blue
Gold revela a perturbadora verdade sobre como as multinacionais
estão avançando sobre os escassos recursos
mundiais de água potável.
Ouro Azul: a Guerra Mundial pelas Águas,
Maude Barlow & Tony Clarke
Clique
aqui para maiores informações
sobre o livro (disponível em 16 idiomas e em
47 países) e sobre o filme, ou para comprá-los.
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 |
O
coletor d’água
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A região de Zvishavane, no
sul do Zimbábue , é uma terra árida
onde pequenas fazendas lutam com um solo frágil
e chuvas escassas e irregulares, e a água é
um recurso natural extremamente precioso. Mas o agricultor
Zephaniah Phiri teve a sabedoria, a visão e determinação
necessárias para transformar um pedaço
de terra que lhe dava o mínimo indispensável
para a subsistência, numa fazenda fértil.
O livro conta uma história verdadeira. Mais do
que uma simples história ambientalista, The Water
Harvester é o relato de estratégias de
sobrevivência e o caráter de um homem de
imensacoragem, sabedoria e generosidade
The Water Harvester, Mary Witoshynsky,
Weaver Press, 2000.
Clique
aqui para maiores informações.
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Voices
from the Waters 2010
5°
Festival de cinema internacional sobre a água |
A quinta edição
do mais importante festival internacional sobre a água
está à procura de contribuições:
filmes sobre a água e sobre temas relacionados
com a água. No programa do próximo mês
de setembro, em Bangalore, na Índia, Voices from
the Waters vai apresentar uma seleção
de filmes que tratam dos inúmeros aspectos da
crise hídrica.
Clique
aqui para maiores informações
Uma ampla seleção de filmes que
tratam de várias temáticas ambientais,
sociais e alimentares está disponível
no site do Festival
do cinema ambientalista.
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A
verdade sobre a criação de salmão
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O cineasta canadense Damien
Gillis apresenta um documentário chocante sobre
a devastação meio-ambiental e social provocada
no mundo todo pela indústria da criação
do salmão norueguês. Publicado durante
a “Semana da ação global para a
campanha em favor do salmão puro”, o documentário
está agora disponível online.
Clique
aqui para assistir.
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É um momento importante para o futuro da
agricultura. E, consequentemente, para o futuro
do planeta. É como se tivéssemos
chegado ao ataque final de uma ofensiva que dura
há anos e que será decisiva para
o êxito da batalha. De um lado, as multinacionais,
com suas sementes e agrotóxicos, para além
de seus lobbies de pressão em alguns governos,
mercados e sindicatos. Do outro, os cidadãos,
os agricultores que cultivam produtos orgânicos,
os produtores tradicionais que usam a química
de forma legal e moderada, os que cultivam com
técnicas biodinâmicas, e também
os consumidores, que não veem razão
alguma para abandonar alimentos conhecidos, com
os quais se identificam e nos quais confiam, por
alimentos novos, não solicitados, não
suficientemente testados (e com isto já
fora de questão: desde quando um alimento
precisa de testes? A gente experimenta a comida,
pois já sabemos por outras pessoas que
é comida. Resta só saber se gostamos
ou não) e substancialmente inúteis,
além de potencialmente prejudiciais para
a saúde e/ou para o meio ambiente
A Europa autorizou os cultivos, ignorando a opinião
de cidadãos e agricultores sustentáveis;
mas ao mesmo tempo comunicou aos países
membros que poderão exercer o direito de
veto sobre seus territórios. E a Itália
declarou o seu NÃO aos OGM em território
nacional, como outros países europeus já
tinham feito e como – esperamos –
outros ainda farão.
É preciso ter paciência, competência
e capacidade de controle. Os próximos dois
ou três anos serão decisivos: a pressão
será cada vez maior, manobras cada vez
mais rápidas, decisões cada vez
mais antidemocráticas. Devemos ficar atentos:
mais do que nunca o papel de quem ama o planeta
tornou-se fundamental. .
Carlo Petrini
Presidente do Slow Food
Internazionale
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O Slow Food está
trabalhando para ajudar comunidades ao redor do
mundo a reconstruir os seus sistemas locais de produção
para que possam se alimentar melhor, proteger o
meio ambiente e manter a própria diversidade
cultural. Ajude-nos
a concretizar as soluções.
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| Venha
fazer parte de uma |
grande
comunidade internacional que defende a agricultura,
a pesca e a criação sustentável.
Celebre o prazer que os melhores alimentos do
mundo proporcionam em toda a sua variedade.
servicecentre
@slowfood.com
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Calendário
Markt
Des Guten Geschmacks
Stuttgart, Alemanha
15 - 18 de abril de 2010
Dia
da avó
Internacional
25 de abril de 2010
Burren
Slow Food Festival
Irlanda
21 - 23 de maio de 2010
Terra Madre Argentina
Buenos Aires
8-11 Julho de 2010
Terra Madre Balcãs
Sofia, Bulgária
Julho de 2010
Salone del Gusto
Turim, Itália
21 - 25 de outubro de 2010
Terra Madre
Turim, Itália
21 - 24 de outubro de 2010
Terra
Madre Day
Internacional
Dezembro de 2010 |
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Slow Food e Terra
Madre
em números
Associados: 100.000
Convivia: 1.300
Países: 150
Fortalezas: 314
Produtos da Arca do Gosto: 903
Mercados da Terra: 10
Hortas Escolares: 300
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