Arquivo e versões em outras línguas
Se não conseguir visualizar correctamente esta newsletter, clique aqui
 

Março 2010

Imprima
Nesta edição:
 

Editorial de Carlo Petrini

Projeto do Mês
Emergência Chile

Ajudamos os productores das Fortalezas Slow Food afectados pelo terremoto

Palavras chave do Slow Food

Educação do gosto

Da terra à mesa
Terra Madre 2010
Culturas e idiomas indígenas no quarto encontro mundial da rede

Retratos de produtores
Slow Food UK reúne retratos de pequenos agricultores, produtores de sidra, padeiros e produtores de queijos

Uma maçã por dia
O ano da maçã antiga nos Estados Unidos
Uma coletânea 'Slow'


Os detetives do rótulo
Uma lupa para ler os rótulos dos alimentos na Turquia

Celebrando as conservas do bosque

As crianças siberianas descobrem as receitas tradicionais para os meses de inverno

Slow Food na cantina
Crianças ajudando na cantina escolar

Da bacia à panela
Slow Food Hong Kong educa sobre peixe sustentável

Vozes de Terra Madre
A redescoberta dos alimentos tradicionais do Quênia
Emmy Addisah Otwombe é uma nutricionista empenhada na promoção de alimentos saudáveis da tradição queniana

Tradições alimentares
O óleo de argan em vídeo
Um dvd para produtores realizado em idioma Amazig

Alimento para a mente
A luta contra os OGM
Do México a Bruxelas, o Slow Food protesta contra a introdução dos cultivos OGM

Livros e Filmes
Ouro azul: a guerra mundial pelas águas

O coletor d’água

Voices from the Waters 2010
5° Festival de cinema internacional sobre a água

A verdade sobre a criação de salmão

Calendário

 

   


Projeto do mês
 

Emergência Chile
Ajudamos os productores das Fortalezas Slow Food afectados pelo terremoto

Chile
– No dia 27 de fevereiro passado, um terremoto devastador, de 8.8 graus de magnitude na escala Richter, o sexto mais violento já registrado, atingiu a região central e sul do Chile, afetando pelo menos 200 mil casas, derrubando escolas e hospitais, fábricas e escritórios. Muitos chilenos perderam casa e trabalho.
O Slow Food está presente no Chile desde 2004 e desde então são muitos os amigos que colaboram conosco para a difusão do movimento e o desenvolvimento de atividades ligadas à defesa da biodiversidade. A nossa rede conta com mais de 200 associados, organizados em 5 convivia, 5 Fortalezas, 10 Comunidades do Alimento de Terra Madre, além de cozinheiros e professores que têm nos acompanhado ao longo destes anos de trabalho. A notícia do terremoto nos abalou profundamente, assim como a situação na qual se encontram o País e nossos amigos.
O abalo sísmico atingiu especialmente dois de nossos projetos: a Fortaleza do peixe da Ilha de Robinson Crusoé e a Fortaleza das galinhas dos ovos azuis.

Fortaleza do peixe da Ilha de Robinson Crusoé
Nos minutos sucessivos ao primeiro tremor, formou-se nas águas do Oceano Pacífico uma série de ondas de tsunami que atingiram o litoral do arquipélago Juan Fernandez.
Foi exatamente aqui que, em 2005, o Slow Food tinha implantado a Fortaleza para apoiar o precioso trabalho do Sindicato dos pescadores do Arquipélago Juan Fernandez (STIPA) para proteger um ecossistema marinho único no mundo, preservando a pesca tradicional e ampliando a área protegida ao redor da ilha.
Quando houve o terremoto, Slow Food e STIPA, graças ao financiamento da Lighthouse Foundation, estavam começando as obras de organização do restaurante dos pescadores, de um laboratório de processamento e da peixaria. O tsunami destruiu tudo: muitos pescadores perderam suas casas, barcos, o equipamento para a pesca. O restaurante e a peixaria que ficavam perto do cais de San Juan Bautista foram arrastados, como também tudo aquilo que ficava nas proximidades.
O nosso objetivo, então, era ajudar os pescadores a se tornarem mais eficientes, autônomos e competitivos. Hoje é fundamental ajudar os pescadores a retomar as atividades de pesca para que tenham de novo uma fonte de renda, respeitando um ecossistema que continua único.

Fortaleza das galinhas dos ovos azuis
A Fortaleza nasceu em 2005 para preservar uma raça avícola autóctone. As criadoras da Fortaleza vivem nas aldeias próximas de Concepción, a cidade mais afetada pelo terremoto. Após os tremores, muitas delas perderam a casa, as galinhas e têm dificuldade de encontrar ração para os animais. A situação também é muito grave neste caso: é preciso colocar à disposição das criadoras rações naturais e reprodutores para reconstruir as criações dizimadas. Só assim as mulheres poderão retomar suas atividades.

Ajude-nos a fazer frente à emergência no Chile, dando apoio aos pequenos produtores! Dê a sua contribuição no site www.slowfood.com/donate/.

< Voltar ao indice >


Palavras chave do Slow Food
 

Educação do gosto

A educação do gosto ajuda as pessoas a realizar escolhas diárias responsáveis em matéria de alimentos, permitindo que os consumidores se tornem parte ativa do processo de mudança dos modelos de produção: escolhendo alimentos bons, limpos e justos, os consumidores se tornam de fato coprodutores. A educação alimentar Slow Food visa despertar e treinar os sentidos, melhorar os conhecimentos, partindo do pressuposto que alimento significa cultura, convívio e prazer, e que o ato de comer envolve valores, atitudes e emoções. O Slow Food organiza projetos e cursos de educação do gosto a todos os níveis e para todos: de crianças a professores, de associados a todos aqueles que participam dos eventos locais e internacionais.

Clique aqui para maiores informações

< Voltar ao indice >


Da terra à mesa…
 

Terra Madre 2010
Culturas e idiomas indígenas no quarto encontro mundial da rede
A quarta edição do encontro mundial da rede de Terra Madre se realizará em Turim de 21 a 25 de outubro de 2010, contemporaneamente ao Salone del Gusto.
O encontro irá reunir, durante cinco dias, comunidades do alimento, cozinheiros, docentes, jovens e músicos do mundo inteiro, pessoas empenhadas em promover uma produção alimentar local, sustentável, em harmonia com o planeta e que respeite os saberes transmitidos de geração em geração.
Entre as novidades de 2010, o papel das diversidades culturais e linguísticas, e a proteção das etnias, dos idiomas autóctones, a valorização da oralidade e da memória.
Por ocasião da inauguração do evento, protagonistas serão algumas entre as mais significativas comunidades indígenas do mundo (americanas, asiáticas, africanas e europeias) e os discursos da cerimônia de abertura serão pronunciados em seus idiomas. O segundo dia do evento será dedicado aos oito temas fundamentais para o futuro da agricultura e do planeta (biodiversidade, energias renováveis, educação, conhecimentos tradicionais...). Durante o terceiro dia serão organizados encontros nacionais e regionais das comunidades, e no quarto dia será possível participar dos Laboratórios da Terra.
No encerramento oficial de Terra Madre, será apresentado o documento programático de Terra Madre, com as propostas da rede para um futuro sustentável. Durante os dias do evento estarão presentes pontos de informação, onde também será possível apresentar os projetos ligados à educação do gosto (hortas, projetos com as cantinas, etc...), à biodiversidade (Fortalezas e Mercados da Terra) e para organizar, na própria comunidade ou país, o Terra Madre Day, cuja segunda edição está prevista para o dia 10 de dezembro de 2010, no mundo inteiro. Muitas atividades serão dedicadas à rede dos jovens de Terra Madre.

Para informações e atualizações sobre Terra Madre: www.terramadre.org

  < Voltar ao indice >


Retratos de produtores
Slow Food UK reúne retratos de pequenos agricultores, produtores de sidra, padeiros e produtores de queijos

Reino Unido – “Começamos o nosso projeto Retratos de produtores no extremo norte do Reino Unido, em Inverness, para depois descer rumo a Edimburgo e Glasgow, visitando fazendas e produtores que trabalham segundo a filosofia Slow Food. Vi pela primeira vez um rebanho de vacas das Highlands, aprendi a fazer queijo, experimentei meu primeiro gole de uísque escocês single malt. Experimentei o sabor de uma alface e de um tomate de verdade, e serei eternamente grato pela fascinante aula sobre as variedades e a história da maçã. Chegando na Inglaterra, a minha primeira aventura foi visitar uma fazenda da região de Devon onde o gado pasta livremente. Em Somerset, a responsável do convivium local compartilhou comigo os seus conhecimentos sobre panificação e alimentos de modo geral. Fui ainda para Lincolnshire, onde vi perus pretos e brancos e conheci um fantástico sistema de venda direta a domicílio de produtos orgânicos locais, o chamado Veg Box Scheme, organizado por uma família das Woodlands. padeiros e moleiros, experimentei o Perry (sidra de pera) e visitei um centro de conferências eco-compatível em Berkshire. Os produtores foram extremamente acolhedores e me transmitiram um grande amor pela terra e pelos alimentos. Espero que gostem dos vídeos.”

Clover Lalehzar
cloverlalehzar@hotmail.com

Para assistir aos vídeo-retratos dos produtores visitados durante o projeto, acesse Slow Food UK

< Voltar ao indice >


Uma maçã por dia
O ano da maçã antiga nos Estados Unidos

EUA – No passado, os americanos cultivavam e comiam aproximadamente 15-16 mil variedades de maçã; hoje, pelo contrário, a Red Delicious representa sozinha 41% da produção nacional e 90% das maçãs vendidas no comércio reúne apenas 11 variedades. Cerca de nove a cada dez variedades históricas correm o risco de desaparecer para sempre dos pomares e das mesas dos Estados Unidos. Por isto, a Renewing America's Food Traditions Alliance (RAFT), uma associação que visa resgatar as tradições alimentares americanas, decidiu celebrar, em 2010, o “Ano da maçã antiga”.

O grupo RAFT, formado por ativistas da área dos alimentos, da agricultura, do meio ambiente e da gastronomia, coordenado pelo Slow Food EUA, está trabalhando para definir o primeiro programa nacional de proteção e recuperação das variedades tradicionais de maçã. A proposta é identificar, em cada região, 90 espécies em risco de extinção e promovê-las junto a cultivadores, produtores de sidra, restaurantes e cozinhas, com o objetivo de revitalizar a “cultura nacional da maçã”, que já foi muito forte no passado. O projeto faz parte das iniciativas RAFT para preservar e promover em todo o país variedades agrícolas e raças animais tradicionais, hoje abandonadas.

Clique aqui para baixar o novo Manual e manifesto das frutas esquecidas – As maçãs publicado pela RAFT, por Gary Paul Nabhan, com uma introdução de Ben Watson.

Para conhecer mais, leia este artigo no site do Slow Food EUA: www.slowfoodusa.org


  Uma coletânea 'Slow'

Austrália – Com a campanha Picking slow fruit, o Slow Food Austrália propõe que os associados reúnam imagens e informações sobre as variedades históricas de frutas e nozes e sobre antigos pomares, com o objetivo de criar um catálogo nacional de variedades antigas. Quem estiver interessado poderá tirar fotos de árvores e pomares e preencher um questionário com todas as informações que tenha ou que consiga sobre a planta/pomar, variedade da fruta e sua sazonalidade. Foi organizado, como parte do projeto, um concurso fotográfico que premiará as melhores imagens de plantas e frutas de cada território.

Para maiores informações, escreva para: slow.fruit@slowfoodaustralia.com.au

< Voltar ao indice >


Os detetives do rótulo
Uma lupa para ler os rótulos dos alimentos na Turquia

Turquia – Há algum tempo, milhares de habitantes de Istambul levam sempre consigo a carteira de “detetive do rótulo”, graças a uma nova iniciativa do Slow Food Fikir Sahibi Damaklar criada para facilitar a leitura da escrita minúscula dos ingredientes nas embalagens de alimentos. Os associados do convivium distribuíram aproximadamente 5 mil mini-lupas antes e depois de duas sessões muito concorridas, do documentário Food Inc. no International Independent Film Festival, junto com um folheto sobre a escolha de alimentos “verdadeiros”.

Após a recente campanha para proibir os OGM da Turquia, a líder do convivium, Defne Koryürek declarou: “Nos demos conta de que não basta sermos conscientes do problema dos OGM, também é necessário conhecer toda a cadeia produtiva. A maioria dos rótulos dos produtos alimentares na Turquia é ilegível. Nós queríamos que todos se dessem conta de que cada produto tem uma lista de ingredientes, muitas vezes escondida nas embalagens e que muitos destes ingredientes jamais seriam utilizados numa cozinha normal.”

O convivium está trabalhando para conscientizar as pessoas, inclusive os mais jovens, sobre o tema. Durante uma das iniciativas as crianças aprendem a fazer pão, depois visitam lojas à procura de pão feito apenas com ingredientes naturais.

Para maiores informações:
Defne Koryürek

Slow Food Fikir Sahibi Damaklar
dkoryurek@gmail.com

< Voltar ao indice >  


Celebrando as conservas do bosque
As crianças siberianas descobrem as receitas tradicionais para os meses de inverno

Rússia – Na região montanhosa de Gornaya Shoria, no sul da Sibéria, os habitantes das aldeias colhem frutas, mais de 60 tipos de cogumelos, pinoli e outros produtos dos bosques, preparando conservas para o longo inverno. Trabalhando em grupos durante a colheita e o processamento das frutas, as comunidades produzem tradicionalmente uma grande variedade de conservas, diferentes a cada estação. Mas hoje esta tradição está desaparecendo, pois as famílias compram cada vez mais conservas alimentares industriais.

Para reaproximar as crianças desta rica tradição, celebrando os alimentos locais e tradicionais, a comunidade de produtores de conservas de Shoria organizou no começo deste ano um “Dia da conserva” na aldeia de Kameshek. As crianças experimentaram várias conservas, cantaram canções tradicionais russas e participaram de jogos e competições de degustação de conservas às cegas.

“Seguindo a onda do sucesso deste dia, a comunidade espera repetir a iniciativa compartilhando os êxitos com outras comunidades do mundo”, declarou a coordenadora Elena Malyavko. “Temos certeza de que, assim como o agricultor lança as sementes no campo, e vê nascerem as mudas, educando as crianças sobre a importância das tradições, podemos contribuir para que as mantenham quando adultos. Além disso, se entrarem em contato com as crianças envolvidas em projetos parecidos em outros lugares do mundo, desenvolverão tanto a consciência das peculiaridades de sua região, como um interesse sincero para resolver problemas de porte global”.

Todas as comunidades ou os convivia que organizam iniciativas parecidas e desejam ligá-las ao projeto com a Sibéria, poderão entrar em contato com Elena.

Elena Malyavko
Comunidade do alimento dos produtores de conservas de Shoria
ecolist@mail.ru

< Voltar ao indice >  


Slow Food na cantina
Crianças ajudando na cantina escolar

Dinamarca - No mês de dezembro do ano passado, na escola de Klostervaegts, um dos bairros com maior número de residentes estrangeiros de Copenhague, foi lançado um projeto para introduzir alimentos bons, limpos e justos na cantina escolar. O projeto envolve aproximadamente 160 alunos (do total de 250 da escola) entre 6 e 14 anos e prevê que, se revezando, as crianças de cada sala de aula participem ativamente da preparação do almoço, ajudando a cozinhar, servir e limpar a mesa e a cozinha da escola. Desta forma, os alunos se envolvem em todas as fases da preparação, aprendem a conhecer a origem dos alimentos, evitando o desperdício de matérias primas, todas orgânicas e locais. Desde o principio, as reações foram muito positivas: durante os primeiros dois meses a cantina foi gratuita para todos, e desde o começo, muitos alunos, em vez de voltar para casa na hora do almoço, ou de comer rapidamente a merenda trazida de casa, escolheram o serviço da cantina.

O problema fundamental é que quase nenhuma das 60 escolas de Copenhague tem uma cantina, mas Kolstervaegts já se tornou um exemplo seguido por outras seis escolas. O programa, coordenado pela jovem chef e associada do convivium de Copenhague (Amalie Ørsted), faz parte de um projeto mais amplo da Madhus (Food House) de Copenhague, uma entidade financiada pela prefeitura, com o objetivo de melhorar a qualidade da comida nas escolas, conscientizando as novas gerações em relação ao alimento.

Contatos:
Amalie Ørsted
malle61@hotmail.com

Katrine Klinken
katrine@klinken.dk

Convivium SF Copenhague

< Voltar ao indice >  


Da bacia à panela
Slow Food Hong Kong educa sobre peixe sustentável

Hong Kong - “Passear nos mercados de peixe e frutos do mar de Hong Kong é uma festa para os sentidos. Os vendedores, com seus aventais impermeáveis e botas, de suas bancas cheias de peixe recém pescado, chamam os clientes, que muitas vezes são atingidos pelos espirros d'água de uma trilha que ainda se agita . Embora grande parte do peixe seja pescado localmente, tradicionalmente, a sustentabilidade do peixe nunca foi uma prioridade. Por isso, a proteção das águas tornou-se um objetivo fundamental do convivium de Hong Kong. Em 2010, decidimos dedicar o nosso programa anual de atividades e eventos à campanha Slow Fish. Começamos com um jantar didático num dos cada vez mais numerosos restaurantes de Hong Kong que servem peixe sustentável. Os nossos associados apreciaram tanto receitas tradicionais quanto modernas, escolhidas pelos chefs com a ajuda de um guia de peixes sustentáveis locais, apresentado durante o jantar.

Entre as atividades da nossa campanha, incluímos visitas guiadas a estabelecimentos de aquacultura que usam técnicas sustentáveis no marco de um programa do WWF. Durante o dia, pais e filhos assistem à pesca com métodos tradicionais, acompanhando todo o percurso do peixe fresco, dos tanques de criação até a mesa. A experiência é educativa também para os pais, que aprendem a conhecer a aquacultura orgânica em pequena escala e os graves problemas ligados à criação ictíica tradicional.”

Annabel Jackson
Responsável pelo convivium Slow Food de Hong Kong
annabel.jackson@gmail.com

< Voltar ao indice >  


  Vozes do Terra Madre

A redescoberta dos alimentos tradicionais do Quênia
Emmy Addisah Otwombe é uma nutricionista empenhada na promoção de alimentos saudáveis da tradição queniana. Durante Terra Madre ela apresentou o seu trabalho e suas motivações..

 

Quênia – A minha atividade abrange vinte distritos na Província Oriental do Quênia. Eu viajo pela região, desempenhando a minha atividade de formação sobre uma série de temas ligados aos alimentos, especialmente criando hortas, abordando questões de gênero na agricultura e promovendo os alimentos saudáveis da tradição queniana.
Junto com os membros da comunidade e com a ajuda de consultores agrícolas externos, criamos receitas com alimentos locais e tradicionais, encorajando seu uso entre agricultores e comunidades, além de hotéis e empresas de catering. Já escrevi manuais sobre o uso destes alimentos, dirigidos a agricultores e administradores locais.
Também trabalho com a criação das hortas com pessoas com HIV ou AIDS...

 
     
  Clique aqui para ler o resto da história de Emmy no site de Terra Madre.

Emmy Addisah Otwombe
addisah2004@yahoo.com
 

< Voltar ao indice >


Tradições alimentares

O óleo de argan em vídeo
Um dvd para produtores realizado em idioma Amazigh

Marrocos - Usando uma nova tecnologia para ajudar uma antiga tradição, foi realizado e lançado no começo do ano um dvd falado em Amazigh, o idioma mais difundido entre os produtores de óleo de argan, para a formação de cooperativas de mulheres envolvidas na produção do óleo. Realizado pela fundadora da Fortaleza do óleo de argan, Zoubida Charrouf, em colaboração com a associação Ibn Al Baytar, o dvd faz parte de um projeto didático mais amplo para a alfabetização das cooperativas de mulheres marroquinas.

O dvd, produzido com a colaboração de muitos artistas Amazigh de toda a região, contém informações sobre as técnicas de produção, problemáticas ambientais, a importância da denominação geográfica protegida, marketing e a promoção do produtos. Também visa preservar as árvores de argan e promover o uso das técnicas tradicionais entre os produtores de óleo.

A Fundação Slow Food para a Biodiversidade publicará em breve mais um dvd, em idioma Amazigh sobre a degustação do óleo de argan. Estas iniciativas fazem parte do projeto da Fortaleza do óleo de argan, com o apoio da Região Piemonte.

Para maiores informações:
Zoubida Charrouf

zcharrouf@menara.ma

Clique aqui para maiores informações sobre a Fortaleza do óleo de argan.

Uma receita do livro de receitas marroquinas “L'oro dell'arganeraie: 33 ricette marocchine a base di argan”

Chermoula
Choumicha Acharki

2 dentes de alho
Salsa
4 colheres de sopa de coentro, uma colher de chá de cominho
Uma colher de chá de páprica
8 colheres de sopa de óleo de argan, 4 colheres de sopa de vinagre
Uma colher de chá de sal, uma pitada de pimenta do reino

Tempo de preparação: quinze minutos

Pique bem os dentes de alho, o coentro e a salsa. Coloque numa tigela. Acrescente o óleo de argan, o vinagre, sal e o resto dos ingredientes (cominho, páprica, pimenta do reino). Misture bem.

A chermoula é um molho típico marroquino servido principalmente com peixe grelhado. Também pode acompanhar outros pratos graças aos aromas e sabores bem equilibrados. A preparação é rápida e o molho pode ser conservado na geladeira por até duas semanas.

L'oro dell'arganeraie: 33 ricette marocchine a base di argan foi realizado pela Fundação Slow Food para a Biodiversidade graças ao apoio da Região Piemonte.


< Voltar ao indice >


Alimento para a mente

A luta contra os OGM
Do México a Bruxelas, o Slow Food protesta contra a introdução dos cultivos OGM

Bélgica – A recente decisão de aprovar a produção em larga escala de uma variedade de batata geneticamente modificada na União Europeia, a primeira decisão do gênero em 12 anos, suscitou protestos da parte de ambientalistas, consumidores e produtores, com o Slow Food entre as organizações que se declararam contrárias à decisão. A batata, desenvolvida pela BASF, com um teor mais elevado de amido, foi aprovada pelo comissário UE para a saúde e a proteção dos consumidores John Dalli, e seria cultivada principalmente na Alemanha, autorizada a ser usada como forragem. “É muito grave – comentou Carlo Petrini, presidente do Slow Food Internacional – que o primeiro gesto deste comissário tenha sido romper uma indiscutível moratória introduzida para proteger a saúde. Isto demonstra como as decisões sobre estas questões são afetadas pelos interesses econômicos das multinacionais, sem considerar os riscos, ainda desconhecidos, para a saúde pública.”

Clique aqui para ler as Dez razões para se opor aos OGM, por Carlo Petrini.

O grupo Avvaz.org lançou uma petição online para recolher um milhão de adesões pedindo que os OGM sejam proibidos até a realização de uma pesquisa independente sobre seus riscos. Os cidadãos da União Europeia podem clicar aqui para assinar.

México – A decisão da UE seguiu outra decisão parecida, pela qual, no mês passado, o governo mexicano deu autorização às empresas privadas para a primeira plantação legal de milho OGM, depois de uma luta de dez anos. Os opositores temem que os genes modificados possam difundir-se, contaminando geneticamente as variedades autóctones. O convivium Slow Food de Tehuacán Mixteca Popoloca lançou uma campanha para proteger as variedades tradicionais de milho, com a intenção de mostrar às famílias e às organizações dos agricultores a riqueza da biodiversidade de seu país, para que a comunidade mexicana se sinta orgulhosa do próprio patrimônio cultural e trabalhe para sua valorização. Além disto, outro objetivo é conscientizar o governo e os legisladores sobre o dramático impacto que esta decisão terá sobre a vida dos agricultores mexicanos.

Clique aqui para ler todo o artigo.

Índia – Num momento significativo para a luta global contra os OGM, na Índia foi apresentada uma proposta de lei que, se aprovada, poderia levar para a cadeia os cidadãos que criticam os OGM. A lei, apresentada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, prevê a prisão, por um mínimo de seis meses, para qualquer cidadão indiano que questionar a segurança de alimentos e medicamentos OGM. A proposta foi atacada por inúmeros ativistas pelos direitos civis. “É uma lei ridícula, absolutamente draconiana, contrária à Constituição indiana, que garante o direito fundamental de liberdade de expressão”, declarou o advogado do Supremo Tribunal Prashant Bhushan. A proposta chega num momento em que o país está enfrentando um debate acirrado sobre a introdução na Índia do primeiro alimento OGM - a berinjela brinjal modificada – provisoriamente bloqueada pelo Ministro do Meio Ambiente Jairam Ramesh, à espera de testes adicionais.

Clique aqui para ler todo o artigo.

< Voltar ao indice >


Livros e filmes

Dia 22 março, o dia mundial da água organizado pelas Nações Unidas, chamou a atenção da comunidade internacional sobre a importância da água potável e promoveu uma gestão sustentável dos recursos hídricos. Por ocasião deste dia comemorativo, rico de iniciativas, selecionamos uma série de livros e filmes com um olhar atento sobre a complexidade das problemáticas acerca deste recurso fundamental.

Ouro azul: a guerra mundial pelas águas

Blue Gold é o título de um livro e de um filme poderosos, que documentam o crescimento e a rápida expansão de um tipo de empresa, que foi possível graças aos recentes acordos comerciais internacionais: a privatização e a comercialização da água. Blue Gold revela a perturbadora verdade sobre como as multinacionais estão avançando sobre os escassos recursos mundiais de água potável.

Ouro Azul: a Guerra Mundial pelas Águas, Maude Barlow & Tony Clarke

Clique aqui para maiores informações sobre o livro (disponível em 16 idiomas e em 47 países) e sobre o filme, ou para comprá-los.

< Voltar ao indice >


O coletor d’água
 
A região de Zvishavane, no sul do Zimbábue , é uma terra árida onde pequenas fazendas lutam com um solo frágil e chuvas escassas e irregulares, e a água é um recurso natural extremamente precioso. Mas o agricultor Zephaniah Phiri teve a sabedoria, a visão e determinação necessárias para transformar um pedaço de terra que lhe dava o mínimo indispensável para a subsistência, numa fazenda fértil. O livro conta uma história verdadeira. Mais do que uma simples história ambientalista, The Water Harvester é o relato de estratégias de sobrevivência e o caráter de um homem de imensacoragem, sabedoria e generosidade

The Water Harvester, Mary Witoshynsky, Weaver Press, 2000.

Clique aqui para maiores informações.

< Voltar ao indice >


Voices from the Waters 2010
  5° Festival de cinema internacional sobre a água

A quinta edição do mais importante festival internacional sobre a água está à procura de contribuições: filmes sobre a água e sobre temas relacionados com a água. No programa do próximo mês de setembro, em Bangalore, na Índia, Voices from the Waters vai apresentar uma seleção de filmes que tratam dos inúmeros aspectos da crise hídrica.

Clique aqui para maiores informações

Uma ampla seleção de filmes que tratam de várias temáticas ambientais, sociais e alimentares está disponível no site do Festival do cinema ambientalista.

< Voltar ao indice >


A verdade sobre a criação de salmão
 

O cineasta canadense Damien Gillis apresenta um documentário chocante sobre a devastação meio-ambiental e social provocada no mundo todo pela indústria da criação do salmão norueguês. Publicado durante a “Semana da ação global para a campanha em favor do salmão puro”, o documentário está agora disponível online.

Clique aqui para assistir.


< Voltar ao indice >
   


 


É um momento importante para o futuro da agricultura. E, consequentemente, para o futuro do planeta. É como se tivéssemos chegado ao ataque final de uma ofensiva que dura há anos e que será decisiva para o êxito da batalha. De um lado, as multinacionais, com suas sementes e agrotóxicos, para além de seus lobbies de pressão em alguns governos, mercados e sindicatos. Do outro, os cidadãos, os agricultores que cultivam produtos orgânicos, os produtores tradicionais que usam a química de forma legal e moderada, os que cultivam com técnicas biodinâmicas, e também os consumidores, que não veem razão alguma para abandonar alimentos conhecidos, com os quais se identificam e nos quais confiam, por alimentos novos, não solicitados, não suficientemente testados (e com isto já fora de questão: desde quando um alimento precisa de testes? A gente experimenta a comida, pois já sabemos por outras pessoas que é comida. Resta só saber se gostamos ou não) e substancialmente inúteis, além de potencialmente prejudiciais para a saúde e/ou para o meio ambiente

A Europa autorizou os cultivos, ignorando a opinião de cidadãos e agricultores sustentáveis; mas ao mesmo tempo comunicou aos países membros que poderão exercer o direito de veto sobre seus territórios. E a Itália declarou o seu NÃO aos OGM em território nacional, como outros países europeus já tinham feito e como – esperamos – outros ainda farão.

É preciso ter paciência, competência e capacidade de controle. Os próximos dois ou três anos serão decisivos: a pressão será cada vez maior, manobras cada vez mais rápidas, decisões cada vez mais antidemocráticas. Devemos ficar atentos: mais do que nunca o papel de quem ama o planeta tornou-se fundamental. .

Carlo Petrini
Presidente do Slow Food Internazionale


 




Venha fazer parte de uma

grande comunidade internacional que defende a agricultura, a pesca e a criação sustentável.
Celebre o prazer que os melhores alimentos do mundo proporcionam em toda a sua variedade.
servicecentre
@slowfood.com

 
   
 


.........................................................................


 

Calendário

Markt Des Guten Geschmacks
Stuttgart, Alemanha
15 - 18 de abril de 2010

Dia da avó
Internacional
25 de abril de 2010

Burren Slow Food Festival
Irlanda
21 - 23 de maio de 2010

Terra Madre Argentina
Buenos Aires
8-11 Julho de 2010

Terra Madre Balcãs
Sofia, Bulgária
Julho de 2010

Salone del Gusto
Turim, Itália
21 - 25 de outubro de 2010

Terra Madre
Turim, Itália
21 - 24 de outubro de 2010

Terra Madre Day
Internacional
Dezembro de 2010

 



.....................................................................

 
Slow Food e Terra Madre
em números


Associados: 100.000
Convivia: 1.300
Países: 150
Fortalezas: 314
Produtos da Arca do Gosto: 903
Mercados da Terra: 10
Hortas Escolares: 300

 


......................................................................... 

 

 
  Questa newsletterz è realizata dall'ufficio Comunicazione di Slow Food International
 Bess Mucke: b.mucke@slowfood.com -  Michèle Mesmain: m.mesmain@slowfood.com
Per tutte le questioni associative contattate il Centro Servizi: centroservizi@slowfood.it
Per disattivare la ricezione della newsletter, scrivere a communication@slowfood.com (oggetto mail: unsubscribe)