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Abril 2010
Imprima
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Nesta
edição: |
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Projeto do mês
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Hortas
familiares em Cuba
Um projeto de
formação para responsáveis
locais |
O projeto “Formar líderes locais”
nasceu em julho de 2009 para favorecer o desenvolvimento
de hortas comunitárias, através de seminários
de formação sobre as técnicas agrícolas
e a difusão de material didático.
Foco dos seminários são a produção
orgânica e as melhores técnicas para obter
colheitas fartas e de boa qualidade, com recursos limitados.
Os participantes selecionados têm a responsabilidade
de formar, por sua vez, outros membros da comunidade,
transmitindo os conhecimentos e as técnicas aprendidas.
O projeto tem assim um impacto muito forte, embora os
recursos econômicos sejam escassos.
O objetivo para 2010 é ampliar o porte do projeto,
envolvendo novos participantes da comunidade de Itabo,
propondo atividades de formação para crianças,
para que as jovens gerações também
possam compartilhar os conhecimentos aprendidos junto
de suas famílias.
Ajude-nos a desenvolver este projeto em 2010:
dê a sua contribuição através
do site de Terra Madre: www.slowfood.it/donate.
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Palavras chave do
Slow Food
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Università
degli Studi di Scienze Gastronomiche (UNISG –
Universidade de Ciências Gastronômicas) |
A Universidade de Ciências
Gastronômicas (UNISG) é uma entidade privada
sem finalidade de lucro, fundada em 2004 pelo Slow Food,
em parceria com os Governos das Regiões italianas
Piemonte e Emilia Romagna. Os estudantes, que procedem
de diversos países, têm a oportunidade
de estudar e conhecer, no campo, a produção
alimentar tradicional e industrial, através de
um programa multidisciplinar que inclui estudos científicos
e humanísticos, educação sensorial
e experiências diretas, com viagens pelos cinco
continentes. A UNISG busca renovar os métodos
de produção agrícola, preservando
a biodiversidade e instituindo relações
orgânicas entre gastronomia e agricultura. O diploma
trienal e os cursos de pós-graduação
garantem figuras profissionais únicas no mundo
da enogastronomia, com competências na produção,
distribuição, promoção e
comunicação dos alimentos de qualidade.
Para mais informações:
UNISG
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Campanhas…
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Slow
Fish
Um site para compreender
melhor os oceanos |
Este mês, a campanha internacional
Slow Fish lança um
site, em quatro idiomas, que, antes de tudo, ter por
objetivo informar, coletando e organizando dados procedentes
das mais importantes associações e dos institutos
científicos do mundo inteiro (sobre a situação
dos oceanos, das reservas ictíicas, etc.). São
também relatadas as histórias das Fortalezas
e das comunidades de pequenos pescadores de Terra Madre,
as iniciativas mais interessantes organizadas no mundo
pelos convivia Slow Food, com o objetivo de promover pesca
e consumo de peixe sustentáveis. A campanha propõe
iniciativas simples e ao alcance de todos, dos peixeiros,
dos restauranteurs, e de todos aqueles que devem decidir
que peixe comprar para cozinhar.
O objetivo da campanha Slow Fish é divulgar, de
forma capilar e permanente, a mensagem lançada
pelo evento Slow Fish (que se realiza a cada dois anos
em Gênova), oferecendo, aos convivia e às
comunidades de Terra Madre, percursos de reflexão
e ferramentas práticas para fazer e promover escolhas
conscientes, boas e responsáveis. Só nos
resta sugerir a todos que visitem o site, usem as informações,
organizem iniciativas, sugiram idéias, contem o
que acontece nas várias regiões: pode ser
até um simples jantar preparado com peixes locais
e sustentáveis, ou uma receita tradicional, uma
técnica de pesca que pode ser resgatada, uma iniciativa
voltada para as crianças... Qualquer coisa, por
menor que seja, pode se tornar grande e importante, se
tornando parte da rede do Slow Food e de Terra Madre.
A campanha Slow Fish foi lançada graças
à contribuição da Lighthouse Foundation,
uma fundação alemã que se ocupa de
preservar a biodiversidade marinha (para informações:
www.lighthouse-foundation.org).
O próximo encontro:
Terre d’Acqua
A Região do Veneto, em parceria com o Slow Food,
organiza a primeira edição de “Terre
d’Acqua”, em Rovigo (Itália) nos dias
28, 29 e 30 de maio de 2010.
O evento visa chamar a atenção sobre os
ecossistemas das áreas salobras e das águas
internas, dando ênfase ao ecossistema do delta do
rio Po.
O evento prevê uma atividade de captação
de recursos para ajudar a Fortaleza dos pescadores da
Ilha de Robinson no Chile, gravemente castigada pelo forte
terremoto e pelas ondas de tsunami, no passado mês
de fevereiro.
Para maiores informações:
Terre d’Acqua
Para maiores informações sobre a Fortaleza
do peixe da Ilha de Robinson Cruose, clique
aqui.
Para oferecer uma contribuição em favor
desta comunidade em dificuldade, clique
aqui.
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A
declaração alimentar européia
Uma coalizão
de organizações lança um apelo
para mudar os sistema alimentar |
O Slow Food faz parte de uma coalizão de organizações
européias que redigiu uma declaração,
como primeira etapa rumo à construção
de um movimento para mudar o sistema alimentar e para
alcançar a soberania alimentar. A Declaração
Alimentar Européia define os objetivos que o grupo
considera prioritários e que devem ser integrados
nas próximas décadas na Política
Agrícola Comum (PAC), o sistema de subsídios
e programas agrícolas da União Européia,
cuja reforma está prevista para 2013. “Depois
de mais de meio século de industrialização
da produção agrícola e alimentar,
a agricultura familiar e as produções alimentares
locais diminuíram substancialmente na Europa.”,
diz a declaração. “Hoje, o nosso sistema
alimentar está dependente dos combustíveis
fósseis de baixo custo, não reconhece a
água e a terra como recursos limitados e apóia
regimes alimentares prejudiciais para a saúde”.
A declaração invoca uma PAC saudável,
sustentável e justa, evidenciando doze princípios
chave entre os quais: promover a produção
e o consumo de alimentos locais, sazonais e de alta qualidade,
resgatar a relação dos cidadãos com
os alimentos e com os produtores de alimentos, e considerar
a comida um direito humano universal, e não uma
mera mercadoria.
Para ler todo o artigo, clique
aqui.
Para mais informações ou para assinar
a declaração, clique
aqui.
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Da terra à
mesa…
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Os
sabores do Cabo
Os Jovens Embaixadores
da Agricultura promovem a agricultura orgânica
e o futuro agrícola da sua terra |
África do Sul – O projeto
Youth Agricultural Ambassadors (YAA) nasceu em 2008 com
a supervisão de Tshediso Johannes Phahlane (delegado
de Terra Madre), envolvendo um grupo de oito jovens que
desejam promover a agricultura orgânica junto de
seus coetâneos, crianças das escolas, órfãos,
entre os outros. O time do YAA criou um comitê de
gestão do projeto, e encarregou alguns produtores
da formação sobre as técnicas agrícolas
orgânicas, mas também sobre temas mais gerais
como o AIDS, a igualdade de gêneros, a capacidade
de gerir e organizar projetos.
“Nosso objetivo é criar oportunidades de
trabalho para jovens, mulheres e pessoas com deficiências,
oferecendo competências importantes para o presente
e para o futuro”, declarou Tshediso Johannes. Até
hoje, o YAA formou mais de trezentos órfãos
e 806 crianças em cinco escolas diferentes. “Queremos
que os nossos filhos vivam num ambiente limpo e que comam
alimentos saudáveis. É nossa responsabilidade
fazer com que este sonho se torne realidade”.
Para maiores informações:
Tshediso Johannes Phahlane
tphahlane@gmail.com
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Um
novo convivium promove o alimento bom, limpo e justo
em todas as atividades da vida comunitária
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No entanto, mais ao sul do país,
o segundo convivium da Cidade do Cabo, trabalhou com afinco
desde a sua inauguração, no final do ano
passado. O Mother City Convivium organizou degustações,
um jantar sobre a harmonização de cervejas
artesanais e comidas, uma visita a uma fazenda biodinâmica,
um laboratório sobre a conservação
dos alimentos e a colheita de cogumelos nos bosques, e
um programa agrícola, com o apoio da comunidade,
para criar contatos entre pequenos agricultores e grupos
de consumidores urbanos.
“Estávamos tão entusiasmados com todos
os eventos que poderíamos organizar, e todos os
pequenos produtores que poderíamos encontrar, que
decidimos que a Cidade do Cabo dava para dois convivia
irmãos, e demos o passo”, afirma o membro
do comitê do convivium Pia Taylor. “A idéia
é fazer com que o convivium seja acessível
a estudantes e famílias, propondo excursões
ao alcance de todos, promovendo os valores do Slow Food.”
Para mais informações: Slow
Food Mother City
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Tempus
Argenti
Srebrenica em
festa com as Fortalezas Slow Food |
Antes dos anos 90, Srebrenica era una
cidadezinha animada da Bósnia Oriental. Graças
às estruturas termais, o turismo, não apenas
local, era próspero, sendo ponto de referência
cultural para todos os países próximos.
No teatro da cidade chegavam, com seus trabalhos, artistas
de toda a federação. A guerra civil, e,
em 1995, o genocídio, acabaram com tudo, afetando
inteiras comunidades.
Pouco a pouco, porém, Srebrenica conseguiu reconstruir-se
e hoje torna-se cada vez mais evidente o seu desejo de
dar um novo impulso à própria tradição
cultural. Um exemplo são os três dias de
iniciativas culturais que se realizaram no mês de
março passado. A cidade recebeu eventos teatrais,
Laboratórios do Gosto e shows durante os quais
se revezaram jovens artistas locais e internacionais.
O Slow Food Goraząde organizou Laboratórios do
Gosto e seminários, convidando os pequenos produtores
das Fortalezas Slow Food do Slatko da ameixa pozegaca
e do queijo típico, os produtores da comunidade
do alimento, do feijão poljak de Trebinje. Para
aproximar crianças e adultos das tradições
gastronômicas locais, foi organizado um evento onde
foi sublinhada a importância, nas produções
alimentares, dos produtos caseiros e tradicionais. Erna
Subasic´, jovem líder do convivium que organizou
esta iniciativa, explicou o por que de sua escolha: “Queremos
reaproximar os jovens de sua terra. Quando na Bósnia
se fala em terra, a única coisa que conseguimos
fazer é acrescentar adjetivos possessivos, mas
não somos mais capazes de reconhecer um suco de
maçã caseiro de um suco processado industrialmente.
A comida é uma chave fundamental para resgatar
uma relação saudável e construtiva
com o território e com as nossas identidades”.
A iniciativa foi realizada graças ao grande empenho
de Roberta Biagiarelli (Cooperação Italiana
para o Desenvolvimento) e coloca-se num projeto voltado
para a revitalização cultural e social das
áreas de Srebrenica e Bratunac. Três dias
para concluir um caminho de renascença cultural
que levou anos, com a esperança que entre esses
vales encantados não volte o silêncio.
Para mais informações:
www.utlsarajevo.org.
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Socorro
alimentar
Assistência
às famílias afetadas pelo HIV, para
melhorar e garantir sua alimentação
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– Quênia – Uma nova
iniciativa para melhorar as condições alimentares
das pessoas com HIV, captando recursos e trabalhando com
as famílias afetadas pelo vírus, para que
tenham as condições de produzir autonomamente
os próprios alimentos e ganhar com a venda dos
produtos. Com o projeto “Socorro alimentar para
90 famílias quenianas afetadas pelo HIV”,
o convivium Slow Food Central Rift e a ONG local NECOFA
fornecerão às famílias do distrito
de Molo sementes, animais e formação (em
matéria de agricultura orgânica, criação
em pequena escala e nutrição) ajudando-as
a se tornarem mais auto-suficientes.
Clique
aqui para mais informações.
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Premiadas as
hortas escolares de Slow Food e NECOFA |
Quênia - Em
um período de intensa atividade para o Convivium
Central Rift e a NECOFA, o projeto sobre as hortas escolares
na escola elementar masculina de Machinda que estão
realizando em conjunto foi considerado o melhor do País
em um concurso organizado pelo Ministério da Agricultura.
"A inteligência dos meninos surpreendeu os
juízes, que também gostaram da capacidade
deles de integrar diferentes aspectos no trabalho com
as hortas escolares.
“Não somente ilustraram as técnicas
de cultivo, de colheita e de conservação,
mas também mostraram aos juízes como não
utilizar produtos químicos, aplicando o método
orgânico", explicou Jane Karanja, secretária
organizadora do Convivium Central Rift.
"Quando os meninos se deram conta da vitoria deles
e do sucesso obtido, felizes começaram a dançar
e cantar canções de agradecimento em toda
a escola. Quem mais poderia acalma-los? Tornavam-se os
campeões da agricultura orgânica e os agricultores
do futuro.”
Para mais informações, escreva a:
Jane Karanja
jane_karanja2001@yahoo.com
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Vozes do Terra Madre
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Lições
cubanas
Por ocasião
do Terra Madre Day, no passado mês de dezembro,
os sócios do Slow Food Pelham, no Canadá
se comprometeram em apoiar um projeto do Slow
Food e, juntos, decidiram pelo projeto cubano
'Formar os líderes locais'. Após
a doação, os sócios do convivium
Renée Girard e Daniel Boudin foram até
Cuba, para conhecer os organizadores do projeto.
Renée nos conta a história.. |
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Cuba
– Daniel e eu decidimos ir para
a cidade de Havana porque achamos que
se tratasse de uma oportunidade única
para conhecer mais de perto o projeto
que tínhamos apoiado com uma doação,
e para promover um intercâmbio de
idéias com as pessoas envolvidas.
Vilda Figueroa e José Lama, os
dois diretores do programa, administram
vários outros projetos, entre os
quais um sobre a conservação
de alimentos. A acolhida foi calorosa
e eles nos mostraram, orgulhosos, suas
hortas e as prateleiras cheias de mais
de cem tipos diferentes de conservas caseiras...
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Renée
Girard
Slow Food Pelham
dboudin@cogeco.ca
Clique
aqui para ler o resto da história
de Renée no site de Terra Madre.
Para conhecer mais o projeto ou para fazer
uma doação, clique
aqui
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Tradições
alimentares
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A
cerimônia do café na Etiópia
Um rito antiguíssimo
no país de origem da Coffea Arabica |
Na Etiópia, a preparação
do café é uma verdadeira cerimônia:
dura mais de uma hora e representa um momento importante
no dia a dia das comunidades.
As mulheres se ocupam desta tarefa: sentam num banquinho
preparam o braseiro, colocam uma bandeja de metal onde
torram os grãos de café, mexendo-os constantemente.
Depois os grãos são moídos num
pilão, até ficarem um pó escuro
e fino. Nesse meio tempo é colocada no fogo uma
grande chaleira, até a água ferver. A
água quente e o pó de café são
finalmente colocados numa cafeteira especial: um jarro
de barro, com base larga e redonda, um gargalo fino,
um bico bem fininho e uma alça bem grande que
permite segurá-la sem se queimar. A cafeteira
fica no braseiro mais um pouco, até quando o
café não estiver pronto.
No jogo tradicional, há também uma mesinha,
uma toalha bordada, uma gaveta para as colherzinhas
e umas minúsculas xicrinhas sem alça,
onde se serve o café.
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Alimento
para a mente
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Refeições
sustentáveis
As organizações
do Reino Unido ajudam os consumidores responsáveis
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Reino Unido–
Os consumidores estão se tornando cada vez mais
atentos a suas compras diárias – cada vez
mais preferem os produtos orgânicos e do comércio
justo, mas não são capazes de manterem
os seus princípios quando vão jantar fora.
É a conclusão à qual chegaram os
pesquisadores da Associação de Restauranteurs
Sustentáveis (SRA). Com o objetivo de mudar o
estado de coisas, a organização –
criada no começo do ano – avalia a sustentabilidade
dos restaurantes, considerando um leque de critérios,
entre os quais a procedência e a sazonalidade
das matérias primas, o custo energético
envolvido na produção, os desperdícios,
as relações com agricultores e produtores.
A SRA trabalha em parceria com a Fish2fork, uma organização
online que classifica os restaurantes que servem peixe
nos EUA e no Reino Unido, não somente com base
na qualidade das comidas, mas também em relação
às conseqüências, sobre o mar e o
ecossistema, de suas escolhas. Muitos restaurantes estão
fazendo grandes avanços na transição
rumo a sustentabilidade. Na cozinha do restaurante Konstam
de Londres, por exemplo, 80% das matérias primas
utilizadas pelo chef Oliver Rowe é cultivado
ou criado dentro da área servida pelo metrô
de Londres.
Para mais informações:
Associação
Restauranteurs Sustentáveis
Fish2Fork
Konstam
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Livros
e filmes
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Os
peixes sentem dor? |
A atenção para as
condições de criação dos
animais, nos últimos anos, tem crescido muito.
Fora os peixes. Talvez por falta de formas de expressão
e comunicação reconhecíveis, os
peixes não são tomados em consideração
quando se fala de bem-estar animal. No livro Os peixes
sentem dor? a bióloga Victoria Braithwaite investiga
a questão da percepção do sofrimento
nos peixes, transmitindo conhecimentos científicos
sobre seus comportamentos e analisando as questões
éticas envolvidas no tratamento desses animais.
Do
fish feel pain?
Victoria Braithwaite, Oxford University Press, 2010
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A
cidade que foi salva pela comida
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O agricultor do Vermont, Ben Hewitt,
conta uma história verdadeira de uma comunidade
rural de trabalhadores que reestabeleceu a própria
economia e redesenhou a própria imagem, desenvolvendo
um sistema alimentar local autossuficiente sem iguais
nos Estados Unidos. Hewitt explica como um grupo de
jovens empresários criou uma rede de apoio à
comunidade, relatando de uma forma clara as paisagens
coloridas que deram impulso ao movimento.
The
Town That Food Saved: How One Community Found Vitality
in Local Food, Ben Hewitt, Rodale Books, 2010
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Na
cozinha verde |
“In the green kitchen”
de Alice Waters - chefe de cozinha, líder do
movimento para a cozinha sustentável e local,
e vice-presidente do Slow Food Internacional - apresenta
as técnicas básicas de cozinha, e mais
de 50 receitas para preparar comidas frescas, locais
e sazonais. A autora começa desmistificando alguns
mitos e descrevendo com grande simplicidade algumas
técnicas fundamentais de cozinha: como cozinhar
as verduras a vapor, temperar uma salada, cortar o peixe,
assar um frango, preparar o pão.
In
the Green Kitchen: Techniques to learn by heart,
Alice Waters, Clarkson Potter, 2010
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Soluções
locais para a desordem global
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Lançado nos cinemas
franceses no dia 7 de abril passado, o último
filme documentário de Coline Serreau trata dos
problemas ligados ao atual modelo agro alimentar sem
entrar nos detalhes da situação catastrófica
que nos rodeia. A diretora apresenta uma série
de alternativas ao sistema atual de produção,
levando-nos a refletir sobre o meio ambiente, a sociedade
e a agricultura. O trabalho de Coline Serreau levou
três anos para ser realizado, durante os quais
conseguiu reunir um mosaico de entrevistas: os protagonistas
da agroecologia em nível mundial, de Vandana
Shiva a Serge Latouche, apresentam o próprio
ponto de vista, propondo soluções concretas
para preservar a nossa saúde e a saúde
do planeta. O filme nunca é provocatório,
focalizando as escolhas práticas que podem ter
conseqüências positivas imediatas.
Um filme de Coline Serreau, 2010, CINEMAO,
Para mais informações, clique
aqui.
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Quem
rouba a terra da África?
No mês de agosto
de 2009, o rei saudita Abdullah celebrou a primeira
colheita de arroz da Etiópia. Ao arroz
seguirão cevada e trigo. Localizada no
meio do deserto como todos os Estados do Golfo,
a Arábia Saudita escolheu solucionar o
problema dos alimentos ocupando terras cultiváveis
na outra margem do Mar Vermelho, no Corno da África:
em países como a Etiópia, com 10
milhões de famintos, ou como o Sudão,
que não consegue acabar com a tragédia
de Darfur.
Trata-se de um fenômeno recente e ainda
pouco conhecido: o roubo de terras e de alimentos
do continente mais faminto e mais pobre do mundo.
Para milhões de hectares na Etiópia,
Ghana, Mali, Sudão e Madagascar foi outorgada
uma concessão de vinte, trinta, noventa
anos. À China, Índia, Coréia,
em troca de vagas promessas de investimentos.
Seul já possui 2,3 milhões de hectares,
Pequim comprou 2,1, a Arábia Saudita 1,6,
os Emirados Árabes 1,3.
Os protagonistas são os governos: existem
países que têm dinheiro e precisam
de terras. Por outro lado, há países
paupérrimos – e muitas vezes corruptos
– que, em troca de dinheiro, tecnologia
e infraestruturas, estão dispostos a colocar
à disposição o bem mais precioso
de um continente ainda proeminentemente agrícola:
a terra.
Mas, infelizmente, nenhum camponês africano
pode demonstrar ser proprietário de um
terreno. O direito formal de propriedade (ou arrendamento)
refere-se a 2-10% das terras. Na maioria dos casos
são vigentes normas tradicionais, reconhecidas
localmente, mas não pelos acordos internacionais.
As terras habitadas, assim, cultivadas e usadas
como pasto há gerações, são
consideradas não utilizadas. Do lado dos
governos estão os investidores privados:
depois da crise financeira, muitos começaram
a ambicionar bens de investimento mais tangíveis:
no topo da lista está a terra (alimentos
e biocombustíveis).
O que acontece quando chegam os investidores estrangeiros?
Passa-se da agricultura tradicional – cuja
base são a diversidade, as variedades locais,
as comunidades – ao agronegócio:
isto é monocultivos destinados à
exportação (arroz, soja, óleo
de palma para biocombustíveis...) e uso
massivo de química (fertilizantes e defensivos).
Quando os terrenos serão completamente
empobrecidos, os investidores estrangeiros se
mudarão para outro lugar.
Carlo Petrini
Presidente do Slow Food Internacional
A Fundação Slow Food para a Biodiversidade
faz parte de uma coalizão de organizações
contrárias ao roubo de terras do sul do
mundo e que denunciam o aval do Banco Mundial
em relação ao fenômeno. Para
ler todo o artigo em inglês no site do Slow
Food, clique
aqui
Para
mais informações ou para assinar
.
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O Slow Food está
trabalhando para ajudar comunidades ao redor do
mundo a reconstruir os seus sistemas locais de produção
para que possam se alimentar melhor, proteger o
meio ambiente e manter a própria diversidade
cultural. Ajude-nos
a concretizar as soluções.
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| Venha
fazer parte de uma |
grande
comunidade internacional que defende a agricultura,
a pesca e a criação sustentável.
Celebre o prazer que os melhores alimentos do
mundo proporcionam em toda a sua variedade.
servicecentre
@slowfood.com
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Calendário
Feria Regional del Alimento
Quetzaltenango
Guatemala
1 - 2 maio 2010
Burren
Slow Food Festival
Irlanda
21 - 23 de maio de 2010
Terre
d’acqua
Rovigo, Itália
28 - 30 maio 2010
Terra Madre Argentina
Buenos Aires
8-11 Julho de 2010
Terra Madre Balcãs
Sofia, Bulgária
Julho de 2010
Salone del Gusto
Turim, Itália
21 - 25 de outubro de 2010
Terra Madre
Turim, Itália
21 - 24 de outubro de 2010
Terra
Madre Day
Internacional
Dezembro de 2010
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Slow Food e Terra
Madre
em números
Associados: 100.000
Convivia: 1.300
Países: 150
Fortalezas: 314
Produtos da Arca do Gosto: 903
Mercados da Terra: 10
Hortas Escolares: 300
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