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Abril 2010

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Nesta edição:
 

Editorial de Carlo Petrini

Projeto do Mês
Hortas familiares em Cuba

Um projeto de formação para responsáveis locais

Palavras chave do Slow Food

Università degli Studi di Scienze Gastronomiche

Campanhas
Slow Fish
Um site para compreender melhor os oceanos

A declaração alimentar européia
Uma coalizão de organizações lança um apelo para mudar os sistema alimentar

Da terra à mesa
Os sabores do Cabo
Uma jovem liderança para a agricultura orgânica e um novo convivium, muito engajado, na África do Sul

Tempus Argenti
Srebrenica em festa com as Fortalezas Slow Food

Socorro alimentar
Os projetos do Slow Food Central Rift para melhorar as condições alimentares e de saúde das comunidades do Quênia

Vozes de Terra Madre
Lições cubanas
Os sócios canadenses visitam a horta comunitária à qual dão apoio, na cidade de Havana

Tradições alimentares
A cerimônia do café na Etiópia
Um rito antiguíssimo no país de origem da Coffea Arabica

Alimento para a mente
Refeições sustentáveis
As organizações do Reino Unido ajudam os consumidores responsáveis

Livros e Filmes
Os peixes sentem dor?

A cidade que foi salva pela comida

Na cozinha verde

A Soluções locais para a desordem global

Calendário

 

   


Projeto do mês
 

Hortas familiares em Cuba
Um projeto de formação para responsáveis locais

O projeto “Formar líderes locais” nasceu em julho de 2009 para favorecer o desenvolvimento de hortas comunitárias, através de seminários de formação sobre as técnicas agrícolas e a difusão de material didático.

Foco dos seminários são a produção orgânica e as melhores técnicas para obter colheitas fartas e de boa qualidade, com recursos limitados.
Os participantes selecionados têm a responsabilidade de formar, por sua vez, outros membros da comunidade, transmitindo os conhecimentos e as técnicas aprendidas. O projeto tem assim um impacto muito forte, embora os recursos econômicos sejam escassos.

O objetivo para 2010 é ampliar o porte do projeto, envolvendo novos participantes da comunidade de Itabo, propondo atividades de formação para crianças, para que as jovens gerações também possam compartilhar os conhecimentos aprendidos junto de suas famílias.

Ajude-nos a desenvolver este projeto em 2010: dê a sua contribuição através do site de Terra Madre: www.slowfood.it/donate.

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Palavras chave do Slow Food
 

Università degli Studi di Scienze Gastronomiche (UNISG – Universidade de Ciências Gastronômicas)

A Universidade de Ciências Gastronômicas (UNISG) é uma entidade privada sem finalidade de lucro, fundada em 2004 pelo Slow Food, em parceria com os Governos das Regiões italianas Piemonte e Emilia Romagna. Os estudantes, que procedem de diversos países, têm a oportunidade de estudar e conhecer, no campo, a produção alimentar tradicional e industrial, através de um programa multidisciplinar que inclui estudos científicos e humanísticos, educação sensorial e experiências diretas, com viagens pelos cinco continentes. A UNISG busca renovar os métodos de produção agrícola, preservando a biodiversidade e instituindo relações orgânicas entre gastronomia e agricultura. O diploma trienal e os cursos de pós-graduação garantem figuras profissionais únicas no mundo da enogastronomia, com competências na produção, distribuição, promoção e comunicação dos alimentos de qualidade.

Para mais informações: UNISG

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Campanhas…
 

Slow Fish
Um site para compreender melhor os oceanos

Este mês, a campanha internacional Slow Fish lança um site, em quatro idiomas, que, antes de tudo, ter por objetivo informar, coletando e organizando dados procedentes das mais importantes associações e dos institutos científicos do mundo inteiro (sobre a situação dos oceanos, das reservas ictíicas, etc.). São também relatadas as histórias das Fortalezas e das comunidades de pequenos pescadores de Terra Madre, as iniciativas mais interessantes organizadas no mundo pelos convivia Slow Food, com o objetivo de promover pesca e consumo de peixe sustentáveis. A campanha propõe iniciativas simples e ao alcance de todos, dos peixeiros, dos restauranteurs, e de todos aqueles que devem decidir que peixe comprar para cozinhar.

O objetivo da campanha Slow Fish é divulgar, de forma capilar e permanente, a mensagem lançada pelo evento Slow Fish (que se realiza a cada dois anos em Gênova), oferecendo, aos convivia e às comunidades de Terra Madre, percursos de reflexão e ferramentas práticas para fazer e promover escolhas conscientes, boas e responsáveis. Só nos resta sugerir a todos que visitem o site, usem as informações, organizem iniciativas, sugiram idéias, contem o que acontece nas várias regiões: pode ser até um simples jantar preparado com peixes locais e sustentáveis, ou uma receita tradicional, uma técnica de pesca que pode ser resgatada, uma iniciativa voltada para as crianças... Qualquer coisa, por menor que seja, pode se tornar grande e importante, se tornando parte da rede do Slow Food e de Terra Madre.

A campanha Slow Fish foi lançada graças à contribuição da Lighthouse Foundation, uma fundação alemã que se ocupa de preservar a biodiversidade marinha (para informações: www.lighthouse-foundation.org).


O próximo encontro: Terre d’Acqua

A Região do Veneto, em parceria com o Slow Food, organiza a primeira edição de “Terre d’Acqua”, em Rovigo (Itália) nos dias 28, 29 e 30 de maio de 2010.
O evento visa chamar a atenção sobre os ecossistemas das áreas salobras e das águas internas, dando ênfase ao ecossistema do delta do rio Po.
O evento prevê uma atividade de captação de recursos para ajudar a Fortaleza dos pescadores da Ilha de Robinson no Chile, gravemente castigada pelo forte terremoto e pelas ondas de tsunami, no passado mês de fevereiro.

Para maiores informações: Terre d’Acqua

Para maiores informações sobre a Fortaleza do peixe da Ilha de Robinson Cruose, clique aqui.

Para oferecer uma contribuição em favor desta comunidade em dificuldade,
clique aqui.

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A declaração alimentar européia
Uma coalizão de organizações lança um apelo para mudar os sistema alimentar

O Slow Food faz parte de uma coalizão de organizações européias que redigiu uma declaração, como primeira etapa rumo à construção de um movimento para mudar o sistema alimentar e para alcançar a soberania alimentar. A Declaração Alimentar Européia define os objetivos que o grupo considera prioritários e que devem ser integrados nas próximas décadas na Política Agrícola Comum (PAC), o sistema de subsídios e programas agrícolas da União Européia, cuja reforma está prevista para 2013. “Depois de mais de meio século de industrialização da produção agrícola e alimentar, a agricultura familiar e as produções alimentares locais diminuíram substancialmente na Europa.”, diz a declaração. “Hoje, o nosso sistema alimentar está dependente dos combustíveis fósseis de baixo custo, não reconhece a água e a terra como recursos limitados e apóia regimes alimentares prejudiciais para a saúde”. A declaração invoca uma PAC saudável, sustentável e justa, evidenciando doze princípios chave entre os quais: promover a produção e o consumo de alimentos locais, sazonais e de alta qualidade, resgatar a relação dos cidadãos com os alimentos e com os produtores de alimentos, e considerar a comida um direito humano universal, e não uma mera mercadoria.

Para ler todo o artigo, clique aqui.

Para mais informações ou para assinar a declaração, clique aqui.

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Da terra à mesa…
 

Os sabores do Cabo
Os Jovens Embaixadores da Agricultura promovem a agricultura orgânica e o futuro agrícola da sua terra
África do Sul – O projeto Youth Agricultural Ambassadors (YAA) nasceu em 2008 com a supervisão de Tshediso Johannes Phahlane (delegado de Terra Madre), envolvendo um grupo de oito jovens que desejam promover a agricultura orgânica junto de seus coetâneos, crianças das escolas, órfãos, entre os outros. O time do YAA criou um comitê de gestão do projeto, e encarregou alguns produtores da formação sobre as técnicas agrícolas orgânicas, mas também sobre temas mais gerais como o AIDS, a igualdade de gêneros, a capacidade de gerir e organizar projetos.

“Nosso objetivo é criar oportunidades de trabalho para jovens, mulheres e pessoas com deficiências, oferecendo competências importantes para o presente e para o futuro”, declarou Tshediso Johannes. Até hoje, o YAA formou mais de trezentos órfãos e 806 crianças em cinco escolas diferentes. “Queremos que os nossos filhos vivam num ambiente limpo e que comam alimentos saudáveis. É nossa responsabilidade fazer com que este sonho se torne realidade”.

Para maiores informações:
Tshediso Johannes Phahlane
tphahlane@gmail.com


Um novo convivium promove o alimento bom, limpo e justo em todas as atividades da vida comunitária

No entanto, mais ao sul do país, o segundo convivium da Cidade do Cabo, trabalhou com afinco desde a sua inauguração, no final do ano passado. O Mother City Convivium organizou degustações, um jantar sobre a harmonização de cervejas artesanais e comidas, uma visita a uma fazenda biodinâmica, um laboratório sobre a conservação dos alimentos e a colheita de cogumelos nos bosques, e um programa agrícola, com o apoio da comunidade, para criar contatos entre pequenos agricultores e grupos de consumidores urbanos.

“Estávamos tão entusiasmados com todos os eventos que poderíamos organizar, e todos os pequenos produtores que poderíamos encontrar, que decidimos que a Cidade do Cabo dava para dois convivia irmãos, e demos o passo”, afirma o membro do comitê do convivium Pia Taylor. “A idéia é fazer com que o convivium seja acessível a estudantes e famílias, propondo excursões ao alcance de todos, promovendo os valores do Slow Food.”

Para mais informações: Slow Food Mother City

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Tempus Argenti
Srebrenica em festa com as Fortalezas Slow Food

Antes dos anos 90, Srebrenica era una cidadezinha animada da Bósnia Oriental. Graças às estruturas termais, o turismo, não apenas local, era próspero, sendo ponto de referência cultural para todos os países próximos. No teatro da cidade chegavam, com seus trabalhos, artistas de toda a federação. A guerra civil, e, em 1995, o genocídio, acabaram com tudo, afetando inteiras comunidades.
Pouco a pouco, porém, Srebrenica conseguiu reconstruir-se e hoje torna-se cada vez mais evidente o seu desejo de dar um novo impulso à própria tradição cultural. Um exemplo são os três dias de iniciativas culturais que se realizaram no mês de março passado. A cidade recebeu eventos teatrais, Laboratórios do Gosto e shows durante os quais se revezaram jovens artistas locais e internacionais.
O Slow Food Goraząde organizou Laboratórios do Gosto e seminários, convidando os pequenos produtores das Fortalezas Slow Food do Slatko da ameixa pozegaca e do queijo típico, os produtores da comunidade do alimento, do feijão poljak de Trebinje. Para aproximar crianças e adultos das tradições gastronômicas locais, foi organizado um evento onde foi sublinhada a importância, nas produções alimentares, dos produtos caseiros e tradicionais. Erna Subasic´, jovem líder do convivium que organizou esta iniciativa, explicou o por que de sua escolha: “Queremos reaproximar os jovens de sua terra. Quando na Bósnia se fala em terra, a única coisa que conseguimos fazer é acrescentar adjetivos possessivos, mas não somos mais capazes de reconhecer um suco de maçã caseiro de um suco processado industrialmente. A comida é uma chave fundamental para resgatar uma relação saudável e construtiva com o território e com as nossas identidades”.
A iniciativa foi realizada graças ao grande empenho de Roberta Biagiarelli (Cooperação Italiana para o Desenvolvimento) e coloca-se num projeto voltado para a revitalização cultural e social das áreas de Srebrenica e Bratunac. Três dias para concluir um caminho de renascença cultural que levou anos, com a esperança que entre esses vales encantados não volte o silêncio.

Para mais informações:
www.utlsarajevo.org.
 
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Socorro alimentar
Assistência às famílias afetadas pelo HIV, para melhorar e garantir sua alimentação

– Quênia – Uma nova iniciativa para melhorar as condições alimentares das pessoas com HIV, captando recursos e trabalhando com as famílias afetadas pelo vírus, para que tenham as condições de produzir autonomamente os próprios alimentos e ganhar com a venda dos produtos. Com o projeto “Socorro alimentar para 90 famílias quenianas afetadas pelo HIV”, o convivium Slow Food Central Rift e a ONG local NECOFA fornecerão às famílias do distrito de Molo sementes, animais e formação (em matéria de agricultura orgânica, criação em pequena escala e nutrição) ajudando-as a se tornarem mais auto-suficientes.

Clique aqui para mais informações.



Premiadas as hortas escolares de Slow Food e NECOFA

Quênia - Em um período de intensa atividade para o Convivium Central Rift e a NECOFA, o projeto sobre as hortas escolares na escola elementar masculina de Machinda que estão realizando em conjunto foi considerado o melhor do País em um concurso organizado pelo Ministério da Agricultura.
"A inteligência dos meninos surpreendeu os juízes, que também gostaram da capacidade deles de integrar diferentes aspectos no trabalho com as hortas escolares.
“Não somente ilustraram as técnicas de cultivo, de colheita e de conservação, mas também mostraram aos juízes como não utilizar produtos químicos, aplicando o método orgânico", explicou Jane Karanja, secretária organizadora do Convivium Central Rift.
"Quando os meninos se deram conta da vitoria deles e do sucesso obtido, felizes começaram a dançar e cantar canções de agradecimento em toda a escola. Quem mais poderia acalma-los? Tornavam-se os campeões da agricultura orgânica e os agricultores do futuro.”

Para mais informações, escreva a:
Jane Karanja
jane_karanja2001@yahoo.com

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  Vozes do Terra Madre

Lições cubanas
Por ocasião do Terra Madre Day, no passado mês de dezembro, os sócios do Slow Food Pelham, no Canadá se comprometeram em apoiar um projeto do Slow Food e, juntos, decidiram pelo projeto cubano 'Formar os líderes locais'. Após a doação, os sócios do convivium Renée Girard e Daniel Boudin foram até Cuba, para conhecer os organizadores do projeto. Renée nos conta a história..

 

Cuba – Daniel e eu decidimos ir para a cidade de Havana porque achamos que se tratasse de uma oportunidade única para conhecer mais de perto o projeto que tínhamos apoiado com uma doação, e para promover um intercâmbio de idéias com as pessoas envolvidas. Vilda Figueroa e José Lama, os dois diretores do programa, administram vários outros projetos, entre os quais um sobre a conservação de alimentos. A acolhida foi calorosa e eles nos mostraram, orgulhosos, suas hortas e as prateleiras cheias de mais de cem tipos diferentes de conservas caseiras...

 
     
  Renée Girard
Slow Food Pelham
dboudin@cogeco.ca

Clique aqui para ler o resto da história de Renée no site de Terra Madre.

Para conhecer mais o projeto ou para fazer uma doação, clique aqui
 

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Tradições alimentares

A cerimônia do café na Etiópia
Um rito antiguíssimo no país de origem da Coffea Arabica

Na Etiópia, a preparação do café é uma verdadeira cerimônia: dura mais de uma hora e representa um momento importante no dia a dia das comunidades.
As mulheres se ocupam desta tarefa: sentam num banquinho preparam o braseiro, colocam uma bandeja de metal onde torram os grãos de café, mexendo-os constantemente. Depois os grãos são moídos num pilão, até ficarem um pó escuro e fino. Nesse meio tempo é colocada no fogo uma grande chaleira, até a água ferver. A água quente e o pó de café são finalmente colocados numa cafeteira especial: um jarro de barro, com base larga e redonda, um gargalo fino, um bico bem fininho e uma alça bem grande que permite segurá-la sem se queimar. A cafeteira fica no braseiro mais um pouco, até quando o café não estiver pronto.
No jogo tradicional, há também uma mesinha, uma toalha bordada, uma gaveta para as colherzinhas e umas minúsculas xicrinhas sem alça, onde se serve o café.

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Alimento para a mente

Refeições sustentáveis
As organizações do Reino Unido ajudam os consumidores responsáveis

Reino Unido– Os consumidores estão se tornando cada vez mais atentos a suas compras diárias – cada vez mais preferem os produtos orgânicos e do comércio justo, mas não são capazes de manterem os seus princípios quando vão jantar fora. É a conclusão à qual chegaram os pesquisadores da Associação de Restauranteurs Sustentáveis (SRA). Com o objetivo de mudar o estado de coisas, a organização – criada no começo do ano – avalia a sustentabilidade dos restaurantes, considerando um leque de critérios, entre os quais a procedência e a sazonalidade das matérias primas, o custo energético envolvido na produção, os desperdícios, as relações com agricultores e produtores.
A SRA trabalha em parceria com a Fish2fork, uma organização online que classifica os restaurantes que servem peixe nos EUA e no Reino Unido, não somente com base na qualidade das comidas, mas também em relação às conseqüências, sobre o mar e o ecossistema, de suas escolhas. Muitos restaurantes estão fazendo grandes avanços na transição rumo a sustentabilidade. Na cozinha do restaurante Konstam de Londres, por exemplo, 80% das matérias primas utilizadas pelo chef Oliver Rowe é cultivado ou criado dentro da área servida pelo metrô de Londres.

Para mais informações:
Associação Restauranteurs Sustentáveis
Fish2Fork
Konstam

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Livros e filmes

Os peixes sentem dor?

A atenção para as condições de criação dos animais, nos últimos anos, tem crescido muito. Fora os peixes. Talvez por falta de formas de expressão e comunicação reconhecíveis, os peixes não são tomados em consideração quando se fala de bem-estar animal. No livro Os peixes sentem dor? a bióloga Victoria Braithwaite investiga a questão da percepção do sofrimento nos peixes, transmitindo conhecimentos científicos sobre seus comportamentos e analisando as questões éticas envolvidas no tratamento desses animais.

Do fish feel pain? Victoria Braithwaite, Oxford University Press, 2010

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A cidade que foi salva pela comida
 
O agricultor do Vermont, Ben Hewitt, conta uma história verdadeira de uma comunidade rural de trabalhadores que reestabeleceu a própria economia e redesenhou a própria imagem, desenvolvendo um sistema alimentar local autossuficiente sem iguais nos Estados Unidos. Hewitt explica como um grupo de jovens empresários criou uma rede de apoio à comunidade, relatando de uma forma clara as paisagens coloridas que deram impulso ao movimento.

The Town That Food Saved: How One Community Found Vitality in Local Food, Ben Hewitt, Rodale Books, 2010

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Na cozinha verde

“In the green kitchen” de Alice Waters - chefe de cozinha, líder do movimento para a cozinha sustentável e local, e vice-presidente do Slow Food Internacional - apresenta as técnicas básicas de cozinha, e mais de 50 receitas para preparar comidas frescas, locais e sazonais. A autora começa desmistificando alguns mitos e descrevendo com grande simplicidade algumas técnicas fundamentais de cozinha: como cozinhar as verduras a vapor, temperar uma salada, cortar o peixe, assar um frango, preparar o pão.

In the Green Kitchen: Techniques to learn by heart, Alice Waters, Clarkson Potter, 2010

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Soluções locais para a desordem global
 

Lançado nos cinemas franceses no dia 7 de abril passado, o último filme documentário de Coline Serreau trata dos problemas ligados ao atual modelo agro alimentar sem entrar nos detalhes da situação catastrófica que nos rodeia. A diretora apresenta uma série de alternativas ao sistema atual de produção, levando-nos a refletir sobre o meio ambiente, a sociedade e a agricultura. O trabalho de Coline Serreau levou três anos para ser realizado, durante os quais conseguiu reunir um mosaico de entrevistas: os protagonistas da agroecologia em nível mundial, de Vandana Shiva a Serge Latouche, apresentam o próprio ponto de vista, propondo soluções concretas para preservar a nossa saúde e a saúde do planeta. O filme nunca é provocatório, focalizando as escolhas práticas que podem ter conseqüências positivas imediatas.

Um filme de Coline Serreau, 2010, CINEMAO,
Para mais informações, clique aqui.



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Quem rouba a terra da África?

No mês de agosto de 2009, o rei saudita Abdullah celebrou a primeira colheita de arroz da Etiópia. Ao arroz seguirão cevada e trigo. Localizada no meio do deserto como todos os Estados do Golfo, a Arábia Saudita escolheu solucionar o problema dos alimentos ocupando terras cultiváveis na outra margem do Mar Vermelho, no Corno da África: em países como a Etiópia, com 10 milhões de famintos, ou como o Sudão, que não consegue acabar com a tragédia de Darfur.
Trata-se de um fenômeno recente e ainda pouco conhecido: o roubo de terras e de alimentos do continente mais faminto e mais pobre do mundo. Para milhões de hectares na Etiópia, Ghana, Mali, Sudão e Madagascar foi outorgada uma concessão de vinte, trinta, noventa anos. À China, Índia, Coréia, em troca de vagas promessas de investimentos. Seul já possui 2,3 milhões de hectares, Pequim comprou 2,1, a Arábia Saudita 1,6, os Emirados Árabes 1,3.
Os protagonistas são os governos: existem países que têm dinheiro e precisam de terras. Por outro lado, há países paupérrimos – e muitas vezes corruptos – que, em troca de dinheiro, tecnologia e infraestruturas, estão dispostos a colocar à disposição o bem mais precioso de um continente ainda proeminentemente agrícola: a terra.
Mas, infelizmente, nenhum camponês africano pode demonstrar ser proprietário de um terreno. O direito formal de propriedade (ou arrendamento) refere-se a 2-10% das terras. Na maioria dos casos são vigentes normas tradicionais, reconhecidas localmente, mas não pelos acordos internacionais. As terras habitadas, assim, cultivadas e usadas como pasto há gerações, são consideradas não utilizadas. Do lado dos governos estão os investidores privados: depois da crise financeira, muitos começaram a ambicionar bens de investimento mais tangíveis: no topo da lista está a terra (alimentos e biocombustíveis).
O que acontece quando chegam os investidores estrangeiros? Passa-se da agricultura tradicional – cuja base são a diversidade, as variedades locais, as comunidades – ao agronegócio: isto é monocultivos destinados à exportação (arroz, soja, óleo de palma para biocombustíveis...) e uso massivo de química (fertilizantes e defensivos). Quando os terrenos serão completamente empobrecidos, os investidores estrangeiros se mudarão para outro lugar.

Carlo Petrini
Presidente do Slow Food Internacional


A Fundação Slow Food para a Biodiversidade faz parte de uma coalizão de organizações contrárias ao roubo de terras do sul do mundo e que denunciam o aval do Banco Mundial em relação ao fenômeno. Para ler todo o artigo em inglês no site do Slow Food, clique aqui

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Celebre o prazer que os melhores alimentos do mundo proporcionam em toda a sua variedade.
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@slowfood.com

 
   
 


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Calendário

Feria Regional del Alimento
Quetzaltenango

Guatemala
1 - 2 maio 2010

Burren Slow Food Festival
Irlanda
21 - 23 de maio de 2010

Terre d’acqua
Rovigo, Itália
28 - 30 maio 2010

Terra Madre Argentina
Buenos Aires
8-11 Julho de 2010

Terra Madre Balcãs
Sofia, Bulgária
Julho de 2010

Salone del Gusto
Turim, Itália
21 - 25 de outubro de 2010

Terra Madre
Turim, Itália
21 - 24 de outubro de 2010

Terra Madre Day
Internacional
Dezembro de 2010

 



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Slow Food e Terra Madre
em números


Associados: 100.000
Convivia: 1.300
Países: 150
Fortalezas: 314
Produtos da Arca do Gosto: 903
Mercados da Terra: 10
Hortas Escolares: 300

 
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 Bess Mucke: b.mucke@slowfood.com -  Michèle Mesmain: m.mesmain@slowfood.com
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