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Junho 2010

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Nesta edição:
 

Editorial de Carlo Petrini

Projeto do Mês
O mercado da terra de Hamra

Um espaço para os pequenos produtores tradicionais em Beirute, cidade que está se tornando cada vez mais globalizada

Palavras chave do Slow Food

Fortalezas

Campanhas
Slow Fish
Vamos salvar o sultão dos peixes

Da terra à mesa
Ao longo da Rota da Seda
Um grupo de pesquisadores visita as comunidades Terra Madre ao longo do caminho percorrido por Marco Polo

Uma acolhida de reis
Slow Food UK, hospede na recepção do Príncipe Carlo

Cursos de verão sobre alimentação
O novo programa avançado online da Universidade de Ciências Gastronômicas, dedicado a políticas alimentares e sustentabilidade.

Cantinas slow na tela
O Slow Food França mostra cantinas boas, limpas e justas em filme

Fortalecer as redes
OAs comunidades do alimento se preparam para os encontros nacionais de Terra Madre

Dia mundial do meio ambiente
Slow Food Fayoum olha para os jovens e o meio ambiente

Vozes de Terra Madre
Sabedoria indígena no mundo moderno

Tradições alimentares
O sabor do rigor
La cucina dei Sami, popolazione indigena del Nord Europa

Palavras férteis
Plástico proibido
Os americanos votam a favor da eliminação de sacolas e garrafas plásticas

Livros e Filmes
Alimentar as pessoas é fácil

Cortando o pão: receitas e histórias das cozinhas dos imigrantes

Um outro mundo é cultivável!

Calendário

 

   


Projeto do mês
 

O mercado da terra de Hamra
Um espaço para os pequenos produtores tradicionais em Beirute, cidade que está se tornando cada vez mais globalizada

Líbano
– Após uma guerra civil que durou quinze anos (de 1975 a 1990) e repetidas crises internas que colocaram de joelhos a economia e o tecido social, Beirute levantou a cabeça, tornando-se porém uma cidade que corre atrás da modernidade e do desenvolvimento desenfreado, afastando-se das ricas tradições ligadas a sua história. Para dar novo impulso à economia local, oferecendo oportunidades comerciais aos pequenos produtores agroalimentares de qualidade do país, o Slow Food criou em Beirute, em janeiro de 2009, o Mercado da Terra de Hamra. Hoje, 15 pequenos produtores podem finalmente vender os próprios produtos: frutas, verduras, “mouneh” (conservas típicas libanesas), “manhoushe” (um pão fininho tradicional com tomilho), azeite de oliva, sabonetes naturais produzidos de forma artesanal. Todos os agricultores e pastores envolvidos tiveram um sucesso econômico que mudou para melhor a vida de inteiras famílias. O objetivo, para 2010, é fortalecer o Mercado da Terra de Beirute, gastando em infraestrutura e na gestão, envolvendo novos produtores e sensibilizando a opinião pública libanesa sobre a cadeia de produção curta e a importância do apoio às pequenas produções de qualidade para atrair novos consumidores.

Ajude-nos a desenvolver este projeto em 2010: dê a sua contribuição através do site de Terra Madre: www.slowfood.it/donate.

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Palavras chave do Slow Food
 

Fortalezas

As Fortalezas [singular Fortaleza] são o projeto sobre o qual a Fundação Slow Food para a Biodiversidade concentra a maior parte de seus recursos econômicos e organizacionais. Foram criadas para promover as produções de qualidade em risco de extinção, proteger regiões e ecossistemas únicos, resgatar técnicas de processamento tradicionais e preservar raças animais e espécies vegetais autóctones. Uma vez identificado um produto bom, limpo e justo que esteja em risco de extinção, os produtores são envolvidos diretamente: oferecendo a eles toda assistência técnica para melhorar a qualidade da produção, organizando trocas entre os diversos países, promovendo e sugerindo novos canais de distribuição (em nível local e internacional). Na maioria dos casos, a Fortaleza nasce a partir da necessidade de preservar um produto da Arca do Gosto; muitas vezes porém, a operação se torna mais abrangente, indo além da preservação do produto. As Fortalezas americanas e irlandesas dos queijos de leite cru, por exemplo, visam ajudar os produtores para que continuem produzindo seus queijos tradicionais de leite cru, apesar dos limites impostos pelas normativas burocráticas dos respectivos países. Até hoje foram criadas 314 Fortalezas no mundo inteiro, envolvendo mais de 10.000 pequenos produtores sustentáveis, com um foco cada vez maior nas regiões mais pobres do mundo.

Para maiores informações, visite o site da Fundação Slow Food para a Biodiversidade: www.slowfoodfoundation.org/

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Campanhas…
 

Slow Fish
Vamos salvar o sultão dos peixes


Turquia – Por sua posição privilegiada, entre o Mar Negro e o Mar de Mármara, a cidade de Istambul tem uma longa tradição de pesca e restaurantes de peixe. São famosos os sanduíches de peixe preparados nos barcos ao longo das margens do Bósforo, um dos lanches mais populares entre os 12 milhões de habitantes da capital turca. As normas que regulam a pesca, contudo, não se preocuparam com a sustentabilidade, deixando uma sombra de incerteza sobre o futuro de um dos peixes mais amados em Istambul, o lüfer, um tipo de anchova, chamado de “sultão de todos os peixes”. Por isto, o Slow Food de Istambul lançou a campanha “Não deixemos o lüfer extinguir-se!”, para sensibilizar a opinião pública, a indústria alimentar e o governo.

“A anchova é um peixe interessantíssimo – explica Defne Koryurek, fundadora do Slow Food Istambul – que migra do Mar Negro para o Mediterrâneo. Ao longo de sua rota migratória, muda de sabor conforme os peixes dos quais se alimenta e do diverso teor salino dos mares.” Os pescadores e pesquisadores locais notaram uma forte redução das reservas de anchovas nos últimos anos. “A partir de 2002, começaram a aparecer anchovas menores nos nossos pratos – explica Koryurek – com o passar dos anos, pouco a pouco, a maioria dos consumidores começou a comprar um peixe cada vez menor, que agora raramente consegue alcançar a idade da reprodução”. Trabalhando com pescadores, cozinheiros e peixarias locais, o convivium lançou um abaixo-assinado pedindo que comerciantes e restauranteurs da cidade não ofereçam ou comam anchovas com menos de 24 cm de comprimento. “Em menos de um mês já tivemos a adesão de mais de 100 empresas, e assinaturas de mais de 3.000 pessoas. Restaurantes e peixarias estão expondo na vitrine o adesivo de adesão à campanha, cada vez mais visível na cidade.”

Clique aqui para ler a história completa (em inglês) no site do Slow Fish.


Slow Fish Challenge

Recordamos que é possível participar ao Slow Fish Challenge para criar um receituário coletivo, selecionando uma espécie local de peixe obtida de forma sustentável, e uma boa receita que ressalte o seu gosto.

Clique aqui para mais informações sobre o Slow Fish Challenge.

Slow Fish
www.slowfood.com/slowfish


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Da terra à mesa…
 

Ao longo da Rota da Seda
Um grupo de pesquisadores visita as comunidades Terra Madre ao longo do caminho percorrido por Marco Polo, investigando a genética do gosto

Um grupo de pesquisadores de genética vai sair no próximo mês para uma viagem ao longo de alguns trechos da Rota da Seda de Geórgia para Cazaquistão, visitando as comunidades de Terra Madre das regiões atravessadas. Objetivo da viagem é estudar a influência dos genes na percepção dos sabores, documentar as tradições gastronômicas locais e apresentar seminários de educação sensorial. Nascido a partir de uma idéia apresentada pela primeira vez por ocasião de Terra Madre 2008, o projeto é inspirado na viagem do explorador veneziano Marco Polo ao longo da Rota da Seda. Os resultados da pesquisa serão apresentados no encontro mundial de Terra Madre que acontecerá em Turim (na Itália) e o material será utilizado para diversas publicações no site do projeto e para programas de televisão, kits didáticos multimídia, livros, publicações científicas e galerias fotográficas. A viagem acontecerá paralelamente a três encontros regionais de Terra Madre: Georgia, Azerbaijão e Cazaquistão.

Clique aqui para ler todo o artigo em inglês no site do Slow Food.
Clique aqui para visitar o site do projeto (em italiano e inglês).

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Uma acolhida de reis
Slow Food UK, hospede na recepção do Príncipe Carlo

Reino Unido – No mês passado, o Slow Food UK teve a honra de participar de uma recepção organizada pelo Príncipe de Gales em Highgrove, Gloucestershire: o evento incluiu uma visita às hortas orgânicas da fazenda e, para muitos associados ingleses, foi uma oportunidade para encontrar o Príncipe Charles e o presidente do Slow Food, Carlo Petrini. Durante o seu discurso, o Príncipe Charles declarou: “O movimento Slow Food tem o mérito de resgatar o prazer da verdadeira comida, e de lembrar que tudo está ligado à gestão da terra e do meio ambiente, com todas as íntimas conexões entre produção alimentar e cultura. Eu tenho uma profunda admiração pelo que o movimento Slow Food está fazendo.” Entre os 150 convidados estavam muitos simpatizantes do Slow Food do Reino Unido, assim como organizações parceiras, chefs e representantes da rede de conviva Slow Food de todo o país.

Clique aqui para assistir ao vídeo do discurso do Príncipe Charles
Clique aqui para ler todo o artigo (em inglês) no site do Slow Food .

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Cursos de verão sobre alimentação
O novo programa avançado online da Universidade de Ciências Gastronômicas, dedicado a políticas alimentares e sustentabilidade

Itália – A Universidade de Ciências Gastronômicas lançou um curso de verão internacional online, cujo foco são a sustentabilidade e as políticas alimentares, que será ministrado por especialistas do mundo inteiro, entre os quais Vandana Shiva, Serge Latouche, Jeremy Rifkin e Tim Lang. O principal objetivo do curso é a preparação de um documento com as diretrizes para cada uma das oito áreas temáticas interligadas, destinado aos administradores que queiram adotar políticas alimentares baseadas na sustentabilidade ecológica, econômica, social e sensorial. O documento será apresentado durante o encontro mundial das comunidades do alimento de Terra Madre em outubro.

Para maiores informações: www.unisg.it

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Cantinas slow na tela
O Slow Food França mostra cantinas boas, limpas e justas em filme

França – Como parte do trabalho voltado para a melhoria das cantinas escolares, o Slow Food França realizou um documentário Plus de frais à moindre coût (mais alimentos frescos a menor preço). O documentário apresenta as cozinhas de duas escolas que adotaram com sucesso práticas boas, limpas e justas. Em ambos os casos, as escolas conseguiram respeitar o orçamento e todas as normativas, resultado muitas vezes considerado inatingível. O documentário é a primeira de uma série de iniciativas organizadas por Haute Qualité Alimentaire (alta qualidade alimentar), a campanha do Slow Food França para um alimento melhor, com uma atenção especial às refeições servidas nas escolas. A próxima etapa será a distribuição de uma série de instrumentos práticos para ajudar as comunidades a transformar as idéias em ações concretas. O filme foi apresentado no mês passado pelo Slow Food Coolporteur em Gap, durante o festival Savoirs et Saveurs de Montagne (saberes e sabores de montanha), que incluiu um mercado, demonstrações culinárias, laboratórios do gosto, debates e outras atividades conviviais e didáticas.

Clique aqui para ler todo o artigo (em inglês) no site do Slow Food.

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Fortalecer as redes
As comunidades do alimento se preparam para os encontros nacionais de Terra Madre

Terra Madre Bálcãs – Sofia, Bulgária, 15 - 18 julho 2010
Durante o primeiro encontro organizado em sua região, 165 delegados procedentes de dez países da península balcânica se encontrarão em julho em Sófia, na Bulgária, por ocasião do Terra Madre Bálcãs. Representantes da Croácia, Bósnia Herzegovina, Sérvia, Kosovo, Macedônia, Albânia, Romênia, Bulgária, Grécia e Turquia terão a oportunidade de se conhecerem e participar de palestras e seminários sobre produção alimentar sustentável e o desenvolvimento do turismo rural na região. O futuro dos alimentos tradicionais em vistas da entrada na UE será o tema principal do encontro. Para maiores informações: Michele Rumiz m.rumiz@slowfood.it

Terra Madre Argentina – Buenos Aires, 8 - 11 julho 2010
Ao mesmo tempo, do outro lado do mundo, os associados da rede de Terra Madre na Argentina e Uruguai estão se preparando para um encontro para trocar idéias, fortalecendo a rede. O evento, de quatro dias de duração, vai acontecer em julho na cidade de Buenos Aires. Um ano após Terra Madre Argentina 2009, os associados da rede nacional terão uma nova ocasião para se reunirem, junto a agricultores, pescadores, produtores de alimentos bons, limpos e justos, cozinheiros, estudantes, acadêmicos e consumidores-co-produtores responsáveis. Para maiores informações: Andrea Amato a.amato@slowfood.it

Terra Madre Geórgia - Tbilisi, de 30 a 31 de julho 2010
O primeiro encontro nacional de Terra Madre na Georgia unirá as comunidades, os produtores da Fortaleza do Vinho georgiano em ânfora, os sócios do Convivium de Tbilisi e Imeriti, cientistas e representantes de algumas organizações do setor. Enquanto a primeira jornada será dedicada aos seminários, durante a segunda jornada os produtores poderão provar os produtos típicos georgianos acompanhados de vinho da Fortaleza. Alem disso, para os visitantes será organizado um percurso de educação sensorial. Para maiores informações: Victoria Smelkova v.smelkova@slowfood.it

Terra Madre Azerbaijão - regione Ismailli – Shemaha, 5 de agosto 2010
Terra Madre acontecerá na zona montanhosa de Ismailli-Shemakha e será dedicado aos problemas que as mudanças climáticas causam aos produtores locais. Durante o encontro, será apresentado o projeto regional “`As origens do gosto” realizado desde 2009 em colaboração com as autoridades locais. Para maiores informações: Victoria Smelkova v.smelkova@slowfood.it

Terra Madre Cazaquistão - Alma Aty, 2 de setembro 2010
O evento será realizado em colaboração com a Faculdade de Agrária da Universidade nacional e contará com a participação de alguns cientistas do Instituto de Nutrição, do Instituto de Genética, do Instituto de criação e produção de rações, dos produtores, de representantes de Ong e de alguns estudantes. Para maiores informações: Victoria Smelkova v.smelkova@slowfood.it .


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Dia mundial do meio ambiente
Slow Food Fayoum olha para os jovens e o meio ambiente

Egito - No começo do mês, mais de 200 pessoas ajudaram o convivium do Slow Food Fayoum a organizar o Dia Mundial do Meio Ambiente no parque de Al Azhar no Cairo. Um evento do qual participaram mais de 1.000 estudantes de todo o país, grupos ambientalistas, especialistas e público. Foi organizada também uma feira com produtos das comunidades do alimento de Terra Madre egípcias: tâmaras de Siwa (Fortaleza Slow Food) e do Sinai, ervas de Fayum e pão e doces tradicionais da Alexandria; também houve degustações, atividades didáticas e foram apresentados aos visitantes os projetos do convivium. O dia foi também uma ocasião para discussões durante palestras e seminários, permitindo ao convivium compartilhar a filosofia do Slow Food.

Para maiores informações:
Mohamed M. El Medany
Líder do convivium Slow Food Fayoum
medanyfao@yahoo.co.uk

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  Vozes do Terra Madre

Sabedoria indígena no mundo moderno

Suécia - Stefan Mikaelsson é o presidente da assembleia geral do parlamento Sámi, o único órgão oficial de representação do povo Sámi, grupo étnico indígena da região de Sápmi – área que se estende pela Suécia, Noruega, Finlândia e Rússia. Durante a reunião do Conselho Internacional do Slow Food deste mês, ele falou sobre a ligação inextricável das pessoas com a natureza, num mundo cada vez mais modernizado...

 

“Enquanto povo, queremos afirmar o nosso direito de autodeterminação e de possuir, controlar e administrar as nossas antigas terras, águas e outros recursos. O nosso território é o coração de nossa existência: somos a terra e a terra faz parte de nós; temos uma ligação espiritual e material com ela e a nossa sobrevivência está indissoluvelmente ligada a ela. A nossa ligação profunda com a natureza é difícil de expressar com palavras. Viver na natureza, tirando o sustento diretamente daquilo que ela tem para oferecer, cria uma relação imediata com o nosso meio ambiente (incluindo animais e o próximo). A visão Sámi da natureza como ser vivo está em claro contraste com a concepção do mundo ocidental. A nossa visão da natureza foi formada através de nossos valores e tradições, estruturas sociais e relações..."

 
     
 
Clique aqui para ler o resto da história no site de Terra Madre

Para maiores informações:
Slow Food Sápmi Convivium
tmip2011@gmail.com
 

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Tradições alimentares

O sabor do rigor
La cucina dei Sami, popolazione indigena del Nord Europa, nasce da un ambiente spesso ostile

Numa terra onde o inverno é rígido, podendo durar até 200 dias, onde as temperaturas podem atingir os trinta graus negativos e onde o sol não surge durante meses, os Sámi – população indígena – construíram uma ligação indissolúvel com o meio ambiente, muitas vezes impiedosa. A terra desse povo – chamada Sápmi – inclui as regiões do norte da Suécia, Noruega, Finlândia e Rússia, onde a natureza pode ser cruel e o terreno não favorece a agricultura. Ao longo dos séculos, a sobrevivência da população e da cultura, dependeu do respeito e do uso inteligente dos recursos disponíveis. A carne de rena representa, obviamente, a base de sua alimentação. Existem várias formas de preparação. Pode ser comida crua ou cozida durante horas em fogo brando, defumada ou salgada (Suovas de rena). É também excelente a salsicha feita com as sobras do animal, que não seriam aproveitadas de outra forma. As frutas e as ervas silvestres que crescem nos meses após o degelo são parte integrante desta alimentação. Um exemplo é a azedinha, muito acida e, com grande teor vitamínico, colhida no período que precede o verão – o calendário deste povo nômade tem oito estações – antes da floração. Tradicionalmente, a azedinha era conservada dentro dos “buracos d'água”, num recipiente de madeira. Hoje em dia, o freezer representa uma boa alternativa para a conservação. O sabor desta erva – que lembra os sabores e os cheiros do verão – é muito apreciado. Pode ser utilizada de várias formas; numa delas a azedinha é fervida e transformada em purê, e servida com leite (de cabra ou de vaca), nata ou iogurte e açúcar. Uma delícia!

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Palavras férteis

Plástico proibido
Os americanos votam a favor da eliminação de sacolas e garrafas plásticas

EUA – No começo deste mês, a assembléia legislativa da Califórnia votou a favor da proibição das sacolas plásticas em farmácias, lojas de frutas e mini-mercados. Os comerciantes deverão, a partir de agora, cobrar também pelas sacolas de papel, que deverão ser de material reciclável. A Califórnia segue o exemplo da China, Bangladesh, Ruanda, Eritreia, Tanzânia, e Uganda onde leis semelhantes já estão em vigor. As Nações Unidas já lançaram um apelo para que a proibição seja global. “Somos nós, os Estados Unidos, que inventamos as sacolas de plástico que foram difundidas na Europa e no resto do mundo”, diz Julia Brownley, da assembléia legislativa da Califórnia. “Se Bangladesh as proibiu, podendo já observar os efeitos da proibição no meio ambiente, não há porque na Califórnia não fazer o mesmo.” Do outro lado do país, a cidade de Concord, em Massachusetts, poderia se tornar a primeira cidade americana a proibir a venda de água engarrafada, após um referendum votado no mês passado. “Todas estas garrafas descartadas estão prejudicando o nosso planeta, criando montanhas de lixo que acabam nos oceanos matando peixes e gerando uma poluição cada vez maior nas ruas”, afirma Jean Hill, coordenadora da campanha. “É um grande resultado sermos os primeiros no país. É uma injustiça que deve ser resolvida.”

Clique no site do Slow Food, para ler todo o artigo em inglês.

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Livros e filmes

Alimentar as pessoas é fácil

Em seu livro Feeding people is easy, Colin Tudge afirma que podemos ter os alimentos necessários, para sempre, e sem necessidade de matar animais ou devastar o resto do mundo. Se pensarmos na agricultura como ferramenta para alimentar as pessoas, e não como produto, todos os problemas associados a ela se resolvem por si. No livro, numa abordagem positiva, Colin Tudge nos diz que agindo corretamente, podemos criar sociedades humanas realmente justas, colaboradoras e pacíficas.

Feeding People is Easy, Colin Tudge, Pari Publishing, 2007.

Clique aqui para maiores informações.
Clique aqui para a versão italiana publicada pelo Slow Food.

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Cortando o pão: receitas e histórias das cozinhas dos imigrantes
 

Massa feita à mão, chutney caseiro, feiras locais e hortas caseiras, este livro relata as memórias, as receitas e as tradições culinárias de pessoas que chegaram aos Estados Unidos vindas de todo o mundo. A chef de cozinha e professora Lynne Anderson entrou nas cozinhas dos imigrantes, descobrindo a capacidade que a comida tem de evocar os mundos perdidos dos que viajaram para longe.

Breaking Bread: Recipes and Stories from Immigrant Kitchens
, Lynne Christy Anderson, University of California Press, 2010.

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Um outro mundo é cultivável!

Nesta série de documentários, a jovem cineasta alemã Ella von der Haide vai em busca das hortas urbanas coletivas do mundo inteiro. Através das histórias conhecemos os criadores das hortas coletivas, suas hortas e suas idéias. Eles nos explicam como e porque as hortas não são apenas oásis verdes no meio da cidade, mas também portas abertas para 'um outro mundo'.

Another World is Plantable!: Community Gardening Around the World, Ella von der Haide, 2003-2006.

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A terceira revolução industrial

A Percebo extraordinários paralelismos entre a nova política de alimentos, promovida pelo Slow Food e as comunidades de Terra Madre, e a política energética para o futuro, baseada em energias renováveis, promovida por Jeremy Rifkin através de seu trabalho. Pude verificar pessoalmente durante um encontro com ele, que deu origem a um longo artigo. Não é por acaso que Jeremy Rifkin fala de terceira revolução industrial e, durante a reunião plenária de Terra Madre de 2008, usei exatamente estas palavras: «Vocês serão os protagonistas da terceira revolução industrial». Os alimentos são, afinal de contas, a energia da vida e tanto a produção de alimentos, como a produção de energia estão se revelando hoje os dois sistemas mais insustentáveis criados pelo homem. Parte da responsabilidade desta insustentabilidade reside na tentativa de centralizar aquilo que na natureza e por natureza, é difuso. Por exemplo, as fontes de energia que utilizamos - petróleo, carvão e urânio – se encontram apenas em alguns lugares da Terra. É preciso construir grandes infraestruturas para que sejam extraídas, preservadas e distribuídas: são fontes esgotáveis, que geram poluição e custam muito caro. Para os alimentos, é a mesma coisa: um sistema baseado no excesso de poder de poucas grandes multinacionais centraliza sementes, monoculturas, criações, estabelecimentos de processamento, distribuindo depois o alimento em todo o planeta, com consequências alimentares, econômicas, sociais e ecológicas que conhecemos muito bem. Os alimentos locais, pelo contrário, assim como as fontes de energia renováveis como sol, ar e água, se encontram potencialmente em todo o planeta, em qualquer metro quadrado cultivável. E aqui está o paralelismo principal: é preciso passar de sistemas fortemente centralizados a sistemas difundidos, locais e democráticos. Por isto, as comunidades de Terra Madre e os convivia Slow Food podem se tornar os motores desta terceira revolução, por isto representamos uma vanguarda que o próprio Rikfin definiu como “aquilo que vai ajudar a acabar com a guerra que o homem declarou contra a natureza”. Olhamos para o passado, projetados para o futuro: poucos no mundo podem orgulhar-se de ter esta força.

Carlo Petrini
Presidente do Slow Food Internacional


Para um excerto do dialogo entre Petrini e Rifkin em inglês ou italiano.

 




Venha fazer parte de uma

grande comunidade internacional que defende a agricultura, a pesca e a criação sustentável.
Celebre o prazer que os melhores alimentos do mundo proporcionam em toda a sua variedade.
servicecentre
@slowfood.com

 
   
 


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Calendário

Terra Madre Argentina
Buenos Aires
8-11 julho de 2010

Terra Madre Georgia
Tbilisi, Georgia
de 30 a 31 de julho de 2010

Terra Madre Azerbaijão
Ismailli – Shemaha, Azerbaijão
5 de agosto de 2010

Terra Madre Cazaquistão
Alma Aty, Cazaquistão
2 de setembro de 2010 0

Terra Madre Balcãs
Sofia, Bulgária
15-18 julho de 2010

Waterford Harvest Festival
Waterford, Irlanda
De 10 a 19 de setembro 2010

Salone del Gusto
Turim, Itália
21 - 25 de outubro de 2010

Terra Madre
Turim, Itália
21 - 24 de outubro de 2010

Terra Madre Day
Internacional
Dezembro de 2010

 



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Slow Food e Terra Madre
em números


Associados: 100.000
Convivia: 1.300
Países: 150
Fortalezas: 314
Produtos da Arca do Gosto: 903
Mercados da Terra: 10
Hortas Escolares: 300

 
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  Questa newsletterz realizata dall'ufficio Comunicazione di Slow Food International
 Bess Mucke: b.mucke@slowfood.com -  Michèle Mesmain: m.mesmain@slowfood.com
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